11/11/2013
A luta pela meia-entrada sempre foi e sempre será uma das principais bandeiras do movimento estudantil (secundarista e universitário), entendemos que o direito ao meio passe tanto nos coletivos, como nos eventos culturais é de importantíssima relevância para a formação e acesso do estudante.
Como o meio de caracterizar os estudantes e garantir esse direito, temos a identidade estudantil, que tem um processo e custo de convecção que em alguns municípios custa algo para o estudante, essa taxa que vem do estudante uma parte é tirada para os custos de convecção e outra é dividida entre o grêmio, entidade municipal, entidade estadual e entidade nacional, para que as mesmas tenha condição de funcionar, ter uma sede, panfleto de atividades etc.
Logo, o fenômeno de criação e surgimento de entidades estudantis descomprometidas com o movimento e com os próprios estudantes cresceu assustadoramente, e nós temos o dever de combatê-las e questionar o motivo de sua existência.
A luta dos estudantes é levada com muita dificuldade pelas condições estruturais das entidades, que não tem outra forma de financiamento a não ser o que é repassado das carteiras e que mesmo assim são quebradas, por essas máfias de carteiras, que existem apenas para lucrar em cima do estudante.
Nós da Associação Cearense dos Estudantes Secundaristas repudiamos qualquer “empresa” criada exclusivamente para tratar do processo de carteiras, que não irá repassar para o grêmio, que não irá repassar para entidade municipal, não terá congresso ou qualquer luta dos estudantes.
Denunciaremos qualquer iniciativa tendenciosa que vise boicotar a luta e quebrar o autofinanciamento das entidades estudantis.