14/08/2017
A crise política do Brasil, seguindo seu ritmo de radicalização, vêm alcançando o seu ápice. Reformas e contrarreformas, vendidas como única alternativa à crise, são impostas ao povo e o aparato público do Estado é vitalmente sucateado, mostrando suas maiores consequências na área da educação e da saúde, desestabilizando o funcionamento das Instituições, que sofrem radicalmente com a tarefa de realocar seus custos ao novo orçamento repassado.
O sucateamento do aparato público, como todo movimento político, corresponde à um processo e, tal processo correspondeu ao interesse de uma determinada e restrita classe. Tal sucateamento foi acompanhando, em contrapartida, de uma facilitação estatal, por meio de incentivos fiscais e repasse de verbas, do funcionamento do sistema privado, que vem alcançando um desenvolvimento extraordinário de seu capital, restando aos trabalhadores se submeterem, ou às dívidas, ou à doença - ou ao trabalho sub-humano, muitas vezes infantil, ou à educação. Progresso para empresas e miséria para o povo, vendido com o slogan de "Não pense em crise, trabalhe!".
A falência do Estado Burguês e do projeto de conciliação de classes e a crise econômica e política, no Brasil, tendem a se aprofundar cada vez mais, acentuando o desmonte dos serviços públicos, afetando fundalmentamente o funcionamento das Universidades Federais. Esse processo de sucateamento de Universidades é notório desde a criação do REUNI. Em 2015, houve o corte de 10% do orçamento da educação e em 2016, a PEC 55 que congela os investimentos na saúde e educação por 20 anos, gerando cortes em todas as instâncais de funcionamento da Instituição, sentidos principalmente quando falamos sobre o PNAES (Plano Nacional de Assistência Estudantil); Nesse contexto, a UNIFESP não recebeu a totalidade do seu orçamento do governo federal, tendo enormes dificuldades de manter a universidade em funcionamento, principalmente para a manutenção das políticas de permanência estudantil, como o bandejão e as bolsas auxílio.
Diante desse cenário, se faz urgente e fundamental que os estudantes componham e se articulem à partir dos respectivos CA's, DA's contra todos os cortes previstos para o Ensino Público, além de fortalecer a luta pela reativação do DCE, e é fundamentalmente necessária a mobilização massiva de todo o Movimento Estudantil ao comparecimento na Audiência Pública com a Reitoria da Unifesp, programada para o dia 15/08 às 18h, no Teatro Adamastor, visto que o que é nosso por direito jamais fora garantido, fato acentuado pelo fato de fazermos parte de um dos Campi mais precarizados e com um índice altíssimo e crítico de evasão.
Lutamos em defesa das políticas de permanência, conquistadas através de muito suor e muita luta dos estudantes da UNIFESP e em defesa de uma Universidade Pública de qualidade para todos!