Academia Maruinense de Letras e Artes

Academia Maruinense de Letras e Artes Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Academia Maruinense de Letras e Artes, República de estudantes feminina e masculina, Gabinete de Leitura de Maruim. Praça Barão de Maruim S/N, Maruim.

Na última terça-feira, (17), a escritora Joelma Martins e o escritor Hefraim, representantes da Academia Maruinense de L...
20/08/2021

Na última terça-feira, (17), a escritora Joelma Martins e o escritor Hefraim, representantes da Academia Maruinense de Letras e Artes, (AMLA), receberam como doação para sua Sociedade Literária, um formoso busto, intitulado "O Filósofo" do pintor e escultor maruinense José Ivan Santos, feito em policromia em concreto armado.

No ato, o artista assinou, com os membros da instituição, o termo de doação da obra à Academia. Sua presidente, a professora e pesquisadora em História Maria Lúcia Marques Cruz e Silva, que não podendo estar presente, manifestou sua imensa gratidão e emoção pelo maravilhoso presente.

"Esta é uma das características da cidade Maruim: gerar, como mãe, filhos nobres e ilustres. E é uma grande honra para nós, os que fazemoss a Academia Maruinense de Letras e Artes, receber um presente como esse na semana no aniversário do Gabinete de Leitura de Maruim, que é a nossa sede e Casa do Saber”, declarou a presidente Lúcia Marques.

Nesse dia 30 de novembro a Academia Maruinense de Letras e Artes - AMLA completa três anos de profícua existência. Na ve...
30/11/2020

Nesse dia 30 de novembro a Academia Maruinense de Letras e Artes - AMLA completa três anos de profícua existência. Na verdade, nossa agremiação ressurge inspirarada no grandioso projeto de dois cidadãos JOÃO RODRIGUES DA CRUZ e seu irmão Dr. THOMAZ R. da CRUZ quando após passagens por Londres e Paris, eles fundaram o Gabinete de Leitura de Maruim, em 1877.

Essa histórica Agremiação Literária de Maruim precedeu as Academias Brasileira e Sergipana de Letras. Daí o respeito que os sergipanos demonstram pela História Cultural dos maruinenses. Nesses anos à frente da AMLA, convém ressaltar que grandes conquistas foram possíveis realizar graças ao apoio recebido em todos os projetos empreendimentos, a saber: apoio da comunidade para as solenidades acadêmicas; aquisição de prêmios em dinheiro para concurso literário; publicação pela SEGRASE do livro da fundação de Maruim (1836); ajuda financeira à Banda de Música Euterpe Maruinense; uma verba com apoio do então presidente do TJ/SE Dr. Cesário Siqueira Neto, junto ao juiz de Maruim Dr. Roberto F. Conrado e da promotora Dra. Joelma Soares, apoio da prefeitura, realizou-se uma reforma geral no Gabinete de Leitura, pois com os recursos adquiridos foram adquiridos: aparelhos de ar condicionado, forro novo e portas de vidro. E, para culminar esses três anos de vida da AMLA será lançado ainda esse ano o livro INVENTÁRIO CULTURAL DE MARUIM (2 Ed. ) sob o patrocínio da prefeitura, graças à sensibilidade do prefeito Jeferson Santos de Santana. Está em fase de conclusão a I ANTOLOGIA DA AMLA. Cabe mencionar que tudo isso somente é possível graças ao entusiasmo e à colaboração e compromisso dos queridos confrades que muito colaboram para o sucesso de nossa Academia. Entidade que lutará para reacender ainda mais a chama centenária que ilumina a vida cultural de Maruim e, em especial de seus habitantes.

Maria Lúcia Marques Cruz e Silva - Presidente.

12/05/2020

Tributo ao Confrade João Barreto João Barreto e Hefraim Andrade — Foto | Arquivo Pessoal A última coisa que desejava, a esta altura, era escrever um tributo para alguém, principalmente para o quer…

NOTA DE FALECIMENTO – JOÃO GOMES CARDOSO BARRETO – (1930-2020) – A ACADEMIA MARUINENSE DE LETRAS E ARTES ESTÁ DE LUTO.É ...
09/05/2020

NOTA DE FALECIMENTO – JOÃO GOMES CARDOSO BARRETO – (1930-2020) – A ACADEMIA MARUINENSE DE LETRAS E ARTES ESTÁ DE LUTO.

É com muita tristeza que registramos o falecimento desse ilustre sergipano de MARUIM e MEMBRO BENEMÉRITO DE NOSSA ACADEMIA. O confrade fez história na Educação de nosso estado, sempre conduzindo com ética e compromisso as causas de interesse público. Pessoa proba de conduta singular no âmbito dos preceitos morais e cristãos. Grande colaborador de todos os eventos de nossa agremiação que, com esforço se fazia presente.

A nossa Academia sente-se consternada com tão grande perda, ao ponto que presta condolências à professora Olga Barreto e os demais familiares e amigos.

09/05/2020

Faleceu neste sábado, 9, o ex-secretário e ocupante de vários cargos públicos em diversos governos, João Gomes Cardoso Barreto, que estava com 90 anos. O sepultamento acontecerá no período da tarde…

MARUIM 166 ANOS | Em 5 de maio de 1854 Maruim recebeu o selo de sua Independência. Toda cidade é como uma mãe, aquela mã...
05/05/2020

MARUIM 166 ANOS | Em 5 de maio de 1854 Maruim recebeu o selo de sua Independência. Toda cidade é como uma mãe, aquela mãe fértil que teve tantos filhos que até perdeu a conta. A princesa do Ganhamoroba desde cedo foi marcada pelo símbolo da fé, cujo povo devota culto a Senhor dos Passos, com a criação da Freguesia em 1837, e a Nossa Senhora da Boa Hora, cujos padroados ecoam como hino de louvor.

Nas sementes brotadas em seu seio emerge um imenso amor que, muitas vezes é traduzido por outrem como sinônimo de bairrismo. Característica que identifica, há mais de cem anos, o Maruinense. Não faz muito tempo que, nos carnavais da vida ela se vestiu de Pierrô e Colombina e, festivamente fez sorrir ruas, bairros, em especial o São José, onde saía o Bloco Santa Cruz, para se encontrar na praça da matriz, com o rival Bloco Chic. Mas, entre tanto colorido, foi o verde dos canaviais que pintou de esperança a vida dos habitantes dessa encantadora terra. Razão maior que atraiu ilustres personalidades, investidores estrangeiros e do Brasil, inclusive a maior autoridade do Império D. Pedro II e tantos outros.

Como tributo sagrado, vale registrar nomes ( Pinto de Carvalho, Barão de Maruim, Alberto Deodato, Josias Dantas, João Rodrigues da Cruz, Josilda, Joel Aguiar, Gerusa Pereira, Marocas Fidelis e outros) que ajudaram a escrever nossa história deixando um rastro luminoso, com o trabalho, o talento e, acima de tudo com a luta para o engrandecimento desse abençoado torrão.

É o que atesta um verso do Hino do Centenário dê Maruim (1954) de autoria do poeta Freire Ribeiro. “Glória a ti Maruim altaneira/Que se orgulha de ter essa grei/Os teus filhos varões denodados/Os Titãs de Sergipe Del Rey”. Devemos encorajar os que já se sentem cansados das batalhas da vida, como também estimular os jovens que ensaiam os primeiros voos para transpor barreiras e alcançar um futuro de grandes realizações.

Receba Maruim o abraço de felicitações natalícias da Academia Maruinense de Letras e Artes, (AMLA).

Maria Lúcia Marques Cruz e Silva,

Professora, bióloga, pesquisadora em história e Presidente da AMLA.

Maruim, 5 de Maio de 2020.

É com profunda tristeza, que a Academia Maruinense de Letras e Artes, (AMLA), na pessoa de sua presidente Maria Lúcia Ma...
28/04/2020

É com profunda tristeza, que a Academia Maruinense de Letras e Artes, (AMLA), na pessoa de sua presidente Maria Lúcia Marques Cruz e Silva, comunica e lamenta o falecimento de Maria Lindinalva Santos Florentino, a professora Linda, aos 72 anos. Dificilmente alguém via Linda triste. A família perde seu maior tesouro. Os filhos perdem a sua pérola mais preciosa. Maruim está de luto! A Educação da cidade está de luto por ter perdido a filha e a professora que amava tanto Maruim e sua profissão.

Que Deus fortaleça à todos. Recebam as condolências de todos que fazem a AMLA. .

Maruim, 27 de Abril de 2020.
Maria Lúcia Marques Cruz e Silva - Presidente

NOTA DE PESAR A Academia Maruinense de Letras e Artes, (AMLA, na pessoa de sua presidente, Maria Lúcia Marques Cruz e Si...
09/04/2020

NOTA DE PESAR

A Academia Maruinense de Letras e Artes, (AMLA, na pessoa de sua presidente, Maria Lúcia Marques Cruz e Silva, lamenta profundamente o falecimento do empresário, escritor, poeta, jornalista e imortal da Academia Sergipana de Letras, Estácio Bahia Guimarães.

Nossos sentimentos aos familiares e amigos. Sergipe perde um grande vulto, entretanto, o Céu, bem mais profundo, ganha uma estrela.

Requiescat In Pace.

Maruim, 09 de abril de 2020.

28/03/2020
26/03/2020

MUNDO DOS MICRÓBIOS: fascina e aterroriza | Por Lúcia Marques


Cresci com medo da morte porque semanalmente, quando aluna do Grupo E. Padre Dantas, acompanhava enterros de anjos ao cemitério da cidade. A tuberculose, gripes, bronquite, asma e pneumonia escreveram dezenas de óbitos de crianças, jovens, adultos e idosos, nas décadas de 195O e 196O, conforme livro de Registro de Óbitos de Maruim. Cidade que nasceu em meio ao Cólera morbus, Hanseníase, febres, impaludismo e diversas endemias.

Em casa, quando criança, meu pai proibia gelados “para proteger os pulmões” e não pegar tuberculose. Um martírio!! Quando adolescente, pensando em socorrer alguns idosos asmáticos, que desmaiavam perto de casa, fui aprender aplicar injeção na Farmácia Globo de Gamaliel Souza (In Memoriam), gerenciada por Edson Marques (Son). Ali tive as primeiras aulas da “Farmacologia Prática Interiorana”. Aquela ambiência era para mim o “Laboratório de Louis Pasteur”. Um recreio científico para uma menina curiosa, principalmente o depósito cheio de frascos de bocas largas, com fórmulas que alentavam dores e salvavam vidas.

Naquela época, presenciei manipulações com uma droga similar ao HIDRÓXICLOROQUINA QUE SE INDICAVA PARA MALÁRIA e outros males indesejados.Hoje, ela é MANCHETE e noticiada em rede nacional, alguns defendendo seu uso para destruir a potente cápsula do Vírus Corona. Essas noticias trouxeram à tona capítulos marcantes de uma existência: as doenças que enlutaram as fatídicas décadas citadas; as aulas de Microbiologiana UFS, sob a batuta do prof. Dr. RAIMUNDO ARAUJO, com sua cara carrancuda que fazia tremer as mãos na hora das provas práticas, o cheiro do autoclave esterilizando a vidraria tomava toda a sala, o odor de fibras de asbestos queimadas se misturava com lascas de rapadura, que a colega NARLY Pinto distribuía sorrateiramente. Momentos desafiadores debaixo dos perigos de contaminação. Vão longe os temores inocentes por conta da idade.

No entanto, o MEDO DE FICAR DOENTE AGORA PELO CORONA VÍRUS ATERRORIZA AINDA MAIS, EM VISTAS DE ESTAR INSERIDA EM GRUPO DE RISCO. Em síntese, tudo está diretamente ligado ao temor de se pegar DOENÇAS DO PULMÃO. Mazelas que rondaram a infância de toda a geração de conterrâneos de Maruim e decerto de Sergipe.

Lamentando as milhares de vidas ceifadas, espero que a população mundial, do Brasil, de Sergipe e de Maruim, em especial as crianças, consigam vencer essa terrível MOLÉCULA VIRAL. E, que no futuro, como faço agora registrem em seus escritos a terrível PANDEMIA envolta em gratas MEMÓRIAS.

Maruim, 26 de Março de 2020,

Maria Lúcia Marques Cruz e Silva é Bióloga e Pesquisadora em História da Universidade Tiradente, (UNIT) e Presidente da Academia Maruinense de Letras e Artes, (AMLA).

27/12/2019

MARUIM, O RIO GANHAMOROBA E SUA GENTE: uma trilogia perfeita



Por Maria Lúcia Marques Cruz e Silva
(Presidente - AMLA)





No primeiro dia de aula, no Colégio Estadual Atheneu Sergipense, a professora Maria Augusta Lobão Moreira, passando os olhos nas folhas da caderneta de chamada, gostava de indagar a procedência de seus alunos. Decerto, uma prática corriqueira, com o intuito de fazer uma prévia avaliação, por saber que aquela tradicional Casa de Ensino recebe estudantes de diversos municípios de Sergipe e dos estados vizinhos.

Ao ouvi-la pronunciar Maria Lúcia Marques Cruz (nome de solteira), levantei-me e falei com um certo orgulho, como sempre fazem os bairristas: eu nasci em Maruim, a princesa do Ganhamoroba. Na época, somente eu sabia do valor histórico dessa cidade por ouvir, quase que diariamente, meu pai falar.

Com todo respeito às pessoas nascidas em outras plagas desse Estado, acredita-se que os maruinenses foram os precursores do sentimento de amor pátrio que se denominaria SERGIPANIDADE. Mesmo as pessoas oriundas de famílias simples e desprovidas de Capital de Relação, no dizer de Pierre Bourdieu, em qualquer lugar que chegavam, exibiam o nome dessa terra como se fosse a própria identidade, ou mesmo um troféu.

Na sala, alguns colegas sussurraram, mas deu perfeitamente para identificar: “terra de caranguejo”, “Lá só comem goré”. Alguns colegas nascidos em Itabaiana (cidade com boa representatividade) falaram: “Temos a serra mais bonita”. Nessa época, a política fervia e eles citavam orgulhosos os seus líderes: Euclides Paes Mendonça, Manuel Teles, Chico de Miguel, Antonio Torre, entre outros.


Com a insegurança própria da adolescência, comecei a enumerar fatos, figuras e alguns patrimônios ligados à História de Maruim: minha cidade sediou consulados e vice-consulados, é a única que ostenta um Gabinete de Leitura, tem o Parque Otto Schramm (onde funcionou o consulado alemão), a igreja matriz muito bonita, tem um relógio, que veio de Hamburgo; o Grupo Escolar Padre Dantas, onde cursei o primário, parecia um palácio; em Maruim nasceu e viveu muita gente que se destacou em níveis internacional, nacional e regional.

Com entusiasmo, citei a família Schramm, o Barão de Maruim, Deodato Maia, Alberto Deodato Maia Barreto, Alberto Campos, Cleômenes Campos e outros, buscando subsídios em defesa da amada terra e o orgulho de tê-los como gente daqui. No curso ginasial (atual Ensino Fundamental), a professora Maria Auxiliadora Paes de Santiago exigia estudos biográficos dos intelectuais maruinenses, por isso, eles estavam fresquinhos na mente.


No segundo dia de aula, a mesma mestra no Atheneu, na hora da chamada, ao falar os nomes dos alunos, fazia referências aos familiares deles, enaltecendo a genealogia de alguns. Lembro que na página anterior à minha estava um aluno que ficaria conhecido no meio político sergipano: Luiz Antônio Mitidieri (da cidade de Boquim). Ao pronunciar esse nome, a mencionada educadora se expressou com admiração: “Você é filho do Dr. Bernardino”? Ela demonstrou satisfação em ser professora do filho de uma pessoa conceituada. Na verdade, aquele jovem não carregava somente o peso de ter um pai médico e político famoso, mas também por ser filho de outra figura que merece similar distinção. Trata-se da devotada professora Vanda Mitidieri (sua mãe). Era comum, naquela época, os professores, até no ensino superior, fazerem de público deferências à linhagem familiar de seus pupilos.


Na sequência, após ecoar Maria Lúcia Marques Cruz, mesmo sem ela perguntar quem era meu pai, meio encabulada falei: Eu sou filha do barbeiro Adalberto Cruz. Remetendo-se para o agora, é ele que, de forma digna, é o patrono da cadeira que ocupo. E o escolhi não apenas porque se trata de um pai biológico, mas, sobretudo, por ter sido o grande incentivador para estudar Maruim.

Caso essa situação, acontecesse nos dias atuais, com certeza, além dos nomes já elencados como signos de uma das cidades mais importantes da região Cotinguiba e de Sergipe, acrescentaria nomes das pessoas escolhidas para batizar as cadeiras da AMLA. Compõe o seu sodalício uma plêiade de cidadãos que enobrecem o nome dessa agremiação, dos próprios acadêmicos, da cidade de Maruim e, com certeza, do Estado de Sergipe.

A começar pelo patrono geral da AMLA, o Comendador João Rodrigues da Cruz, patrocinador do GLM, em 1877 (prova inconteste da grandeza intelectual de Maruim) e do Instituto Cruz (1902). Esta foi uma das primeiras escolas de Contabilidade de Sergipe, devido ao florescente comércio com firmas importadoras e exportadoras. João Rodrigues, em companhia do irmão, o médico Dr. Thomaz Rodrigues da Cruz, ambos procedentes de Londres e Paris, escolheram morar em Maruim, no ano de 1875, por ser uma cidade de boas perspectivas econômicas. A família Cruz, de onde descende a benemérita Maria da Cruz Prado (Dona Marieta das Pedras, esposa do Coronel Gonçalo), muito colaborou em projetos socioculturais em Aracaju, a exemplo da Fundação Manuel Cruz, que fez nascer o Hospital São José.

Décadas depois, os irmãos Cruz impulsionaram o progresso do Estado, por terem visão empreendedora. João Rodrigues e Dr. Tomaz saíram de Maruim para instalar em Aracaju a primeira Indústria Têxtil de Sergipe – A Sergipe Industrial – em 1882 (hoje Parque Shopping Aracaju do nosso confrade Albano Franco).

Sabe-se que, inicialmente, essa fábrica foi programada para produzir sacos de aniagem para atender à grande demanda da produção açucareira de Sergipe, que era exportada até para a Europa. Após a morte de João Rodrigues (1884), a fábrica passou a ser administrada por Dr. Thomaz Cruz, José Augusto Ferraz e seu filho Thales Ferraz, engenheiro têxtil formado em Manchester, na Inglaterra.

As águas do Rio Ganhamoroba, sua flora e fauna características testemunharam os faustos anos dessa região, cujos saveiros, abarrotados de sacos de açúcar, foram cantados e declamados pelos escritores locais. Entre os poetas cita-se Cleômenes Campos, que teve obras premiadas em concurso da Academia Brasileira de Letras, na década de 1920).

No tocante à localização geográfica de Maruim, o médico alemão Robert Christian Barthold Avé-Lallemant (1812-1884), quando aqui passou em 1859, assim se referiu: “É impossível acreditar como é que fundaram uma cidade entre os rizóphoros”. Isto é, dentro do mangue. O olhar clínico desse cientista registrou em seu diário plantas (begônias trepadeiras, solanáceas, cana floridas). Citou a igreja da Boa Hora e, bem perto dalí, a casa dos Schramm, que ficava na entrada da cidade.

Realmente, Maruim emerge ornada pelo manguezal, com espécies vegetais desse ecossistema (Lagunculárias, Avicênias e a clássica Rizóphora mangle). Esta planta, a mais conhecida, exibe raízes escoras, que servem de substratos, onde se fixam as larvas de ostras até a fase adulta. Servem de palco aos gorés e caranguejos, quando estão de andada, prestes a alimentar a população, independentemente de classe social.

Senhoras e senhores, que nos honram aqui com suas presenças, os colegas do Atheneu estavam corretos. Quem nasce nessa terra tem a felicidade de poder degustar não apenas o caranguejo e o goré, mas o camarão, a ostra, o sururu. Entre as espécies presentes da ictiofauna (peixes), tem-se a curimã (preferida do pai), Milongo e o Miroró. Este, com certeza, auxiliou a escolha da toponímia do rio, que banha a querida terra.

Discordando do insigne tupinólogo Dr. Theodoro Sampaio, há evidências de que o nome desse afluente do Rio Sergipe foi originado do peixe (Miroró). Ganha (quer dizer recebe) mais a palavra Miroró (que deu moroba) resultou no verbete Ganhamoroba e não do guaiamu, como afirma o mencionado pesquisador. Isso porque o peixe depende do meio aquático para viver e reproduzir, e o guaiamu cresce no apicum. É impossível dissociar o habitat das espécies que o identificam. Assertiva que se aplica também à espécie humana.
Para exaltar a população maruinense, escreveu o poeta Freire Ribeiro, em 1954, por ocasião do Centenário da cidade: “Glória a ti Maruim altaneira/Que se orgulha de ter essa grei/ Os teus filhos varões denodados/Os titãs de Sergipe Del Rei.

A cidade de Maruim gerou em seu ventre e adotou tantos filhos, que até perdeu a conta. São homens e mulheres do passado, que honram as gerações de hoje e do amanhã, por isso foram eleitos patronos das cadeiras que compõem o sodalício da AMLA. Nesse singular gradiente de personalidades que aqui nasceram e viveram, cabe salientar:

-Des. Joel Macieira Aguiar, patrono da cadeira nº 1 -(atualmente vaga).
-Cônsul Otto Schramm, patrono da cadeira N. 2, - ocupada pelo acadêmico Hefraim Vieira de Andrade.
-Profa. Mª Izabel Barreto, patrona da cadeira N. 3 - ocupada pela acadêmica Janyne Rossana Barbosa Feitosa Costa.
-Aureliano Queiroz, patrono da cadeira N. 4 – ocupada pela acadêmica Clea Brandão, sua neta.
-Evangelista Florença Pereira, patrona da cadeira N. 5 – ocupada pelo acadêmico Ermerson Porto Santos.
-Médico Dr. Thomaz Rodrigues da Cruz, patrono da cadeira N. 6, que é ocupada pelo acadêmico Eduardo Bittencourt,
-Barbeiro e memorialista Adalberto Cruz, patrono da cadeira N. 7 - Ocupada por Maria Lúcia Marques, a quem agradeço, os insistentes reclamos, pois foram a maior motivação para conhecer uma das mais belas trajetórias citadinas.
-Profa. Josilda de Melo Dantas, patrona da cadeira N. 8 - ocupada pela acadêmica Joelma Ferreira Martins Santos.
-João Gomes de Melo – Barão de Maruim, patrono da cadeira N. 9, que é ocupada pelo acadêmico, conselheiro do Tribunal de Contas, Dr. Carlos Pinna de Assis.
-Deodato Maia, patrono da cadeira N. 10, ocupada pelo acadêmico Guilherme da Costa Nascimento.
-Promotor Dr. Paulo Costa, patrono da cadeira N. 11, que é ocupada pela acadêmica, Desembargadora do TRT, Dra. Maria das Graças Monteiro Melo.
-O agente de Estatística Abdias Batista e Silva, patrono da cadeira N. 12, que é ocupada pelo acadêmico Everardo de Sena e Silva (seu filho)

Compõem também essa Agremiação membros Honorários, Beneméritos e correspondentes, a saber:

-Domingos Pascoal de Melo – Presidente de Honra da AMLA- um confrade amigo e presente nas atividades dessa agremiação.
-Jouberto Uchôa de Mendonça (patrono - Alberto Deodato)
-João Gomes Cardoso Barreto (Patrono -Josias V. Dantas)
-Salete da C. Nascimento (Patrono -Afonso de M. Chave)
-José Anderson Nascimento (Patrono-Luiz Antônio Barreto)
-Dênio Azevedo (Patrono-João Pereira Barreto)
-Aroldo Firpo Andrade (Patrono-João Firpo Filho
-José Luiz da Silva (Patrono-José de Freitas Leitão)
-Paulo Góis da Silva (Patrono- Aurélio Azevedo Barreto)
-Luciano J. dos Santos (Patrono-Joaquim José de Santana)
-Edileuza Santos Santana (Patrono-João Vieira dos Santos)
-Francisco Prado Dantas (Patrono-Alcebíades V. Dantas)
-Helmar Maynard de Faro (Patrono-Durval da C. Maynard)
-Edivaldo Vieira Messias (Patrona Mª das Dores V. Messias)

HOJE SE SOMAM NOVOS PATRONOS, COM AS POSSES DOS RESPECTIVOS ACADÊMICOS:

-Gonçalo Rollemberg do Prado, patrono da cadeira N. 13, que será ocupada pelo acadêmico governador Albano do Prado Franco.
-Maestro Joaquim José de Santana, patrono da cadeira N. 14, que será ocupada pelo também maestro Beethoven Sales de Assis,
-Felipe Tiago Gomes, patrono da cadeira N. 15, que será ocupada pelo professor Gilson Santos de Paulo.
-Jornalista Jurandir Santos, patrono da cadeira N. 16, que será ocupada pelo também jornalista Lohan Muller
-Padre Antônio Leonardo da Silveira Dantas, patrono da cadeira N. 17, que será ocupada pela professora Mestre Maria Amélia Silva Santos
-Profa. Maria da Glória Menezes Portugal, (GLORITA PORTUGAL) patrona da cadeira N. 18, que será ocupada pela biblioteconomista Maria Lo**ta Bomfim



Como o mais novo membro honorário da AMLA, cabe citar João Barbosa Pereira (da Academia Maçônica de Alagoas), e pai da confreira Janyne Barbosa. Ele, antes de ingressar na academia de Maruim, deu gratuitamente consultoria jurídica, elaborando o estatuto da AMLA, recém-aprovado e registrado no cartório de Maruim. Receba confrade, os cumprimentos de gratidão de todos que fazem essa academia.

Essa Associação literária, que tem como presidente de Honra Domingos Pascoal de Melo, reconhece o quão ele tem se devotado em prol das academias de letras de Sergipe. Esse incansável acadêmico da ASL tem se esforçado para estar presente em todas as cidades, por ocasião dos eventos literários. Pascoal já chegou a Maruim, demonstrando cansaço físico, por sair direto de outros compromissos da cidade de Itabaiana e daqui já foi diversas vezes para o sertão e Baixo São Francisco. Isso em reuniões mensais. Obrigada, amigo, por ser tão presente. Sei do seu amor pela causa que defendes e também do carinho especial que dedicas às terras maruinenses.

Já foi dito que “Sergipe e sua capital Aracaju muito devem a Maruim”. Essa cidade tem peculiares características fisiográficas. Ela carrega uma aura singular que fascina e faz transbordar emoções, arrastando para o seu seio pessoas de diferentes idades e estratos sociais. O escritor maruinense, o jurista Alberto Deodato, demonstrando um acendrado amor pátrio, publicou: Paris, Nova Iorque e Maruim.


Essa terra tem uma magia inexplicável, até mesmo nos momentos de dificuldades e atribulação. Quando o rio Ganhamoroba resolve abraçar a cidade nas históricas cheias que causam prejuízo e destruição, serviu de fonte inspiradora para o estudante Tauã Ricardo de Souza Soares. Ele ganhou o primeiro lugar (Prêmio de Hum mil reais doados pela família Firpo), no I Concurso Literário da AMLA, em 2018, com o poema: A ENCHENTE.

Esse estudante do Colégio Municipal São José conta um pouco das agonias do povo, em 28 de maio de 2008, quando o rio transbordou causando estragos nas residências, que ficam nos locais mais baixos. Fala da importância do apoio que recebeu do prefeito Jeferson Santana. E Tauã finalizou o que sentiu naquele dia inesquecível: “Em meio às aflições que não se espera passar/ Sabe-se que a vida é assim/ Com enchente ou sem enchente/Eu não deixo Maruim”. Parabéns mais uma vez, caro estudante. Você e seus colegas serão o futuro da AMLA.

No espectro da História de Sergipe, Maruim, o rio ganhamoroba e sua gente são sinônimos. A jovem estudante que frequentou o Atheneu na década de 1960 não se abateu quando disseram, em tom pejorativo, que ela só comia caranguejo e goré. Além da própria terra natal, esses exemplares da natureza são tão inspiradores que foram, no passado, imortalizados na poesia de muitos escritores, a exemplo do jurista maruinense Alberto Deodato:
“Na baixa mar eu vadiava o rio. Atolava-me no seu leito vazio, sol a pino, pegando caranguejo escondido no lamaçal. Não foi só o rio que fez os encantos da minha juventude, foi toda minha cidade bonita”.

Obrigada,

*Discurso de Lúcia Marques na posse dos novos acadêmicos da Academia Maruinense de Letras e Artes.

MARUIM, 27 de NOVEMBRO de 2019

Endereço

Gabinete De Leitura De Maruim. Praça Barão De Maruim S/N
Maruim, SE
49770000

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Academia Maruinense de Letras e Artes posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar