16/05/2025
No dia 13 de maio de 2025, a nossa prosa/conversa no grupo de estudo do NEABI/UEPB/Guarabira foi sobre a identidade negra, a partir da obra TORNAR-SE NEGRO, da psicanalista Neusa Santos Souza; questão recorrente as pessoas negras no Brasil, sobretudo, porque historicamente os valores civilizatórios dos africanos e por extensão das pessoas negras no Brasil foram, e ainda são negados, o que faz com que os valores dos brancos são referências para negros e negras. Questão discutida por Neusa Santos Souza, quando afirma que: “tendo que se livrar da concepção tradicionalista que o definia econômica, política e socialmente com inferior e submisso, e não possuindo uma concepção positiva de si mesmo, o negro viu-se obrigado a tornar o branco como modelo de identidade ao estruturar e levar a cabo a estratégia de ascensão social” (Souza, p.47). Essa questão conduziu a nossa prosa/conversa, sobretudo, porque a obra TORNAR-SE NEGRO foi escrita na década de 1980, quando as referências negras ainda não eram visíveis quanto são hoje, ainda que historicamente negros e negras no Brasil historicamente lutaram contra as condições de subalternização que lhes foram impostas, e na década de 1970 com a fundação do MNU, denunciar o racismo se tornou recorrente. Nesse sentido a nossa questão é a seguinte; os valores civilizatórios brancos, ainda são tomados pelos negros como referencias na construção de sua identidade. No Brasil não se nasce negro, mas se torna negro. Hoje, ainda que haja política de ações afirmativas para negros e que as culturas negras tenham ocupado certo espaço social e político;
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