01/09/2023
Seu pai, o jornalista, radialista e compositor Fernando Lobo saiu da capital pernambucana no final da década de 1930, para morar no Rio de Janeiro.
Até hoje, brinco dizendo que era estudioso para nunca ficar em segunda época e não perder a viagem para o Recife", contou em entrevista à Continente, em março de 2012, e disponível no link na bio.
Nessas longas férias, Edu tinha contato com a diversidade da música pernambucana e ia absorvendo a influência que seria posteriormente levada para a sua obra.
"Eu chamava a minha música de 'esquisita' porque juntava as harmonias aprendidas na bossa nova com as escalas nordestinas, que têm a quinta diminuta, uma influência meio moura de que sou fã de carteirinha desde criança, mas que o pessoal da bossa nova não usava.
No início da minha carreira, achava que, se não descobrisse um caminho novo para mim, que fosse diferente dos demais compositores da época, eu ia acabar sendo engolido", observou.
Nessa conversa, com o jornalista Marcelo Robalinho, Edu Lobo, que hoje completa 80 anos, fala sobre a influência da música nordestina em sua magnífica obra, que o levou a conquistar a aclamação do público, da crítica e das premiações, como ocorreu com 'Arrastão', que venceu o l Festival de Música Popular Brasileira, realizado pela TV Excelsior, em 1965, impulsionando a sua carreira, com apenas 22 anos. (Resumo da postagem da reportagem feita por )