Itabaiana Grande UFS

Itabaiana Grande UFS A chapa "Itabaiana Grande" tem como propósito assegurar VEZ e VOZ ao campus, na nova gestão. Pense

24/10/2012
24/10/2012

Boa-noite.
Dividimos com o grupo o texto de Marcelo Ennes sobre o processo eleitoral no campus.
Att.
Mariléia e Deise.

Prezados colegas.

Estamos no final do processo eleitoral para a Direção do Campus de Itabaiana.

Não sei se todos conhecem a história, mas a eleição para direção no campus tem origem quando o Prof. Sandro Holanda, então diretor pro tempore, foi convidado para assumir a PROGRAD no final de 2008. Na época, eu, como vice-diretor poderia ter “herdado” o cargo.

Mas, mesmo muito honrado com o convite, preferia que o cargo fosse resultado de uma eleição. O resultado é que hoje, quatro anos depois, o campus de Itabaiana é o único campi da UFS que realiza eleição para escolher o seus gestores.

Mas o que é uma grande conquista, tornou-se, neste momento cenário para uma situação com a qual não concordo.

A democracia nunca foi solução para nada, isto já sabia. A democracia é uma possibilidade de convivermos dentro uma realidade onde nós nos tornamos os protagonistas de nossa história. Isto não é bom necessariamente. Talvez por isto Aristóteles apontou que como toda a forma de governo, a democracia também pode degenerar sob o que ele denominou de “ococlocracia”. Para Aristóteles a democracia aproximava demasiadamente as pessoas do poder o que a tornava um campo fértil para a corrupção (não apenas no sentido estrito veiculado pela mídia hoje em dia).

Quero dizer com isto que não basta que tenhamos o direito de escolher nosso gestor, mas é necessário que este processo ocorra dentro dos limites da ética e do respeito. Como alguns sabem tenho reclamado muito da política de corredor que marcou o campus no último ano. Sabem por que isto me incomoda? Primeiro porque foi feito para atacar a atual gestão. Segundo este ataque, feita às espreitas, não permitiu nossa defesa e isto, para mim, chama-se covardia.

Talvez por não ter-nos permitido a defesa, existem hoje no campus algumas versões sobre fatos que nos dizem respeito diretamente e que neste momento é necessário esclarecer

Antes quero dizer que não se trata de atacar pessoas, mas criticar contundentemente determinadas atitudes que não condizem com aquilo que entendo por política e muito menos por democracia.

1) No começo do ano conversei com algumas pessoas sobre a sucessão para reitoria. Na ocasião disse que pensava que deveríamos priorizar a unidade do campus independente de nossas preferencias pessoais em termos de candidato para reitor;

2) Ainda naquele momento, disse que deveríamos, quando chegasse a hora, pensar em uma composição de forças para a sucessão da direção do campus. Em ambos os casos nunca convidei ninguém para ser meu vice em uma suposta candidatura para reeleição;

3) Nestes quatro anos trabalhamos muito pela consolidação do campus. Uma das frentes mais importantes foi a redistribuição dos espaços físicos antigos e novos no campus. Tem sido dito pelos corredores que nossa gestão penalizou a área de exatas. Isto não é verdade. O que ocorreu foi uma diminuição de área para todos os departamentos para que o projeto da Didática III tornasse viável.

4) Tenho ouvido que a ideia da doação do terreno que a UNIT utilizava para estacionamento teria sido de um colega hoje candidato a direção do Campus. Isto também não condiz com os fatos. Lembro-me como hoje que o Jamilson da Itinet e o Prof. Paulo Maroti me procuram para falar da ideia. A direção fez sua parte e hoje o terreno é da UFS.

5) Ainda ontem, alguns alunos do curso de Letras vieram me perguntar se eu, o diretor do campus, realmente iria coloca-los no Colégio Opção. A verdade é que a direção preocupada com a falta de espaço para salas de aulas tomou as providências para a locação de espaço para evitar o mal maior de não haver lugar para as aulas. A este respeito o que efetivamente existe é o seguinte:

a Salas de aulas no Colégio Opção para abrigar aulas dos cursos de graduação do campus, se houver necessidade;

b. Uma probabilidade considerável de não haver espaço para aulas para todas as turmas no próximo período, principalmente, à noite.

c. O fato de algumas turmas dos cursos de Ciências Contábeis e Pedagogia já terem tido aulas no Colégio Cesar Leite e que, portanto, seria justo que, se for o caso, não tivessem que, neste primeiro momento, ir para o Colégio Opção.

Fico imaginando o que mais é dito pelos corredores. Seja o que for, não terei a oportunidade de me explicar e me defender. Alguns colegas dizem que isto faz parte da política: “são estratégias!!!” De minha parte, aceito que este seja uma maneira de fazer política, mas não que seja o único modo de fazer política. A minha política é outra.

Além dos corredores, ontem à noite no debate tive a oportunidade de pessoalmente ouvir certas falas que também me causaram muita estranheza:

1) A Mariléia e a Deise foram atacadas duramente por terem utilizado a palavra meritocracia em seu programa de gestão. Vi que esta crítica veio de pessoas e de lugares que defendem (ou será defendiam?) que a universidade não é para todos. O que será que aconteceu para ter havido esta mudança tão radical?

2) A ideia de residência estudantil tornou-se parte da “plataforma” de gestão de dois colegas que recentemente simplesmente zombaram desta mesma proposta quando a expus em uma tentativa de formar um programa único do campus face à disputa pela reitoria (iniciativa já mencionada acima). De novo, o que aconteceu para se mudasse tanto e tão pouco tempo?

Vejo com certa tristeza que alguns colegas com os quais sempre dialogamos e trabalhamos juntos estão apoiando a chapa que se formou com base nestas “estratégias políticas”. Fico triste mesmo, um pouco indignado e um pouco com raiva. Fico querendo entender como isto pode acontecer. Onde está a coerência.

Mas respeito. Acredito que o campus é maior que tudo isto que a partir de sexta-feira precisaremos juntar os braços e as cabeças para fazer com que o campus tenha o lugar que merecesse na UFS.

Mas por enquanto, por uma questão de coerência com o que acreditamos e fizemos nestes quatro anos, nos aproximamos e me solidarizamos com a Mariléia e com a Deise que mesmo sem ter tido o tempo que a outra chapa teve para se organizar (nos moldes acima explicitados) mostra-se preparada e capaz e gerir o campus. Apoiamos a chapa 2 por que mais do que a capacidade de fazer as coisas é necessário fazê-los com ética e respeito. Ética e respeito que não aparecem como promessa de campanha, mas como parte de suas trajetórias como pessoas e profissionais.

Por tudo isto somos Itabaiana (sempre) Grande!!

Marcelo e Heloisa

23/10/2012

Faça igual a Rutinha Côrtes, vote chapa 2 - Itabaiana Grande!!

23/10/2012

Fala de abertura do DEBATE (tarde) – 22/10/2012

POR QUE A CHAPA 2 É A CHAPA-ALTERNATIVA. VOTE 2.

Em primeiro lugar, quero cumprimentar os presentes, a atual vice-diretora do campus, a professora Dra. Heloisa Mello, os chefes de departamento e professores, os técnicos-administrativos, os estudantes, representantes da comunidade externa aqui presentes, a dona Menininha, a primeira pessoa da cidade que me acolheu em sua casa. E cumprimento em especial, e com muito respeito e consideração, o professor Éder Mateus, por quem tenho carinho e respeito especiais, e que neste momento faz-se meu oponente (mas não meu adversário) para a candidatura de direção a esse campus. Cumprimento também a professora Ana Rocha, por quem tb tenho o meu respeito, candidata à vice-direção da chapa do prof. Éder.

Eu sou a professora Mariléia Reis, candidata à direção do campus.

Resido em Sergipe há 3 anos, sou chefe do departamento de Letras, tenho especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado em Letras, pela Universidade Federal de Santa Catarina. Coordeno os trabalhos de extensão do PIBID de Letras (com 4 bolsas de supervisão para professoras do EF e 25 bolsas de estudantes). Sou graduada em Letras pela UNISUL, em 1983. Especialista, mestre, doutora e pós-doutora em Letras pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Professora e pesquisadora universitária desde 1995 (UNISUL). Professora, pesquisadora e assistente de coordenação do PPG INTERDISCIPLINAR em Ciências da Linguagem (mestrado e doutorado) da UNISUL de 1999 a 2009, ano em foi aprovada no concurso da UFS para o campus de Itabaiana (e deixou o referido PPG com nota 4/Capes).

Na UFS e no campus de Itabaiana:

Professora do PPGL de São Cristóvão.

Coautora (com o professor Carlos Magno) do projeto de Mestrado MULTIDISICPLINAR, ano passado, e que pretendemos torná-lo ainda mais INTER para nova submissão.

Coordenadora e professora-pesquisadora do projeto Observatório da Educação/Capes em Itabaiana, intitulado “Ler+Sergipe: leitura para o letramento e cidadania”, que nasceu do meu projeto de ingresso aqui no campus, em que administramos 2 bolsas de mestrado, 2 bolsas de supervisão e 5 bolsas de IC.

Coordenadora do I, II e III ENILL (Encontro Interdisciplinar de Língua e Literatura), do DLI, com apoio da Capes/PAEP.

Membro do projeto PEPITA.
Membro da Comissão das Licenciaturas.
Membro do Conselho de Campus.
Membro do Conselho de Coordenação de Cursos.

E agradeço também a presença da professora Deise Mendonça, grande colega e incansável parceira de luta, nossa candidata à vice-direção, pela chapa 2 “Itabaiana Grande”. Juntas, agradecemos o apoio dos professores, técnicos-administrativos e estudantes na construção COLETIVA das propostas da nossa chapa: visitamos cada setor deste campus, visitamos os departamentos, as secretarias, a biblioteca, o xerox, a cantina, o mais que pudemos, ouvimos os profissionais e formalizamos nossas proposta na inscrição da chapa, em 10 de outubro.

Acreditamos que a fala, as palavras DE-CA-DA-UM que ouvimos permitiu que HOJE pudéssemos vivenciar o que estamos fazendo nesta tarde: que o campus NÃO passasse por essa troca de gestão SEM uma profunda reflexão.

Com o compromisso institucional de duas professoras (Mariléia e Deise) que assentaram suas atuações neste campus, encabeçamos uma chapa, uma ALTERNATIVA CONSCIENTE de chapa a uma indicação de uma então chapa-única que pré-existia no campus, da qual muito nos diferenciamos. Acredito que a experiência comprovada de minha prática docente (de 30 anos de ensino inclusivo); minha experiência de pesquisadora (orientadora de quase 80 trabalhos, sendo 16 dissertações de mestrado, e demais monografias de especialização, TCCs, orientação de iniciação científ**a, e autora de publicações); minha experiência com a extensão abordando o trato e o diálogo com o ensino FORA do campus (educação básica) mediante a realização de vários projetos de extensão, como o pepita, pibid; e minha experiência como gestora, numa perspectiva INTERDISCIPLINAR, MULTIDISCIPLINAR, TRANSDEPARTAMENTAL, defendo com veemência que o campus de Itabaiana está pronto para otimizar suas pesquisas em pós-graduação: hoje temos uma extensão forte (ocmea e eventos (de extensão) consolidados de todos os departamentos), podemos contar HOJE com uma assessoria do NIPPEC, com a contratação de Léo e do Thieris (sob a coordenação do professor Eri). Então, hoje temos, sim, uma extensão sólida que dá confiança e credibilidade ao campus para partirmos para a otimização de cursos de pós-graduação. Eu diria: já fizemos a graduação, estamos acertando o que podemos nela melhorar. Precisamos agora de uma proposta de gestão mais inovadora e corajosa, com mais arrojo às questões multi, interdepartamental. [falar do projeto de mestrado interdisciplinar que temos]

· Destes 30 anos de sala de aula, tenho mais experiência com políticas e ações no combate à evasão universitária. Eu perguntaria: quais os cursos de maior evasão nesse campus? Quais os cursos em que a saída dos estudantes é inversamente proporcional à sua entrada? Como esse grande problema está sendo olhado? Ou isso está sendo abordado apenas como uma reprodução de que o Brasil está vivendo a “mobralização” das universidades? Estaria somente nos estudantes o problema desta evasão gritante? Nós, professores, tb somos sujeitos todo o insucesso dos nossos alunos, e não apenas eles. Qual o perfil das políticas implementadas para “amenizar” a evasão (já não diria de “resolver”), seria de < ou > inclusão?

· Eu tenho mais experiência comprovada para atender à DIVERSIDADE que hoje ainda temos em sala, visto que a sala de aula ainda é a base (é o fazer andar) de uma universidade. Não há universidade sem estudantes.

· Quando enfatizo que tenho mais experiência comprovada que o outro candidato à direção, não estou inferindo que ele não a tenha, em nível algum. Apenas quero dizer que a tenho muito mais. Quero mto que todos aqui entendam a relativização da referência numa comparação. Vamos ao exemplo: uma construção de 2 andares, de 20 andares e de 100 andares: um prédio de 20 andares é mto maior que um de 2 andares, mas muito menor que um de 100 (andares). Com isso, quero ressaltar aos estudantes e colegas aqui presentes que a minha experiência comprovada em gestão institucional (ensino, pesquisa e extensão) é diferenciada à experiência que o outro candidato a diretor traz consigo na disputa para a direção de nosso campus. Trazer consigo a experiência comprovada para uma gestão implica dizermos que os caminhos futuros serão encurtados, pq qdo conheço os caminhos eu otimizo minhas metas;

· Experienciei mais caminhos que o outro candidato à direção, e o conhecer de uma estrada encurta distância. E aqui vale a lembrança do poeta: "Caminhante, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar". Sim. Mas desde que eu tenha metas, desde que eu saiba onde ele quer chegar. A experiência é a dona do saber. A experiência nos leva aos caminhos. E por isso trouxemos, para sensibilizar nossos estudantes da importância do voto deles, o exemplo do texto de Lewis Carroll, na fala do gato, em “Alice no país das maravilhas”, em que, sabendo os caminhos, acharemos saídas mais promissoras. [Onde f**a a saída? – pergunta Alice ao gato. – Depende. –De quê? – Depende de para onde você quer ir. –Preocupa-me pouco aonde ir. – Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas – responde o gato.]

Vou retomar o fato de que, qdo temos um chapa única numa eleição da grandeza de uma direção, perde-se muito na reflexão de um todo COLETIVO. Por isso preciso enfatizar muito a questão do “modo como” as ações iniciais da constituição da então chapa-única se deram no campus, contrariando muito o que impreterivelmente defendemos na chapa 2, a chapa-alternativa, que se firma na construção de propostas inter e multidepartamentais, para o avanço que precisamos para chegarmos à consolidação de um campus forte para a pós-graduação MULTIDISCIPLINAR. Nos indignamos, porque acreditamos que o nascimento de ações num campus é deliberativo de uma ação-conjunta, de uma ação-colegiada, interdepartamental, e não o contrário disso.

Durante mais de um ano, a até-então chapa-única ia se constituindo no campus a partir de ações isoladas, dentro dela mesma, tanto é que, só bem há pouco tempo [em agosto agora], no início desta reta final, a referida chapa trouxe o nome da vice-direção na sua composição. Nesses termos, o “modo como” a projeção da referida chapa se deu, também contraria toda iniciativa de um gestão INCLUSIVA: nestas dezenas de meses em que ela se anunciou no campus, nunca nos foi apresentada uma proposta de ações (nem propostas interdepartamentais nem departamental) e nem de pressupostos norteadores da liderança que esta chapa julgava firmar no campus. Então, por dezenas de meses, convivemos, no campus, com o indicativo de um nome para uma chapa, mas apenas um nome, um nome sem proposições até então, um nome sem propósitos de gestão a uma candidatura de direção. Sem projeto, sem proposta, sem ideal, sem meta. Tínhamos um NOME no campus. Mas não sabíamos qual o caminho que o campus iria tomar nos próximos 4 anos, porque não sabíamos aonde esta chapa queria chegar: “Se pouco me importa onde quero chegar, pouco importa o caminho a ser seguido”, parafraseando Lewis Carroll, em “Alice no país do país das maravilhas”.

Então, o que diferencia as duas chapas é, sobretudo, o “modo como” pensamos a governabilidade TRANSDEPARTAMENTAL deste campus: aprendemos que podemos fazer, COM os outros departamentos, com a soma de nossos profissionais, docentes e técnicos-administrativos. E NAO fazermos pelos outros, e não fazermos no lugar do outro, ou criar pelo outro. Acreditamos que uma grande liderança deva fazer sempre COM o outro, NÃO deva fazer PELO outro jamais. Quem faz pelo outro é porque subestima a potencialidade do outro. O projeto de uma chapa à candidatura à direção de um campus não deve ser um projeto isolado, de um sonho solo, mas um deve ser um projeto engendrado; deve ser um projeto interdepartamental, e colegiado, que logo vou explicitar. [exemplo de fazer com o outro].

Então, o que diferencia as duas chapas é, sobretudo, o “modo como” pensamos a governabilidade MULTISSETORIAL do nosso campus: se há uma coisa que NÃO está ao alcance da gestão da chapa 2 é o fazer pelos outros, é o fazer no lugar do outro, é o criar pelo outro, é o não dividir COM o outro o lugar a que se chegar. Aprendemos que podemos fazer, mas COM os outros. Acreditamos que uma grande liderança NÃO deva fazer PELO outro jamais, mas que deva fazer sempre COM o outro. Quem faz pelo outro é porque subestima a potencialidade do outro. O projeto de uma candidatura à direção de um campus não deve ser um projeto isolado, de um sonho-solo, mas engendrado; não-pessoal, mas colegiado.

Então, o diferencial das propostas da chapa 2 é o “modus operantis” de nossas propostas, e vai ser em torno disso que pretendemos nos firmar neste debate, porque é nesse “como fazer”, nesse “como otimizar” que vamos pontuar a grande diferença entre as chapas. Um exemplo de fazer COM o outro: qdo um colega questiona a direção e a outros colegas “por que alguns espaços no campus parecem estar subutilizados, na perspectiva deles, como a brinquedoteca, por exemplo, se o departamento deles poderia melhor otimizá-los?” é diferente de perguntar “o que podemos fazer, do que precisamos para que o departamento do referido espaço (brinquedoteca) possa melhor otimizá-lo?”

Fizemos nossa campanha no corpo a corpo, na sola de nossos sapatos, neste curto (mas intenso) período de campanha. Com a contribuição de pessoas de todos os setores, unidades e segmentos do campus, podemos dizer HOJE que construímos uma alternativa de proposta COLETIVA e PROGRESSISTA para o nosso campus de Itabaiana.

Apresentamos uma alternativa CONSCIENTE. E este é o maior capital político que um campus pode produzir. Nesta trajetória, houve um momento em que pensamos em retroceder, em não inscrevermos a chapa 2 no dia 10 de outubro, especif**amente porque não estávamos conseguindo desenvolver propostas COM os outros colegas, não estávamos conseguindo sentar COM os colegas. Então pensamos em desistir, e firmamos que iríamos desistir. Mas foi aí, foi neste momento que nos sentimos fortes, COM a aproximação de colegas às nossas proposições, e de vários departamentos e setores. Trata-se de um grupo de pessoas que, CONOSCO, fizeram-nos mais fortes, nos acompanharam nas orientações devidas, movidas apenas pela certeza de nossa proposta.

Nosso maior acerto foi termos nos aproximado de tais profissionais (professores, técnicos-administrativos e estudantes) que dividem um mesmo ideal do “fazer em grupo”, que nos levou à constituição de um grupo coeso, uma equipe viva, alegre, solidária e cooperativa. Além disso, destacamos aqui a militância virtual de nossos estudantes e colegas, das redes sociais.

Nesta pequena-grande caminhada, ouvimos desde pedidos simples até sugestões de projetos extravagantes por parte dos mais entusiastas. Tudo devidamente anotado e que ajudou a compor nossa proposta homologada. Gosto de ouvir. Eu e Deise gostamos de ouvir. Gostamos de construir ouvindo. Gostamos de fazer ouvindo. Esta é a nossa maneira de ser, esta é a nossa maneira de ver, e assim ela vai ser preservada.

Nos comprometemos em manter um campus que luta por melhoria ACADÊMICA, por melhoria INCLUSIVA para seus servidores, como bem se vê nas nossas propostas, estudantes e para toda a comunidade itabaianense, por extensão. E que nossa luta no campus seja norteadora de processos de inovações científ**as, que nossa luta seja aberta para experimentos culturais, novas práticas pedagógicas e que sua prática reflita os movimentos sociais, políticos e culturais presentes (e firmadas) nas políticas do governo contemporâneo, do governo brasileiro dos últimos dez anos, em que o REUNI se faz promissor.

Bem por isso vamos nos inserir (cada vez mais) em movimentos de greves dos servidores, por reivindicação não só de melhorias salariais, mas ainda mais, por planos de carreira solidif**ados. Neste momento de eleição para a nova direção do campus ITA, eu e Deise reiteramos nossa crença no espírito universitário da DIVERSIDADE, do debate de ideias e da autonomia de campus.

Foi bom demais andarmos pelas salas de aula, laboratórios, adentrarmos ao espaço dos técnicos-administrativos (diga-se, “pequenos” espaços), foi bom demais andarmos pelo campus. Aprendemos muito e reafirmamos o que já sabíamos: administrar um campus desta grandeza exige desprendimento do olhar-solo, desprendimento de querermos olhar pelo outro, desprendimento de querermos olhar no lugar do outro, porque temos mais é que olhar COM o outro, junto ao outro: um departamento COM outro departamento, um setor COM o outro setor. E não-somente olharmos apenas ao que nos cabe mais diretamente, ao nosso espaço imediato. Administrar um campus exige, também, capacidade para se indignar.

Com a participação coletiva, colegiada poderemos otimizar nosso fazer de modo mais promissor, pela experiência do “fazer COM”, dos meus 30 anos de sala de aula, pesquisa e extensão.
Mariléia e Deise.

20/10/2012
19/10/2012

TÁ BONITO DE VER NOSSO CAMPUS

Estamos na reta final da campanha: embora tenham sido longos esses dias, os mais compridos do ano, eu jamais diria os mais sofridos. Tá bonito de ver a atuação dos grupos no campus, o envolvimento dos alunos, a receptividade na acolhida de materiais, um momento democrático de reflexão no campus. Tá bonito de ver a seriedade com que a comissão eleitoral está conduzindo os trabalhos, tá bonito de ver o envolvimento de colegas na militância com a gente, nos ideais das chapas que defendem. Agradeço em especial aos atuais diretores (Marcelo Ennes e Heloisa), não só pelo apoio à chapa 2 “Itabaiana Grande”, mas também por oportunizar ao campus este momento democrático e de exercício pleno de cidadania. Agradeço aos colegas da outra chapa (Éder e Ana) por partilharem ontem comigo e Deise um momento de conforto e proximidade na reunião que juntos tivemos sobre as decisões finais para o debate de 2ª feira, junto à comissão eleitoral, firmando a ideia de que, hoje, somos oponentes, mas não adversários. E senti que nenhuma das duas frentes terá dificuldade de fazer valer (no dia 26), por exemplo, as palavras de John McCaine, quando foi oficializada a vitória de Obama, em 2008: “Ontem, meu oponente, agora, meu presidente”.
Democracia é a soma de tudo isso.
Tá bonito de ver.
Mariléia e Deise (19/10).

19/10/2012

Bom-dia a todos. Estamos na reta final da campanha: embora tenham sidos longos esses dias, os mais compridos do ano, eu jamais diria os mais sofridos. Tá bonito de ver a atuação dos grupos no campus, o envolvimento dos alunos, a receptividade da acolhida de materiais, um momento de reflexão democrática no campus. Tá bonito de ver a seriedade com que a comissão eleitoral está conduzindo os trabalhos, tá bonito de ver o envolvimento de colegas na militância com a gente. Agradeço em especial às professoras Heloisa Mello e Jeane de Cássia que tão gentilmente nos acompanharam (eu e Deise) às salas de aulas ontem, e também ao professor Marcelo Ennes (nesta foto), não só pelo apoio, mas também por oportunizar ao campus este momento de exercício pleno de cidadania. Tamos chegando.
Mariléia e Deise.

18/10/2012
14/10/2012

2.3 COMO VIMOS A INCLUSÃO, A DIVERSIDADE E A MERITOCRACIA

A universidade brasileira está, a cada ano, mais plural: multicultural, multiétnica, multirracial. A UFS tem atuado com boas políticas nesta direção, especif**amente depois do Reuni.

Mas precisamos mais, muito mais de investimento nesta direção.
Em princípio, não devemos permitir que nossas políticas de inclusão estejam assentadas tão-somente no assistencialismo, na assistência social do aluno mais carente. O campus deve enfrentar os desafios constituídos, que são o da etnia (negros, brancos, quilombolas, índios, homens, mulheres), da questão do gênero, da condição sexual. Precisamos intensif**ar políticas que tragam para o campus o debate da diversidade dos estudantes, tanto no apoio psicopedagógico, para que os alunos, na sua diversidade, nas suas condições/limitações sociais, tenham espaço e respeito no exercício de sua cidadania.

Nesta diversidade, o campus deve firmar o princípio da inclusão aliado ao do mérito: o estudante adentra ao espaço do campus por mérito de uma avaliação prévia, por mérito de uma política inclusiva de um governo trabalhista, implantada no país, nos últimos dez anos. Então, o campus passa a ser um espaço em que o estudante adentra para obter e repassar respeito ao outro, que é o sentido básico da alteridade.

14/10/2012

2.2 COMO VIMOS OS ESTUDANTES

Entendemos que toda atividade institucional que se firma no tripé de ensino, pesquisa e extensão não tem sentido sem a presença atuante do aluno. Uma instituição só existe se existirem os estudantes. Uma instituição só existe se o estudante adentrar ao espaço da universidade.

Os estudantes que compõem o campus de Itabaiana são oriundos, em grande parte, de toda a grande Itabaiana, a saber: Itabaiana, Ribeirópolis, Pinho, Frei Paulo, Moita Bonita, Pedra Mole, Macambira, São Domingos, Pedra Mole, Campo do Brito, Areia Branca, Malhador. E há também os que se dirigem para Itabaiana provindos de lugares fora desta esfera, como Canindé e cincunvizinhos.

A Universidade Federal de Sergipe já adota propostas de política de assuntos estudantis, mas há muito que avançar: ela não deve se concentrar tão-somente na assistência estudantil, embora este investimento seja imprescindível para os campi das expansões.

Acreditamos que devemos incorporar a estes benefícios políticas de outra natureza, que se assentem, por exemplo, no enfrentamento real da evasão: o projeto PEPITA tem inovado nesta direção, de trazer o candidato aprovado no vestibular (enem) ao campus, antes mesmo de suas atividades na graduação iniciarem. Por exemplo: com palestras, discussões, debates sobre questões mais polêmicas da contemporaneidade (inclusão, diversidade, questões ambientais), além de oferecer (aos calouros) minicursos que retomem atividades de leitura e escrita (pré-texto), de cálculo (pré-cálculo), e que são todos projetos que têm à frente grande desafio.

A permanência do jovem ingressante à universidade precisa estar vinculada a orientações psicopedagógicas, para que estes nossos alunos que vêm de uma diversidade social, étnico-racial, cultural, tenham condições de enfrentar uma instituição meritocrática. Na chapa “Itabaiana Grande”, nós queremos que todos estes alunos estejam inseridos no princípio do mérito, que eles sejam aprovados em seus cursos por mérito deles. Nesses termos, se nossos estudantes têm alguma dificuldade de aprendizagem, dificuldade de natureza pedagógica, psicológica, cabe à instituição enfrentar estas diferenças, para que este novo início de sua trajetória acadêmica seja menos traumatizante possível, menos angustiante possível. Então, precisamos investir na orientação psicopedagógica nesta direção.

Além destes investimentos, acreditamos na importância também de investirmos na orientação profissional dos alunos, na orientação para a sua carreira. No campus, as licenciaturas têm crescido muito com a implantação dos PIBIDs, com as investidas dos alunos nas escolas, para melhor entenderem todo o mecanismo e realidade de ensino na função de professor.

Uma política de assistência, de ação estudantil, de assuntos estudantis, é uma política que tem que enfrentar o desafio de orientar o aluno desde o início, para a sua escolha profissional, dos desafios que ele vai ter de enfrentar no mercado de trabalho.

Entendemos que a universidade tem como papel não apenas formar estudantes críticos e politizados, mas também formar profissionais com condições mais reais de enfrentar a vida, para que estes jovens que irão ingressar no mercado de trabalho estejam mais aptos para enfrentarem os desafios que o mundo contemporâneo coloca em relação às condições de trabalho.

14/10/2012

2.1 COMO VIMOS O JOVEM-PROFISSIONAL (DOCENTE E TÉCNICO-ADMINISTRATIVO)

Entendemos que o ingresso dos professores e técnicos nas universidades públicas mudou o perfil de universidade, a partir do REUNI, evidenciando um indicador inovador: hoje temos em torno de 30 a 40% de professores e técnicos com menos de cinco anos de universidade. E isso atribui um perfil docente e administrativo inovador nas instituições.

Se tomarmos especif**amente os professores, certif**aremo-nos de que a grande maioria que ingressou pelos critérios do Reuni são professores doutores, jovens doutores que trazem suas experiências de pesquisa de pós-graduação (de seus doutorados), vinculadas a grupos de pesquisa de suas universidades de origem, mas que, quando chegam nas expansões, não encontram espaço (laboratórios, bibliotecas de referência) para manterem suas linhas de pesquisa: param no tempo durante três a cinco anos, à espera de recursos, para, só então, retomarem a vida acadêmica.

Faz-se necessário que as expansões invistam no jovem professor, para que ele não perca esta continuidade de seus projetos de pesquisa, para que ele estenda suas propostas de pesquisa à pós-graduação nestes novos centros. Em Itabaiana, já temos turmas formadas, nos diversos cursos, e acreditamos que este seja o momento de trazermos de volta estes egressos para a pesquisa que deram início nas suas graduações. Só assim, atingiremos, com as licenciaturas, a melhoria efetiva no ensino da educação básica. E, nas áreas do núcleo, o processo também segue nesta direção: o fortalecimento da pesquisa se firma com a pesquisa, por isso a necessidade da inserção da pós-graduação nas expansões.

Nas duas vertentes do campus (licenciaturas e núcleo duro), entendemos que precisamos, neste momento, dar vez e voz a este fôlego novo, a estas novas tendências acadêmicas, às novas vertentes de pesquisa, para que possamos acompanhar a inovação do conhecimento e marcarmos espaços de melhoria e qualidade para o campus e para as suas políticas de extensão à comunidade externa.

Em relação aos jovens-técnicos, todas as colocações acima fazem-se valer: os jovens profissionais da tecnologia e dos serviços administrativos do campus são jovens curiosos e não podemos deixar de oportunizar-lhes espaço e operacionalização de políticas de inovação. Eles precisam de internet decente (veloz), laboratórios que possam habilitar suas pesquisas, eles precisam continuar suas buscas além da graduação, para investirem na melhoria de planos de suas carreiras no campus.

Endereço

Avenida Vereador Olipio Grande
Itabaiana, SE
49500-000

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