23/10/2012
Fala de abertura do DEBATE (tarde) – 22/10/2012
POR QUE A CHAPA 2 É A CHAPA-ALTERNATIVA. VOTE 2.
Em primeiro lugar, quero cumprimentar os presentes, a atual vice-diretora do campus, a professora Dra. Heloisa Mello, os chefes de departamento e professores, os técnicos-administrativos, os estudantes, representantes da comunidade externa aqui presentes, a dona Menininha, a primeira pessoa da cidade que me acolheu em sua casa. E cumprimento em especial, e com muito respeito e consideração, o professor Éder Mateus, por quem tenho carinho e respeito especiais, e que neste momento faz-se meu oponente (mas não meu adversário) para a candidatura de direção a esse campus. Cumprimento também a professora Ana Rocha, por quem tb tenho o meu respeito, candidata à vice-direção da chapa do prof. Éder.
Eu sou a professora Mariléia Reis, candidata à direção do campus.
Resido em Sergipe há 3 anos, sou chefe do departamento de Letras, tenho especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado em Letras, pela Universidade Federal de Santa Catarina. Coordeno os trabalhos de extensão do PIBID de Letras (com 4 bolsas de supervisão para professoras do EF e 25 bolsas de estudantes). Sou graduada em Letras pela UNISUL, em 1983. Especialista, mestre, doutora e pós-doutora em Letras pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Professora e pesquisadora universitária desde 1995 (UNISUL). Professora, pesquisadora e assistente de coordenação do PPG INTERDISCIPLINAR em Ciências da Linguagem (mestrado e doutorado) da UNISUL de 1999 a 2009, ano em foi aprovada no concurso da UFS para o campus de Itabaiana (e deixou o referido PPG com nota 4/Capes).
Na UFS e no campus de Itabaiana:
Professora do PPGL de São Cristóvão.
Coautora (com o professor Carlos Magno) do projeto de Mestrado MULTIDISICPLINAR, ano passado, e que pretendemos torná-lo ainda mais INTER para nova submissão.
Coordenadora e professora-pesquisadora do projeto Observatório da Educação/Capes em Itabaiana, intitulado “Ler+Sergipe: leitura para o letramento e cidadania”, que nasceu do meu projeto de ingresso aqui no campus, em que administramos 2 bolsas de mestrado, 2 bolsas de supervisão e 5 bolsas de IC.
Coordenadora do I, II e III ENILL (Encontro Interdisciplinar de Língua e Literatura), do DLI, com apoio da Capes/PAEP.
Membro do projeto PEPITA.
Membro da Comissão das Licenciaturas.
Membro do Conselho de Campus.
Membro do Conselho de Coordenação de Cursos.
E agradeço também a presença da professora Deise Mendonça, grande colega e incansável parceira de luta, nossa candidata à vice-direção, pela chapa 2 “Itabaiana Grande”. Juntas, agradecemos o apoio dos professores, técnicos-administrativos e estudantes na construção COLETIVA das propostas da nossa chapa: visitamos cada setor deste campus, visitamos os departamentos, as secretarias, a biblioteca, o xerox, a cantina, o mais que pudemos, ouvimos os profissionais e formalizamos nossas proposta na inscrição da chapa, em 10 de outubro.
Acreditamos que a fala, as palavras DE-CA-DA-UM que ouvimos permitiu que HOJE pudéssemos vivenciar o que estamos fazendo nesta tarde: que o campus NÃO passasse por essa troca de gestão SEM uma profunda reflexão.
Com o compromisso institucional de duas professoras (Mariléia e Deise) que assentaram suas atuações neste campus, encabeçamos uma chapa, uma ALTERNATIVA CONSCIENTE de chapa a uma indicação de uma então chapa-única que pré-existia no campus, da qual muito nos diferenciamos. Acredito que a experiência comprovada de minha prática docente (de 30 anos de ensino inclusivo); minha experiência de pesquisadora (orientadora de quase 80 trabalhos, sendo 16 dissertações de mestrado, e demais monografias de especialização, TCCs, orientação de iniciação científ**a, e autora de publicações); minha experiência com a extensão abordando o trato e o diálogo com o ensino FORA do campus (educação básica) mediante a realização de vários projetos de extensão, como o pepita, pibid; e minha experiência como gestora, numa perspectiva INTERDISCIPLINAR, MULTIDISCIPLINAR, TRANSDEPARTAMENTAL, defendo com veemência que o campus de Itabaiana está pronto para otimizar suas pesquisas em pós-graduação: hoje temos uma extensão forte (ocmea e eventos (de extensão) consolidados de todos os departamentos), podemos contar HOJE com uma assessoria do NIPPEC, com a contratação de Léo e do Thieris (sob a coordenação do professor Eri). Então, hoje temos, sim, uma extensão sólida que dá confiança e credibilidade ao campus para partirmos para a otimização de cursos de pós-graduação. Eu diria: já fizemos a graduação, estamos acertando o que podemos nela melhorar. Precisamos agora de uma proposta de gestão mais inovadora e corajosa, com mais arrojo às questões multi, interdepartamental. [falar do projeto de mestrado interdisciplinar que temos]
· Destes 30 anos de sala de aula, tenho mais experiência com políticas e ações no combate à evasão universitária. Eu perguntaria: quais os cursos de maior evasão nesse campus? Quais os cursos em que a saída dos estudantes é inversamente proporcional à sua entrada? Como esse grande problema está sendo olhado? Ou isso está sendo abordado apenas como uma reprodução de que o Brasil está vivendo a “mobralização” das universidades? Estaria somente nos estudantes o problema desta evasão gritante? Nós, professores, tb somos sujeitos todo o insucesso dos nossos alunos, e não apenas eles. Qual o perfil das políticas implementadas para “amenizar” a evasão (já não diria de “resolver”), seria de < ou > inclusão?
· Eu tenho mais experiência comprovada para atender à DIVERSIDADE que hoje ainda temos em sala, visto que a sala de aula ainda é a base (é o fazer andar) de uma universidade. Não há universidade sem estudantes.
· Quando enfatizo que tenho mais experiência comprovada que o outro candidato à direção, não estou inferindo que ele não a tenha, em nível algum. Apenas quero dizer que a tenho muito mais. Quero mto que todos aqui entendam a relativização da referência numa comparação. Vamos ao exemplo: uma construção de 2 andares, de 20 andares e de 100 andares: um prédio de 20 andares é mto maior que um de 2 andares, mas muito menor que um de 100 (andares). Com isso, quero ressaltar aos estudantes e colegas aqui presentes que a minha experiência comprovada em gestão institucional (ensino, pesquisa e extensão) é diferenciada à experiência que o outro candidato a diretor traz consigo na disputa para a direção de nosso campus. Trazer consigo a experiência comprovada para uma gestão implica dizermos que os caminhos futuros serão encurtados, pq qdo conheço os caminhos eu otimizo minhas metas;
· Experienciei mais caminhos que o outro candidato à direção, e o conhecer de uma estrada encurta distância. E aqui vale a lembrança do poeta: "Caminhante, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar". Sim. Mas desde que eu tenha metas, desde que eu saiba onde ele quer chegar. A experiência é a dona do saber. A experiência nos leva aos caminhos. E por isso trouxemos, para sensibilizar nossos estudantes da importância do voto deles, o exemplo do texto de Lewis Carroll, na fala do gato, em “Alice no país das maravilhas”, em que, sabendo os caminhos, acharemos saídas mais promissoras. [Onde f**a a saída? – pergunta Alice ao gato. – Depende. –De quê? – Depende de para onde você quer ir. –Preocupa-me pouco aonde ir. – Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas – responde o gato.]
Vou retomar o fato de que, qdo temos um chapa única numa eleição da grandeza de uma direção, perde-se muito na reflexão de um todo COLETIVO. Por isso preciso enfatizar muito a questão do “modo como” as ações iniciais da constituição da então chapa-única se deram no campus, contrariando muito o que impreterivelmente defendemos na chapa 2, a chapa-alternativa, que se firma na construção de propostas inter e multidepartamentais, para o avanço que precisamos para chegarmos à consolidação de um campus forte para a pós-graduação MULTIDISCIPLINAR. Nos indignamos, porque acreditamos que o nascimento de ações num campus é deliberativo de uma ação-conjunta, de uma ação-colegiada, interdepartamental, e não o contrário disso.
Durante mais de um ano, a até-então chapa-única ia se constituindo no campus a partir de ações isoladas, dentro dela mesma, tanto é que, só bem há pouco tempo [em agosto agora], no início desta reta final, a referida chapa trouxe o nome da vice-direção na sua composição. Nesses termos, o “modo como” a projeção da referida chapa se deu, também contraria toda iniciativa de um gestão INCLUSIVA: nestas dezenas de meses em que ela se anunciou no campus, nunca nos foi apresentada uma proposta de ações (nem propostas interdepartamentais nem departamental) e nem de pressupostos norteadores da liderança que esta chapa julgava firmar no campus. Então, por dezenas de meses, convivemos, no campus, com o indicativo de um nome para uma chapa, mas apenas um nome, um nome sem proposições até então, um nome sem propósitos de gestão a uma candidatura de direção. Sem projeto, sem proposta, sem ideal, sem meta. Tínhamos um NOME no campus. Mas não sabíamos qual o caminho que o campus iria tomar nos próximos 4 anos, porque não sabíamos aonde esta chapa queria chegar: “Se pouco me importa onde quero chegar, pouco importa o caminho a ser seguido”, parafraseando Lewis Carroll, em “Alice no país do país das maravilhas”.
Então, o que diferencia as duas chapas é, sobretudo, o “modo como” pensamos a governabilidade TRANSDEPARTAMENTAL deste campus: aprendemos que podemos fazer, COM os outros departamentos, com a soma de nossos profissionais, docentes e técnicos-administrativos. E NAO fazermos pelos outros, e não fazermos no lugar do outro, ou criar pelo outro. Acreditamos que uma grande liderança deva fazer sempre COM o outro, NÃO deva fazer PELO outro jamais. Quem faz pelo outro é porque subestima a potencialidade do outro. O projeto de uma chapa à candidatura à direção de um campus não deve ser um projeto isolado, de um sonho solo, mas um deve ser um projeto engendrado; deve ser um projeto interdepartamental, e colegiado, que logo vou explicitar. [exemplo de fazer com o outro].
Então, o que diferencia as duas chapas é, sobretudo, o “modo como” pensamos a governabilidade MULTISSETORIAL do nosso campus: se há uma coisa que NÃO está ao alcance da gestão da chapa 2 é o fazer pelos outros, é o fazer no lugar do outro, é o criar pelo outro, é o não dividir COM o outro o lugar a que se chegar. Aprendemos que podemos fazer, mas COM os outros. Acreditamos que uma grande liderança NÃO deva fazer PELO outro jamais, mas que deva fazer sempre COM o outro. Quem faz pelo outro é porque subestima a potencialidade do outro. O projeto de uma candidatura à direção de um campus não deve ser um projeto isolado, de um sonho-solo, mas engendrado; não-pessoal, mas colegiado.
Então, o diferencial das propostas da chapa 2 é o “modus operantis” de nossas propostas, e vai ser em torno disso que pretendemos nos firmar neste debate, porque é nesse “como fazer”, nesse “como otimizar” que vamos pontuar a grande diferença entre as chapas. Um exemplo de fazer COM o outro: qdo um colega questiona a direção e a outros colegas “por que alguns espaços no campus parecem estar subutilizados, na perspectiva deles, como a brinquedoteca, por exemplo, se o departamento deles poderia melhor otimizá-los?” é diferente de perguntar “o que podemos fazer, do que precisamos para que o departamento do referido espaço (brinquedoteca) possa melhor otimizá-lo?”
Fizemos nossa campanha no corpo a corpo, na sola de nossos sapatos, neste curto (mas intenso) período de campanha. Com a contribuição de pessoas de todos os setores, unidades e segmentos do campus, podemos dizer HOJE que construímos uma alternativa de proposta COLETIVA e PROGRESSISTA para o nosso campus de Itabaiana.
Apresentamos uma alternativa CONSCIENTE. E este é o maior capital político que um campus pode produzir. Nesta trajetória, houve um momento em que pensamos em retroceder, em não inscrevermos a chapa 2 no dia 10 de outubro, especif**amente porque não estávamos conseguindo desenvolver propostas COM os outros colegas, não estávamos conseguindo sentar COM os colegas. Então pensamos em desistir, e firmamos que iríamos desistir. Mas foi aí, foi neste momento que nos sentimos fortes, COM a aproximação de colegas às nossas proposições, e de vários departamentos e setores. Trata-se de um grupo de pessoas que, CONOSCO, fizeram-nos mais fortes, nos acompanharam nas orientações devidas, movidas apenas pela certeza de nossa proposta.
Nosso maior acerto foi termos nos aproximado de tais profissionais (professores, técnicos-administrativos e estudantes) que dividem um mesmo ideal do “fazer em grupo”, que nos levou à constituição de um grupo coeso, uma equipe viva, alegre, solidária e cooperativa. Além disso, destacamos aqui a militância virtual de nossos estudantes e colegas, das redes sociais.
Nesta pequena-grande caminhada, ouvimos desde pedidos simples até sugestões de projetos extravagantes por parte dos mais entusiastas. Tudo devidamente anotado e que ajudou a compor nossa proposta homologada. Gosto de ouvir. Eu e Deise gostamos de ouvir. Gostamos de construir ouvindo. Gostamos de fazer ouvindo. Esta é a nossa maneira de ser, esta é a nossa maneira de ver, e assim ela vai ser preservada.
Nos comprometemos em manter um campus que luta por melhoria ACADÊMICA, por melhoria INCLUSIVA para seus servidores, como bem se vê nas nossas propostas, estudantes e para toda a comunidade itabaianense, por extensão. E que nossa luta no campus seja norteadora de processos de inovações científ**as, que nossa luta seja aberta para experimentos culturais, novas práticas pedagógicas e que sua prática reflita os movimentos sociais, políticos e culturais presentes (e firmadas) nas políticas do governo contemporâneo, do governo brasileiro dos últimos dez anos, em que o REUNI se faz promissor.
Bem por isso vamos nos inserir (cada vez mais) em movimentos de greves dos servidores, por reivindicação não só de melhorias salariais, mas ainda mais, por planos de carreira solidif**ados. Neste momento de eleição para a nova direção do campus ITA, eu e Deise reiteramos nossa crença no espírito universitário da DIVERSIDADE, do debate de ideias e da autonomia de campus.
Foi bom demais andarmos pelas salas de aula, laboratórios, adentrarmos ao espaço dos técnicos-administrativos (diga-se, “pequenos” espaços), foi bom demais andarmos pelo campus. Aprendemos muito e reafirmamos o que já sabíamos: administrar um campus desta grandeza exige desprendimento do olhar-solo, desprendimento de querermos olhar pelo outro, desprendimento de querermos olhar no lugar do outro, porque temos mais é que olhar COM o outro, junto ao outro: um departamento COM outro departamento, um setor COM o outro setor. E não-somente olharmos apenas ao que nos cabe mais diretamente, ao nosso espaço imediato. Administrar um campus exige, também, capacidade para se indignar.
Com a participação coletiva, colegiada poderemos otimizar nosso fazer de modo mais promissor, pela experiência do “fazer COM”, dos meus 30 anos de sala de aula, pesquisa e extensão.
Mariléia e Deise.