28/05/2020
Quando o medo ensina
“Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses”; está frase popular difundida pelo filosofo grego Sócrates, pode parecer genérica demais e talvez até sem sentido. Não no momento atual, ao qual o mundo estremece diante do Corona vírus. Mas afinal, o que tem haver a antiga frase e a atual doença? Bem, comecemos por identificar qual o sentimento predominante e o que produz tal sentimento. Posteriormente veremos se há alguma relação entre a frase e a doença.
Não nos enganemos; não há temor de vírus algum, o que sentimos é medo da desconhecida morte, mas não assumimos tal medo. Nos escondemos por detrás de máscaras e litros de álcool em gel, como uma distração do real sentimento de ignorância de uma causa natural. Mas afinal, qual o conhecimento que pode surgir do medo da morte? Não é mais confortável pensar apenas em lavar as mãos? Se assim fosse, a humanidade ainda estaria na idade da revolução cognitiva a cerca de 70 mil anos atrás. Por medo, o Homo sapiens não teria avançado a partir da África e povoado a Austrália e posteriormente a América. O medo continuo e até certo ponto, foca a consciência na sua causa e gera um desejo de supera-lo. Assim avançamos sobre o desconhecido com grandes conquistas, erros e derrotas ao longo da história, e tudo isso transforma-se em conhecimento.
Pouco aprendemos com a morte que tem sido empurrada para o nosso cotidiano pelo Covid-19 devido a persistentes tabus, que atuam como “buracos negros” culturais. A cultura – segundo o antropólogo Edward B. Tylor – é um complexo que inclui o conhecimento, as crenças, artes, leis, padrões morais e hábitos adquiridos pelo homem membro de uma sociedade. Neste complexo, as crenças e padrões morais definem tabus, sendo a exploração e estudo da morte um deles. No entanto, isso não significa que corajosos pesquisadores não se emaranharam no mistério da morte e seu medo.
O teórico da consciência e escritor Ken Wilber, coloca que vida e morte são estados do objeto, sendo assim o objeto é permanente, já que o estado só existe em função do objeto. Além disso, o que diferencia o recém-nascido do moribundo, é que o primeiro não tem passado e o idoso ou doente não tem futuro. No entanto, como mostrou claramente Albert Einstein, passado e futuro só existem em relação ao presente, ou seja, o presente é o referencial que define o que passou – passado – e o que está por vir – futuro – sem presente não há passado e futuro; portanto tudo o que há é o eterno presente. A teoria da relatividade somada a uma série de pesquisas empíricas, mostra que o tempo não passa. E ao ser questionado sobre isso Einstein afirma que a passagem do tempo é uma persistente ilusão. Sendo assim, nada há na realidade temporal que diferencie o recém-nascido e o idoso que teme aproximar-se do morrer.
Além das reflexões filosóficas, existem pesquisas objetivas sobre um suposto outro lado da vida. Na década de 1970 o engenheiro americano George Meek e seus colegas William J. O’Neil, Hans Heckmann e Willard Cerney, todos técnicos eletrônicos; e Bruce Depkey, engenheiro eletrônico e matemático, lançaram-se em uma jornada de longas pesquisas sobre um fenômeno anômalo conhecido como: “Fenômeno de vozes eletrônicas”. Tal fenômeno foi identificado inicialmente na década de 1950 por Friedrich Juergenson, na Suécia. Juergenson ao gravar cantos de pássaros acabou por gravar vozes não identificadas. Ao encaminhar tais gravações a órgãos de pesquisa competentes concluiu-se que as vozes não vinham de nenhum meio conhecido, e as próprias vozes relatavam que eram pessoas que haviam falecido e estavam empenhadas para entrar em contato com os vivos.
George Meek e seus colegas fundaram a “Metascience Foundation, Inc.” desenvolveram equipamentos sofisticados blindados em gaiolas de Faraday, cubos de cobre entre outras blindagens, além de posicionar o equipamento longe de grandes cidades, tudo para que não houvesse captação de sinais comuns. O grupo, chegou ao ponto de contar com a colaboração do Dr. George Jeffries Mueller que era Doutor em Física Experimental pela “Cornell University”, no entanto o incomum era que o Dr. Mueller era uma das vozes. Ele forneceu dados de identidade e número do seguro de vida, todos os dados foram checados e confirmados; Mueller era falecido. As pesquisas avançaram a ponto de haver breves diálogos entre os dois lados e houve grandes contribuições do “lado de lá” no desenvolvimento dos equipamentos, como a do Dr. William Francis Gray Swann, também falecido fora físico chefe da “Carnegie Institution, e professor de física em Yale. Incrivelmente, os supostos falecidos trabalharam em conjunto com os pesquisadores vivos, para desenvolver equipamentos de comunicação entre os dois lados. Os investigadores da Metascience Foundation acabaram por desenvolver os comunicadores chamados Mark, com 8 versões de aperfeiçoamento.
A frase de Sócrates inicialmente citada parece fazer todo o sentido. Podemos sim, interpretar o momento atual como um impulso para conhecer mais sobre os mistérios da natureza, ampliar o conhecimento e reduzir o medo. A poucos séculos atrás os antigos gregos temiam os trovões como sendo a ira de Zeus contra os pecadores. Graças ao enfrentamento de tabus, grandes mentes a partir do período iluminista estudaram o fenômeno e hoje o medo de trovões é muito menor. Se tivermos um avanço semelhante sobre os mistérios da vida e morte, isso seria ainda mais fantástico do que pisar na lua. Sejamos confiantes, em algum momento a ciência irá enfrentar esse mistério de forma nobre e corajosa, e os momentos de nos escondermos nos armários armados com álcool em gel será o passado de uma ciência rudimentar.
Leandro Bova