21/10/2024
PRÓXIMO
Sei que nossa cabeça pensa diferente.
Então, vou lhe dizer como a minha funciona.
Me julgo seguidor das mensagens de Jesus de Nazaré (nível aprendiz) e dele sei que devo amar ao próximo.
O problema é distinguir quem é meu próximo.
Em minha vida tento usar a fórmula mais pragmática possível: é aquele que eu enxergo, que está ao meu redor.
Isso implica em, normalmente, não me atracar em causas que não estão ao meu redor.
A única exceção está nas amizades.
Não me importa se o amigo está no Japão ou na minha sala, tenho sempre meu radar apontando para ele.
Isso evita sofrimento sem razão que o sustente.
Como os estoicos não sofro na imaginação, prefiro na realidade onde estou.
Amo meu próximo, e não os que nem sabia que existia até ouvir a notícia da dor dele. Sou solidário, mas daí a amar há um abismo abissal...