ABNT Sem Grilo

ABNT Sem Grilo Normas da ABNT e Trabalhos acadêmicos Para isso, são de suma importância sua participação e colaboração! Seja bem-vindo. Sinta-se em casa!

Este espaço pretende ser um foro de debates e serviços, envolvendo principalmente estudantes e professores universitários, acerca das dificuldades geradas na utilização das normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Elas são difíceis, mal compreendidas, mal explicadas...? É o que este espaço virtual se propõe: dirimir, na medida do possível, tais dúvidas. Ao navegar pelo sítio você poderá opinar, sugerir, solicitar serviços e muito mais.

23/03/2024
PENSATAS LITERÁRIAS:Novamente indicando a leitura deste maravilhoso livro."Vencedor de prêmios como Jabuti e Oceano, o l...
12/03/2024

PENSATAS LITERÁRIAS:
Novamente indicando a leitura deste maravilhoso livro.

"Vencedor de prêmios como Jabuti e Oceano, o livro Torto Arado, de Itamar Vieira Junior, é um dos semifinalistas do International Booker Prize, um dos mais importantes do gênero. A premiação reconhece obras de língua não inglesa traduzidas e publicadas no Reino Unido ou na Irlanda. Lançado em inglês como Crooked Plow, com tradução de Johnny Lorenz, o título é o único entre os indicados escrito originalmente em português. Os finalistas serão anunciados em 9 de abril, enquanto o vencedor será conhecido em 21 de maio". (UOL)

11/12/2020

Como devo escolher um tema para meu TCC em direito?
POR PUBLIEDITORIAL , POR EDUTEC - IG EDUCAÇÃO – 11/12/2020 – SÃO PAULO, SP
O trabalho de conclusão de curso (TCC) é o momento da graduação onde o estudante possui liberdade para desenvolver um conhecimento de forma quase totalmente independente sobre um tema de seu escolha.
Você pode encontrar online sugestões de temas para TCC em direito penal , por exemplo, assim como TCCs sobre direito criminal.
O excesso de opções faz com que os futuros profissionais se deparem com muitas dificuldades para escolher o tema perdendo incontáveis horas pensando “será que devo mesmo fazer um TCC de direito penal?”
Se você está nessa situação, ou conhece alguém que está, não deixe de ler esse artigo. A seguir iremos apresentar 3 dicas indispensáveis na hora de escolher o tema de seu TCC em direito.
1. Escolha um tema em um ramo que já tenha afinidade
Para escolher um bom tema, o primeiro passo é optar por um que esteja dentro das suas áreas de afinidade, isso resultará em um melhor resultado.
Se você não curte a área de direito penal, por exemplo, fazer um TCC de Direito Penal pode ser uma verdadeira tortura.
Porém se você gosta de direto do consumidor, um trabalho com um tema nesse ramo pode ser muito mais interessante para você.
Muitos estudantes também optam por desenvolver estudos relacionados com a área profissional que já atuam, o que pode facilitar a coleta de dados e no desenvolvimento do tema.
Porém, se você ainda não tem ideia de qual área do direito gosta mais, pode primeiramente descartar as área que não gosta muito.
Busque também acompanhar revistas, blogs e outros canais que produzem conteúdo interessante. Uma grande ideia para seu TCC em direito pode vir do consumo desses materiais.
2. Peça ajuda de seu orientador
Se você já decidiu, ou tem em mente, uma área do direito que deseja abordar em seu TCC, tente buscar agora por um orientador. O ideal é que esse professor esteja inserido, e tenha experiência, na área escolhida por você.
Isso irá facilitar o percurso e com certeza influenciará muito no resultado final do seu trabalho de conclusão de curso.
Um orientador que tenha experiência atuando ou pesquisando na área escolhida por você será capaz de indicar uma bibliografia pertinente para a sua leitura. É fundamental para a produção de um trabalho relevante a atualização do tema e o embasamento teórico bem estruturado.
Um dica valiosa para encontrar um bom orientador é procurar seu Currículo Lattes e checar o que eles já publicaram, em quais disciplinas já lecionaram e quais instituições de ensino já trabalharam.
Temas atuais são, normalmente, mais valorizados na área acadêmica e produzem melhores resultados.
3. Seja bem específico sobre o que está fazendo
Você não deve iter a ilusão de que o seu orientador entregue respostas prontas, embora desempenhe um papel crucial na apresentação de uma boa bibliografia e no acompanhamento do trabalho.
É fundamental que você mantenha a autonomia, foco e se concentre no conteúdo do seu trabalho. Os ramos do direito possuem vários desdobramentos e durante a redação do seu TCC é importante se manter dentro do problema de pesquisa.
Seja específico quanto aos seus objetivos, pois quanto mais abrangente for seu TCC , mais brechas para discussão e críticas haverá. Sendo assim, o recomendável é encontrar um problema específico e explorá-lo ao máximo.
Dessa forma, as trocas com seu orientador e sua pesquisa sobre o tema juntos são a chave para chegar exatamente no ponto que deseja explorar. Fazendo isso é possível ter um trabalho mais organizado, robusto e claro a respeito do que você se propôs a estudar e entregar.
Esperamos que essas dicas tenham sido úteis! Comece hoje mesmo sua pesquisa.

Aprenda a usar citações para valorizar sua prova de redação no EnemGIORGIA CAVICCHIOLI - UOL EDUCAÇÃO – 28/10/2019 – SÃO...
28/10/2019

Aprenda a usar citações para valorizar sua prova de redação no Enem

GIORGIA CAVICCHIOLI - UOL EDUCAÇÃO – 28/10/2019 – SÃO PAULO, SP

As citações de filósofos, escritores e outras personalidades são uma boa forma de dar credibilidade e conteúdo para a sua prova de redação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. Porém, qual é a melhor forma de usar o recurso em seu texto? Professores ouvidos pelo UOL afirmam que é preciso que a citação usada fund... - Veja mais em

As citações de filósofos, escritores e outras personalidades são uma boa forma de dar credibilidade e conteúdo para a sua prova de redação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. Porém, qual é a mel

Importância máxima!
14/07/2019

Importância máxima!

09/07/2019

MINHA OPINIÃO: prática criminosa, imoral e eticamente condenável!
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Compra de tese de doutorado pode chegar a R$ 8 mil na internet (Gazeta do Povo, 8-7-19)

A execução de uma pesquisa de mestrado ou doutorado que varia de dois a quatro anos, respectivamente, pode ser reduzida para até 60 dias se encomendada em sites que vendem dissertações e teses prontas a alunos de pós-graduação. A comercialização é explicita e os valores são tabelados em até R$ 8 mil, conforme apurou a Gazeta do Povo.
Para confirmar a prática, a reportagem pediu orçamentos para elaborações de uma dissertação e de uma tese a cinco diferentes empresas que ofertam o serviço na internet. O valor estipulado variou entre R$ 1,5 mil e R$ 4,8 mil para uma pesquisa de mestrado. Na de doutorado, o menor preço ficou em R$ 2,3 mil e o maior em R$ 8 mil.
Os pedidos foram feitos por telefone pelos números disponibilizados nos sites. Pelo código de área, as empresas verificadas são de São Paulo, Distrito Federal e Paraná.
As simulações dos orçamentos solicitados foram para uma dissertação de 120 páginas sobre as correntes filosóficas do Direito e para uma tese de 200 páginas sobre as mudanças sofridas pela Lei de Licitações ao longo do tempo. Essas definições tornaram-se necessárias porque as empresas pediam o tema, a área de pesquisa e o número de páginas para calcular os valores.
A forma de pagamento foi diferente em todas as empresas, mas todas pediram adiantamento para iniciar o serviço. Também existe a possibilidade de parcelar. O máximo ofertado chega a 12 vezes em cartão de crédito para o valor de R$ 8 mil.
Outra característica são os contratos de garantia e confidencialidade, chamados de “termo de adesão” pelas empresas. Nesse documento, a empresa se compromete a entregar o material sem plágio e no prazo determinado pelo aluno que, por sua vez, é obrigado a quitar o valor. Ambos ainda firmam o compromisso de confidencialidade sobre a transação.
Prática pode resultar em punições
O comércio de produções científicas é considerado uma “prática imoral e eticamente condenável” pela Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (Capes). A entidade diz reconhecer o problema “que afronta o objetivo principal da pós-graduação, qual seja, a produção de conhecimento científico-tecnológico para o desenvolvimento do país”.
Administrativamente, o aluno que usar uma pesquisa encomendada para obter o grau de mestre ou doutor, caso descoberto, pode sofrer sanções por parte da instituição, como a perda do diploma e exclusão do Programa de Pós-Graduação (PPG).
“Trata-se de uma prática imoral e eticamente condenável. Nesse sentido, a compra de dissertações e teses pode constituir fraude acadêmica que, quando identificada pela Instituição de Ensino Superior, sujeita o aluno às sanções impostas pela instituição de ensino, como seu desligamento do programa”, ratificou a Capes, em nota.
Mesmo sendo considerada uma falta ética grave, a jurista especialista em propriedade intelectual, Laira Araújo, comenta que o comércio de venda e compra de pesquisas prontas entre empresas e alunos de pós-graduação ainda não pode ser enquadrada em nenhum tipo de crime previsto pela legislação brasileira. Ela ressalta que se o autor da pesquisa encomendada ceder os direitos por meio de contrato, o comprador pode usá-la.
“O ato de compra e venda não é ilegal. A cessão de direitos patrimoniais de exploração de obra é possível. Quanto à autoria, a lei de direitos autorais dispõe que o autor tem o direito de ter seu nome vinculado a sua obra e, portanto, poderia reivindicá-la a qualquer momento. Mas na medida em que é o próprio autor que cede o trabalho científico o uso por quem compra não é ilegal”, argumentou.
A jurista destaca, porém, que o comércio é diferente do plágio. Caso a empresa se aproprie de uma obra sem a devida cessão de direitos pelo verdadeiro autor para vendê-la a terceiros, tanto o vendedor quanto o comprador podem ser enquadrados no crime de falsidade ideológica, previsto no artigo 229 do Código Penal. A pena é de um a cinco anos de reclusão pela adulteração de documentos públicos, mais o pagamento de multa.
“Existem alguns estudiosos que entendem que a conduta configuraria o crime de falsidade ideológica, já que a pessoa que apresenta o trabalho insere a declaração falsa de que o trabalho é de sua autoria enquanto na verdade não é. Nesse caso, somente a pessoa que utiliza a monografia como sua seria punida penalmente. Logo, a compra e venda não é ilegal e sim o uso pelo aluno de monografia como se fosse sua. Lembrando que há doutrinadores que entendem que não é crime”, completou Laila Araújo.
Além da falsidade ideológica, o plágio ainda pode ser tipificado como violação de propriedade intelectual, previsto no artigo 184 do Código Penal, com pena de dois a quatro anos de reclusão e multa.
Para o diretor adjunto de estudos da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI), José Eduardo Pieri, o tempo recorde que empresas prometem para entregar as pesquisas é um indício da existência da venda de um material com plágio.
“Se essas empresas que fazem teses e dissertações copiam outras de terceiros ou usam pesquisas sobre temas que já existem e apenas mexem um pouco – o que é mais provável porque é difícil uma empresa juntar mestres e doutores dispostos a escrever sobre o que você quiser – a pessoa que compra corre o sério risco de ser penalizada por plágio, o que é um crime de direito autoral. Não me parece viável um negócio desse sem violação de propriedade intelectual”, comentou.
As universidades estão preparadas para detectar a fraude?
Ainda que se utilizem diferentes softwares contra o plágio, a ABPI acredita que as instituições de ensino superior brasileiras ainda não estão totalmente preparadas para identificar a prática. A entidade e a Capes recomendam campanhas de conscientização com alunos e professores sobre o tema e suas consequências.
“É um desserviço à pesquisa. Se pensarmos que isso acontece em uma universidade pública, é pior ainda porque o aluno está utilizando dinheiro do contribuinte para burlar as regras para obter um grau de mestre ou doutor. A pessoa que faz isso comete um crime”, afirma Pieri.
Na Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação atua no trabalho de conscientização. Existem, inclusive, normas internas de avaliação de uma pesquisa para saber se, de fato, o aluno é o verdadeiro autor do estudo. A instituição garante que não existe investigação em curso sobre denúncias do tipo.
“Sabemos que o mercado continua, o que tem feito com que a pró-reitoria e a gestão superior da universidade sempre atuem junto aos coordenadores dos programas stricto sensu no sentido de chamar atenção para os processos avaliativos conforme a resolução estabelece. Então, tenho visto na UFPR a fidedignidade dos trabalhos feitos pelos pesquisadores, seus orientadores, dentro dos processos de ensino e pesquisa que fazem”, garante o pró-reitor Francisco Mendonça.
Ele acrescenta que as bancas públicas de defesa das pesquisas são eficazes para saber se o aluno coletou, analisou e redigiu sobre os dados. Nesta etapa, o processo chega a durar até cinco horas, com questionamentos de membros avaliadores sobre aspectos teóricos, metodológicos e analíticos.
Para burlar a banca, duas das cinco empresas prometem orientação para o aluno se preparar e até a produção dos slides de apresentação, além da cessão da bibliografia usada na pesquisa.
A avaliação das dissertações e teses é de autonomia dos programas de pós-graduação, segundo a Capes, que diz não ser de sua competência interferir nem investigar infrações de propriedade intelectual. Contudo, fraudes encontradas nos programas diminuirão as notas dos cursos de mestrado e doutorado, assegura.

30/10/2018

Pesquisa: 87% dos alunos chegam à universidade sem saber o que é plágio

Pesquisa inédita realizada com alunos de graduação e pós-graduação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que 87% deles chegaram à universidade sem ter noção exata do que é plágio e sem saber ao certo o que configura uma citação ou uma cópia de conteúdo em um trabalho acadêmico. Os resultados do levantamento serão apresentados nesta segunda-feira (29) à tarde.
O levantamento, “Estudo para o desenvolvimento de uma política de integridade acadêmica para a Unicamp”, foi realizado em agosto e setembro deste ano, por meio de um questionário online, seguido de entrevistas com amostras de estudantes. Ao todo, 958 estudantes de graduação (35%) e de pós-graduação (65%), de todas as áreas do conhecimento, responderam todas as questões. O trabalho foi realizado pela consultoria acadêmica Data 14, em parceria com a empresa de software educacional Turnitin.
A pesquisa mostrou, por exemplo, que a maioria dos alunos (98,4%) considera que copiar trechos de trabalhos é algo grave ou gravíssimo. No entanto, apenas uma minoria (4,5%) acredita que o plágio seja sempre intencional. Além disso, o levantamento aponta que 36,7% dos alunos admitem já ter copiado trechos de textos sem fazer a devida citação. E oito em cada dez alunos ouvidos afirmam que ações educativas podem prevenir que alunos cometam plágio.

Preocupação com imagem

A preocupação com a ocorrência de plágio em trabalhos acadêmicos é universal, especialmente nos tempos atuais em que o acesso à informação é muito mais fácil. De acordo com um estudo feito por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 46% dos casos de retratações dos artigos científicos brasileiros foram causados por cópias de conteúdo, o que significa que quase metade dos trabalhos que chegam a ser identificados com alguma forma de má-conduta no Brasil copiaram trechos de outros textos publicados anteriormente. A pesquisa foi conduzida pela professora Sonia Vasconcellos e publicada na revista Science and Engineering Ethics, em 2016.
A própria Unicamp já foi vítima de má-conduta acadêmica envolvendo casos de plágio pelo menos duas vezes: uma delas terminou em suspensão do docente e a outra em demissão. No primeiro caso, em fevereiro de 2011, a instituição decidiu demitir um professor de dedicação exclusiva, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, com mais de quinze anos de carreira, após investigar denúncias e entender que ele liderou pesquisas que plagiaram trabalhos de outros pesquisadores.
No outro caso, que terminou em outubro do mesmo ano, a Unicamp decidiu punir com 45 dias de suspensão um professor de química que foi acusado de fraudar onze artigos científicos sem citar os devidos créditos. “Essas ações maculam a imagem da universidade e precisamos trabalhar ações educativas para evitar que isso aconteça”, afirmou o pró-reitor de Pesquisa da Unicamp, Munir Skaf.
Segundo Skaf, a Unicamp sozinha é responsável pela publicação de cerca de 4.000 artigos científicos por ano – daí a preocupação da reitoria de evitar que eles sejam questionados por supostos plágios. “Quando surge uma denúncia ou constatação de má-conduta, o dano à universidade é muito grande. Por isso é preciso que a gente estabeleça políticas bem específicas para acatar essas denúncias e mecanismos para apurá-las”, explica.
Com os resultados da pesquisa, a Unicamp pretende reunir os dados e elaborar uma política de integridade acadêmica, com normas e regras a serem seguidas para evitar casos de má-conduta e, consequentemente, de fraudes. Também serão estabelecidas as punições, caso a má-conduta aconteça – algo inédito nas universidades brasileiras e seguindo o exemplo do que já acontece nas melhores universidades do mundo.
Na Caltech (EUA), por exemplo, estudantes e pós-doutorandos recebem treinamento especializado em ética na pesquisa e responsabilidade como parte de sua formação. Mesma coisa acontece em Harvard (EUA), onde os alunos também precisam incluir uma declaração de honra em provas e trabalhos acadêmicos. O documento da Unicamp deve ser finalizado em 2019.
Segundo o pró-reitor, o principal objetivo do levantamento foi identificar e compreender qual a verdadeira percepção e noção dos alunos sobre plágio. “A maioria dos alunos chega ao nível superior sem saber o que é plágio porque isso nunca foi falado no ensino médio. Mas, mesmo que a produção de textos originais seja pequena no ensino médio, esse é um assunto que precisa ser discutido”, avalia.

Software espião

Desde dezembro de 2016 a Unicamp usa um software desenvolvido pela multinacional Turnitin para identificar possíveis casos de plágio nos trabalhos acadêmicos. Segundo Mariana Rutigliano, gerente de marketing internacional da empresa, ao submeter um texto à plataforma, o sistema “vasculha” 62 bilhões de páginas para apontar os conteúdos irregulares.
Ao inserir o texto no banco de dados, o sistema consegue comparar e identificar trechos de similaridade, apontando a origem primária da fonte e o grau de similaridade. A busca é feita da língua inglesa para qualquer outro idioma, já que a maior parte dos trabalhos científicos são escritos em inglês.
Os trechos tidos como “suspeitos” são devolvidos grifados em cores diferentes e tanto o aluno quanto o professor conseguem saber a origem. Cada cor indica um possível erro. “Ficamos muito surpresos com a quantidade de alunos que não sabe o que é plágio e que não acham errado copiar trechos de trabalhos autorais. Precisamos solucionar esse problema”, diz Rutigliano.
O objetivo do uso do sistema, reforça o pró-reitor, é identificar as falhas e trabalhar para corrigi-las. “Não temos a intenção de punir o aluno. Essa é uma ferramenta educacional importante para ajudar o professor a orientar o aluno. Estamos trabalhando para que toda a comunidade acadêmica submeta seus trabalhos ao software”, afirmou Skaf.
O Instituto de Física da Unicamp é um dos que submete os trabalhos dos alunos à plataforma antiplágio como rotina em cinco disciplinas, onde a avaliação dos alunos é feita por meio de relatórios realizados em casa e não por meio de provas em sala de aula.
“Os principais casos de plágio que tivemos acesso são cópias de pequenos trechos sem a devida citação. O aluno não vê problema nisso. Na minha experiência pessoal, cerca de 40% dos trabalhos avaliados tinham alguma irregularidade nesse sentido”, diz o professor Rickson Coelho Mesquita. “Depois do uso da plataforma já vemos uma evolução e uma queda no número de casos.”

Recente

No Brasil, o assunto plágio e políticas para evitá-lo ainda são recentes. A movimentação pela integridade acadêmica teve um pontapé importante depois que a Fapesp anunciou um Código de Boas Práticas Científicas, em 2011, lançado após uma série de denúncias de má-conduta em universidades paulistas. No ano passado, a agência anunciou que passaria a indeferir projetos de melhoria na infraestrutura de instituições que não criarem um escritório voltado ao estímulo da integridade acadêmica.
Segundo Rutigliano, na Inglaterra, 90% das universidades usam o sistema da Turnitin. Nos EUA, 70% das instituições de ensino superior também aderiram ao software. No Brasil, por enquanto, apenas 33 universidades e algumas escolas internacionais usam a plataforma antiplágio da Turnitin. Segundo a empresa, até 20 de outubro deste ano, 206.455 mil trabalhos acadêmicos foram submetidos ao software no Brasil – desses, 5.267 foram produzidos na Unicamp.
“O Brasil ainda está muito atrasado em relação a outros países, essa era uma discussão quase inexistente nas universidades. Essa pesquisa agora servirá de base para ações importantes antiplágio e para a criação de ferramentas de ensino”, finaliza o professor Mesquita.

Fernanda Bassette - Revista Veja – 29/10/2018

18/09/2018

A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) é a instituição responsável pela normatização de inúmeras atividades no país, incluindo os trabalhos acadêmicos nas universidades e faculdades. Estas instituições podem e devem fazer adaptações em seus manuais que orientam os trabalhos dos alunos, mas tendo sempre a ABNT como padrão. Não é o que se observa em muitas delas: fazem um manual próprio, com total desconhecimento das normas oficiais e suas atualizações.

13/03/2017
11/05/2016

A Startup de Curitiba (PR) Menthor.co desenvolveu um editor de texto digital que formata os trabalhos acadêmicos, como artigos, monografias, teses e fichamentos de acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
A ferramenta é gratuita e pode ser utilizada por qualquer usuário. Para usufruir do programa, basta cadastrar-se no site do Menthor.co.

22/03/2016

FastFormat ajusta texto com as normas da ABNT
Publicado por Redator
S*x, 18 de Março de 2016 00:00

Ferramenta foi criada por alunos da UFPE e é totalmente sem custos

Com a intenção de auxiliar e facilitar a produção de textos acadêmicos, como monografias, teses e dissertações, três estudantes de pós-graduação em Computação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) criaram a ferramenta gratuita online FastFormat, que ajusta o texto dentro das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Os estudantes Bruno Melo, Yguaratã Cavalcanti e Paulo Silveira desenvolveram o programa em quatro anos, e ele baseia-se na formatação de trabalho de qualquer instituição de ensino e pesquisa do País que seguem a ABNT.
A FastFormat apresenta modelos prontos, chamados templates, que automaticamente inserem elementos de uma produção científica, padronizando as páginas com cabeçalho, créditos, notas de rodapés, fontes, espaçamento e as demais normas exigidas.
A FastFormat apresenta também outros programas de produção acadêmica.
Para saber mais, acesse o site da FastFormat.

Endereço

Juiz De Fora, MG

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