26/01/2023
•Manifesto lido no 50° Consuni•
Vivemos um momento histórico na Unipampa, com conquistas que precisam ser celebradas junto aos 15 anos desta universidade.
Primeiro gostaríamos de demarcar que após 3 anos de sua inauguração, a Casa do Estudante de Jaguarão está em funcionamento com seus primeiros moradores. Resultado da pressão e reinvindicações do movimento estudantil que ocupou o prédio, e logo depois boa parte se efetivou como moradores da casa.
O segundo ponto a ser celebrado é o reconhecimento ao poeta da Consciência Negra e personalidade história do movimento negro gaúcho, o Oliveira Silveira, um digno representante da luta contra as desigualdades sociais e o direito de reparação histórica que este país deve para a maioria de sua população, e da memória de seus ancestrais.
População essa que foi excluída de acessar este espaço, assim a homenagem de personalidades como Oliveira Silveira são fundamentais para reinvindicar pautas como o acesso amplo ao ensino superior, a manutenção das cotas sociais e étnico raciais e a efetivação de políticas públicas de permanência.
O terceiro ponto de destaque é que hoje alunos pobres (como eu) estão no ensino superior. Esse acesso se deu graças a expansão universitária, principalmente a política de Reuni, que deu origem a Unipampa. Assim o projeto desta universidade nasce para atender uma demanda popular, e enfrentar um problema histórico, que é a elitizacao do ensino superior Brasileiro.
Assim refletimos, após 15 anos de Unipampa, que apenas ingressar não é suficiente, temos que permanecer. E vemos as políticas de assistência estudantil sendo sucateadas durante os últimos 4 anos de governo Genocída.
(Segue nos comentários)