Economia e o Mundo

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22/03/2017

A "reforma" da Previdência é mentira ou brincadeira de mau gosto?
O governo diz que o déficit da Previdência este ano será R$ 149,7 bilhões de reais. É mentira ou é brincadeira de mau gosto?. É uma ficção contábil? Não tem nada a ver com viabilizar a aposentadoria dos brasileiros no futuro. Nem com “fechar as contas”.
Não se trata da Previdência dar lucro, o problema hoje é que o raciocínio passou para o lado do “mercado” de como ela fosse uma empresa, como ela tivesse que garantir lucro ou prejuízo. Ela não é um setor industrial, ela não faz parte da contabilidade nacional para ajudar ou influenciar que a Balança de Pagamentos ou o próprio PIB (Produto Interno Bruto) gere superávit ou déficit, isso é coisas dos setores produtivos, setor Agrícola, Industrial, de Serviços, mas não é da Previdência Social.
O que está ocorrendo na atualidade é como se pergunta-se: O cemitério municipal de qualquer cidade está dando lucro ou prejuízo? Ou uma escola, colégio, faculdade, hospital público.
Por favor, entendam a Previdência Social é um DIREITO adquirido, porque a contribuição que nela feita é de forma compulsória, o trabalhador não tem o direito de recusar a não contribuir, a não ser que ele trabalhe sempre na informalidade.
- Previdência social ou seguro social é o programa de seguro público que oferece proteção contra diversos riscos econômicos (por exemplo, a perda de rendimentos devido a doença, velhice ou desemprego) e em que a participação é obrigatória. O seguro social é considerado um tipo de segurança social, e de fato os dois termos são por vezes usados como sinônimos.
Os programas de seguro administrados por um governo, assim como o seguro do setor privado, fornecem benefícios após a ocorrência de certos eventos segurados, por exemplo, o seguro-desemprego fornece benefícios se o segurado f**ar desempregado. Assim como programas de seguros do sector privado, apenas os cidadãos que contribuem para um programa de seguro social são elegíveis para receber benefícios do programa.
Aposentadoria não é um custo. É um reinvestimento do imposto na própria sociedade que pagou o imposto. Investimento no bem-estar dos brasileiros, que deve ser prioritário, acima de qualquer outro. Com impacto direto na saúde, na educação, na segurança.
No Brasil, a Previdência Social é um direito social, previsto no art. 6º da Constituição Federal de 1988 entre os Direitos e Garantias Fundamentais, que garante renda não inferior ao salário mínimo ao trabalhador e a sua família nas seguintes situações, previstas no art. nº 201 da Carta Magna.

Outro ponto que pode se comentar que a "reforma" é ineficiente. Se o governo quiser de fato botar as contas do país no azul, precisa é pagar menos juros e aumentar a arrecadação. O Brasil pagará mais de R$ 500 bilhões de juros esse ano! Derrubar os juros deveria ser a prioridade zero.
Quando atividade para aumentar a arrecadação, o primeiro passo é muito simples basta cobrar as empresas que devem o governo, inclusive os sonegadores da previdência.
E cobrar o imposto de renda diferenciado dos que são mais ricos próximos aos padrões internacionais e o imposto de herança, e, como se faz em todo o mundo, taxar os dividendos que as empresas pagam a seus acionistas. Nossa elite é a menos taxada do planeta.
Em resumo o brasileiro normal, os 97% da população pagam muito impostos. Quanto mais pobre, mais paga, proporcionalmente, porque tudo que se compra, do feijão ao remédio à eletricidade, todos os produtos e todos os serviços sofrem com os impostos “cascatas”.
Para ilustrar o outro lado que quase ninguém vê a economista Denise Gentil, da URFJ, levantou os seguintes dados: entre janeiro e outubro de 2016, os bancos venderam 21% a mais de planos nos fundos privados. Isso só por causa da perspectiva de aprovação dessa nova lei. Aprovada, vai gerar um lucro gigante para os bancos.
Por favor, não esqueçam, a Previdência não foi feita para dar lucro e sim garantir direitos para aqueles que contribuem para o crescimento do País.

31/01/2016

Hoje a matéria não terá um título, porque é uma resposta a pergunta do meu amigo Marcelo Oliveira da Cidade de Juiz de Fora - MG.
Se alguém mais quiser fazer alguma pergunta, por favor mande para: [email protected] no assunto: Economia e o mundo.
A pergunta do Marcelo Oliveira é: “O que o governo pode fazer para que os empresários passem a investir novamente para que gerem empregos?”. Já que argumentei que não existe uma política nacional.

Em um primeiro momento tem que se levar em consideração ou entender que a demanda ou procura agregada de um país é formada de bens e serviços que são constituídas por despesas com bens de consumo e gastos em investimentos. E o volume de gastos de investimentos ou de bens de capital depende das expectativas dos empresários em relação à lucratividade do empreendimento, que está vinculado em quê o mercado financeiro está oferecendo aos aplicadores.
Imagine que temos duas situações:
A) Abrir uma empresa que te dá lucro de 15% liquido ao ano. Mas você tem que trabalhar no mínimo 60 horas na semana.

B) Comprar títulos no mercado financeiro que dão um lucro liquido de 14,5% ao ano. Mas você tem que trabalhar 12 horas na semana.

Observação: a diferença nas taxas de 15% e 14,5% é de proposito. É para estimular o raciocínio, de como comporta um empresário, investidor ou mesmo um futuro empreendedor, pois existem outras considerações, não somente o financeiro.

Voltando a pergunta, ou seja, normalmente se o rendimento com o investimento planejado for inferior ao esperado com os papéis no Mercado financeiro (a taxa de juros), vamos supor que a empresa da um lucro de 13%, contra os 14,5% do mercado financeiro. O empresário irá preferir a segunda opção. E consequentemente os empresários deixarão de comprar máquinas e equipamentos, de alugar lojas e galpões, abandonarão a intenção de expandir a empresa já existente e muito menos contratar trabalhadores.

O volume de investimento depende, portanto, dos lucros esperados com os projetos de investimentos, comparados ao rendimento proporcionado pelo mercado financeiro.

Como a política nacional não está clara para os investidores, eles dentem preferir a investir fora do Brasil.

Um país que está com as taxas inflacionárias aumentando constantemente, f**a muito difícil para os administradores poderem planejar os custos das empresas, sempre gastando tempo para replanejar, ou tendo que aumentar o quadro de funcionários para remarcar os preços finais no final de cada analise de custos, quando a inflação é alta isso passa ser uma atividade diária! Década de 90 no Brasil, sendo assim sua margem de lucro dente a diminuir rapidamente.

Outro ponto é a taxa de desemprego aumentando, isso leva diminuir os salários, muita gente procurando emprego maior opções de escolha para aqueles que contratam e melhor possibilidade de oferecer menores salários. Que na prática representam menos moedas circulando.

O que signif**a menos moeda circulando? Leva consequentemente a diminuição dos produtos que as empresas irão disponibilizar, vão diminuir a produção. Com menos produtos, menos compra. Menos compra, pouco lucro, com pouco lucro, maior analise entre a taxa de lucratividade da empresa X as taxas que o mercado financeiro está oferecendo aos aplicadores.

É a ciranda que estamos vivendo no Brasil.
O remédio para isso, em minha opinião de forma imediata e urgente:
- Diminuir os impostos sobre a contratação de mão de obra, incentivar as pessoas aposentar por tempo de serviço e com a restrição que não podem voltar ao mercado de trabalho pelo menos nos próximos 18 meses.
- Aumentar o imposto de renda de forma proporcional para aqueles que ganham mais de 15 salários mínimos mensais.
- Aumentar os impostos sobre bens de luxo (carros, iates, barcos, quadros, casas, fazendas, criação de cavalos) valores de bens que ultrapassem a R$ 250 mil reais a unidade.
- Diminuir os impostos para financiamentos da compra da casa própria, apartamentos, lotes, sítios para a primeira propriedade.
- Diminuir os impostos sobre a compra do primeiro carro e moto, principalmente se for para trabalho.
É o que penso!
Espero que tenha respondido a pergunta! E obrigado pela participação.

21/01/2016

Urubus de mau agouro!

O Fundo Monetário Internacional (FMI) emitiu parecer nada favorável a economia brasileira para 2016. O ano mal se inicia e as noticias são nada animadoras. Pela a previsão do Fundo em outubro de 2015 era que o Brasil tivesse uma contração de 1% em 2016 e agora anuncia um possível encolhimento de 3,8%. Isso porque continua ancorado na incerteza política ou pela falta de política e as repercussões da investigação da Petrobras. Somando a isso, se junta às expectativas nada animadoras em relação aos crescimentos das economias dos países “emergentes” que foram previstas em outubro. Além da falta de crescimento signif**ativo dos Estados Unidos e ainda as quedas constantes do preço do petróleo.
O resumo da ópera é que a situação não está boa e tende a piorar! O Problema é que a receita que o FMI propõe no meu ponto de vista, é nada inovadora, é a velha receita de cobrar e não apresentar solução. Ou fala um monte de coisas que signif**am tudo e nada ao mesmo tempo!
“O FMI destacou em seu relatório a necessidade de gerenciar as vulnerabilidades e reconstruir a resiliência contra potenciais choques, impulsionando ao mesmo tempo o crescimento dessas economias, aumentando as exportações de commodities, reduzirem os gastos públicos enquanto se eleva sua eficiência e fortalecer as instituições fiscais".
É uma mesma receita para que todos os países adotem independentemente da atual situação política e econômica do mesmo ou suas características. Falando no “economês” sem levar em conta suas vantagens comparativas relativas e sem levar em consideração as inovações tecnológicas possíveis. O que quero dizer com isso, não podemos nos comparar a países como Índia, Rússia e muito menos com a China.
Uma coisa é certa temos que olhar o mercado mundial ou a tendência do mercado, mas temos que dar mais ênfase na construção de uma política nacional para podermos resolver os problemas domésticos. Situação que nossas autoridades estão sem rumo.

22/12/2015

Bolo de “Laranja” ou de “Chocolate”

O Que Mudou com a saída do Ministro Levy que falava o mesmo discurso que o atual está falando!
Eu particularmente no consigo entender, vou tentar exemplif**ar a situação. Você quer comer “bolo de laranja” e continua utilizando a receita do bolo de chocolate com todos os ingredientes do bolo de chocolate, como vai conseguir fazer o bolo de laranja?.
A não ser que... “diz que vai utilizar a receita de bolo de chocolate, mais na realidade vai utilizar a receita do bolo de laranja, já que os ingredientes estão todos juntos e alguns são bem parecidos e quem olha de longe não vai poder identif**ar o tipo de bolo que vai fazer: - primeiro não vai permitir que olhem a massa que está sendo feita, segundo quando estiver pronta vai coloca-la escondida na forma, e as pessoas vão ter que esperar para saber até estar pronto! Ou tentar descobrir pelo cheiro, por palpite, por adivinhação.
Levando em consideração este raciocínio, a politica econômica brasileira vai de mal a pior, ou para muito “PIOR”, digo de passagem!
Isso devido que, a desconfiança dos agentes econômicos em relação ao Novo Ministro aparentemente é maior que a do antigo, sendo que o atual é mais político. No discurso apresentado ontem pelas redes de televisão nacionais, deram a ideia de continuidade na política econômica, mas surge uma pergunta. Levy saiu por quê? Se o novo ministro vai dar continuidade às políticas e a menos de um mês a Dilma falava em todos os lugares que ia, que ele permaneceria na pasta porque o governo confiava em suas decisões. E agora sai? Estamos na véspera de natal ou do primeiro de abril?
Será que os nossos governantes estão realmente preocupados em quais direção vão às políticas econômicas e quais as consequências que isso vai trazer para o mercado que está muito lento em sua recuperação!
Vimos que a desconfiança do mercado está aumentando, depois de uma conferência do Ministro Barbosa com investidores estrangeiros o dólar subiu - o discurso que era para melhorar as expectativas econômicas pelo visto foi nula, ou melhor, alertou os estrangeiros que estamos sem controle, sem uma política econômica voltada para resolver ou amenizar os efeitos dos problemas econômicos e ao contrário a pouca que existe é utilizada para fins políticos de barganhas de favores nos bastidores em Brasília - a Bolsa fechou em baixa.
Creio que o Ministro Barbosa chegou tarde de mais, a não ser que o Governo tenha alguma “carta na manga”, os indicadores econômicos estão piores a nível macroeconômicos (Federal) e a nível macroeconômicos estaduais, pois têm Estados que estão “quebrados” como o Rio de Janeiro, que não estão conseguindo pagar suas obrigações primarias, que são os salários dos seus servidores, fechando hospitais públicos: por falta de médicos, enfermeiros e medicação. Fora isso, todo crescimento no surgimento de novos empreendedores do governo Lula, principalmente os pequenos, agora estão fechando os seus negócios, o desemprego está descontrolado, a inflação ultrapassou os dois dígitos e o dólar....
Que bolo que vai sai dessa cozinha?

25/09/2015

A Crise continua... E até quando a população vai aquentar estes “remédios paliativos” tomados pela atual equipe econômica que só aumentam o sofrimento desse povo tão sofrido?

A crise de 2008/2009 afetou particularmente a indústria, mas o consumo doméstico ainda estava em crescimento e ajudou na recuperação. Já a crise atual atinge toda a economia e vem afetando o emprego e a renda da população bem mais signif**ativamente. Tanto os investimentos como o consumo das famílias estão diminuindo. Além disso, a crise política, que não existia na crise anterior, tem aumentado à incerteza com relação à recuperação.

Os brasileiros veem seu poder de compra cair e seu nível de endividamento aumentar. O estudo 'Retratos da Sociedade Brasileira' trouxe ainda um dado mais alarmante neste mês de setembro que 57% da população está precisando mudar hábitos de consumo para conseguir sobreviver, ou seja, conseguir “virar” o mês. É o resultado obtido pela pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) junto com o Ibope, o levantamento ouviu mais de 2 mil pessoas de 141 municípios no período de 18 a 21 de julho sobre três questões: mercado de trabalho; renda e endividamento; e consumo.
A pesquisa mostra que, ao serem questionados se concordavam com a frase "O Brasil está vivendo uma crise econômica", 86% dos entrevistados responderam sim, que concordavam. Mais do que isso, o número de pessoas que enxergam a situação econômica do País como ruim ou péssima aumentou consideravelmente. Agora, 66% da população tem essa avaliação, contra os 21% verif**ados em setembro de 2013.
O efeito da crise sobre o emprego é uma preocupação. Para 59% dos entrevistados, o desemprego aumentou muito, enquanto 18% afirmam que ele aumentou um pouco. Um total de 76% se diz preocupado em f**ar sem trabalho, perder o emprego ou ter que fechar seu negócio nos próximos 12 meses. Outro dado revela que 44% dos entrevistados afirmam que ele ou alguém de sua família perdeu o emprego nos últimos 12 meses.
O impacto da perda do emprego é mais sentido pelas famílias do Sudeste, onde 46% dos consultados relataram demissão de pelo menos um familiar.

Segundo ainda a pesquisa, diante da perda do emprego, nos últimos 12 meses, 48% dos brasileiros buscaram trabalho extra para complementar a renda e, em 40% das famílias, pessoas tiveram que voltar a trabalhar para ajudar com as contas da casa.

Quanto ao futuro, as expectativas não são boas e mostram que os entrevistados acham que tudo pode f**ar pior. De uma maneira geral, o brasileiro não acredita numa solução para a crise no curto prazo. Mais da metade (54%) dos entrevistados acham que a economia vai piorar nos próximos 12 meses e 19% que nada vai mudar.

Endividamento
A pesquisa ainda relata que 37% afirmam ter adquirido dívidas nos últimos 12 meses para cobrir suas despesas ou de sua família. Pelo estudo, f**a constatado que o número de pessoas que contrai dívidas para pagar contas vem aumentando: passou de 30% em setembro de 2012 para 34% em setembro de 2013, chegando agora a 37% em junho de 2015.
Nos últimos 12 meses, 34% dos brasileiros f**aram mais endividados, sendo 11% muito mais endividados e 23% mais endividados. A maior parte das dívidas assumidas não foi planejada, segundo 53% das respostas.

E uma das perguntas que mais me chamou atenção na pesquisa foi sobre o grau de facilidade para pagar seus empréstimos, parcelamentos ou financiamentos, 20% afirmaram que está muito difícil, 36% afirmaram que está difícil e 33% que está razoável, totalizando 89% de pessoas com alguma dificuldade de quitar suas dívidas.

Consumo
A pesquisa ainda mostra que 57% dos brasileiros alteraram hábitos de consumo ou planejamento financeiro em função da crise e que outros 21% disseram que pretendem alterar. O estudo mostra, por exemplo, que 16% das pessoas mudaram de residência para reduzir custos e 13% tiraram os filhos de escola privada para escola pública nos últimos 12 meses.
Segundo a pesquisa, mais brasileiros estão ajustando seus hábitos do que na crise de 2008/2009, quando 30% disseram ter ajustado seus hábitos e no máximo 27% pretendiam alterar.

Lojas fechadas
Em muitos casos, a situação é tão dramática que inviabiliza o negócio. Na cidade do Rio, 1.280 lojas fecharam nos primeiros cinco meses deste ano, alta de 33% em relação a igual período de 2014, segundo levantamento do Sindilojas Rio.
“Considerando a média de funcionários, isso signif**a entre 13 mil e 20 mil demissões”, afirma o presidente da entidade, Aldo Gonçalves.
Nem o comércio popular escapa do mau momento. No Saara, tradicional centro de compras no centro carioca, pelo menos 100 lojas estão à venda, algo incomum para a região. “A economia do Rio tem um agravante, é muito voltada para o petróleo, e o preço está em queda. E ainda tem a corrupção na Petrobrás”. Gonçalves.

11/09/2015

De janeiro a julho de 2015 no Brasil mais 494 mil pessoas f**aram desempregadas.

O dado mais recente disponível mostra que somente nos oito primeiros meses deste ano foram fechadas 494 mil vagas de trabalho, segundo levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
E para o ministro Manoel Dias o cenário em 2015, “afirmou que o saldo de empregos formais de agosto, que será apresentado no meado de setembro, deve ser negativo. Dias espera que os números do Caged do mês passado apresentem uma queda menos intensa que a registrada em julho, quando houve retração de 158 mil postos”.
O mesmo relatório traz os dados referentes ao ano de 2014, analisando a criação de novos postos de trabalho.
E de acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), no ano passado o Brasil gerou 623.007 vagas formais de emprego, o pior resultado anual desde 1999.
E ao analisar por setor e regiões os resultados apresentados pela RAIS, não são nada animadores, apesar de que, o cenário foi melhor do que as expectativas para este ano.
A indústria foi o setor com o pior desempenho na geração de empregos formais. No ano passado, o setor fechou 121,7 mil vagas.
Houve queda em 11 das 12 áreas que integram a indústria de transformação. O único ramo com desempenho positivo foi o da indústria de produtos alimentícios, com crescimento de 2,2%.
O levantamento mostra, entretanto, que cinco dos oito setores da economia apresentaram saldo positivo no ano passado. O destaque ficou com o setor de serviços, que criou 587 mil vagas, seguido do comércio, que abriu 217 mil novos postos.
Na separação regional, o Nordeste apresentou o melhor resultado, com a abertura de 206 mil vagas em 2014. O Sudeste ficou na segunda posição, tendo criado 169 mil empregos, seguido da região Sul, com 135 mil vagas. O Norte teve saldo positivo de 58 mil empregos e o Centro-Oeste gerou 54 mil vagas.
Os Estados que mais criaram empregos em 2014 foram São Paulo (87 mil), Santa Catarina (63 mil), Bahia (57 mil) e Ceará (56 mil). A única unidade federativa que fechou vagas no ano passado foi o Amazonas, com menos 1,5 mil postos formais.
Esperamos que possam surgir algumas medidas governamentais que alavanquem a economia e possam surpreender as expectativas negativas esperadas pelos especialistas em Economia do Trabalho.

A CPMF e Você. Hoje nos principais jornais anunciaram que o Governo Federal vai utilizar mais uma medida que em minha op...
28/08/2015

A CPMF e Você.

Hoje nos principais jornais anunciaram que o Governo Federal vai utilizar mais uma medida que em minha opinião “vai agravar o desemprego” a recriação da CPMF. Na realidade nada é novidade depois que os setores de músicas, cinemas e novelas, estão regravando antigos sucessos para garantir o “novo sucesso”.
Infelizmente no mundo econômico certas medidas têm consequências desastrosas. Não são como uma música que termina em 3 ou 4 minutos, ou um filme de longa duração de 3 a 4 horas ou mesmo uma novela se o público não gostar, o projeto pode ser reduzido de 6 meses para 4 meses.
Perdoe-me, a minha pobre ilustração acompanhada do meu português nada erudito. E minha pitada de indignação como brasileiro. É que estamos enfrentando uma crise “moral” mais que as crises econômica e financeira, propriamente dito. “Não estou falando que elas não existam”.
Voltando a CPMF, pela proposta será cobrado 0,38% sobre cada movimentação financeira, a mesma alíquota que vigorava em 2007, quando a contribuição foi extinta. A decisão foi tomada ontem na quinta-feira dia 27/08/2015, pela equipe econômica e pela presidente Dilma Rousseff. A justif**ativa é que a CPMF é fácil de arrecadar, ajuda a combater a sonegação e tem menor impacto inflacionário do que outras.

Vamos entender o que é a CPMF e um pouco de sua história, baseando no artigo de Helena Daltro Pontual.*

A Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira foi uma cobrança que incidiu sobre todas as movimentações bancárias, exceto nas negociações de ações na Bolsa, saques de aposentadorias, seguro-desemprego, salários e transferências entre contas-correntes de mesma titularidade.
Ela foi aprovada em 1993 e passou a vigorar em 1994 com o nome de IPMF (Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira). Nessa época, a alíquota era de 0,25% e sua cobrança durou até dezembro de 1994 quando, como já estava previsto, o imposto foi extinto.
Dois anos depois, em 1996, o governo voltou a discutir o assunto, com objetivo de direcionar a arrecadação desse tributo para a área da saúde. A partir desse momento, foi criada de fato a CPMF, que passou a vigorar em 1997 com alíquota de 0,2%.
Em junho de 1999, a CPMF foi prorrogada até 2002, sendo que a alíquota passou a ser de 0,38%, e o objetivo alegado para essa elevação foi o de ajudar nas contas da Previdência Social. Em 2001, a alíquota caiu para 0,3%, mas, em março do mesmo ano, voltou a ser fixada em 0,38%. Em 2002, a CPMF foi prorrogada, o que ocorreu novamente em 2004.
A prorrogação da CPMF até 2011 foi aprovada pela Câmara dos Deputados na madrugada do dia 10 de outubro de 2007, em segundo turno, com 333 votos a favor (25 a mais do que o mínimo necessário), 113 contra, e duas abstenções. A matéria foi derrotada, no entanto, pelo Senado, na sessão plenária que começou no dia 12 de dezembro de 2007 e terminou na madrugada do dia seguinte. Nessa sessão, a prorrogação da cobrança da CPMF até 2011 perdeu. Com esse resultado, a cobrança de 0,38% relativa à contribuição deixou de ser feita a partir do dia 1º de janeiro de 2008.

Alguns números sobre arrecadação e aplicações da CPMF durante seu período de vigência, segundo informações do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).
* Arrecadação total da CPMF desde a sua criação, em 1996: R$ 201,2 bilhões;
* R$ 33,5 bilhões foram desviados da função de financiar o setor da saúde só na última década;
Fonte: * http://www12.senado.leg.br/noticias/entenda-o-assunto/cpmf
Como podem perceber se criam os impostos para gerarem fundos, para tampar “buracos” devido à má administração dos recursos e estes não são aplicados onde deveriam ser aplicados. Fora isso, geram mais inflação, porque os impostos em via geral, são repassados para os consumidores através dos preços dos produtos finais, (neste caso, é bom lembrar que não faz parte dos custos produtivos, mas da carteira de despesa) que deixaram de comprar ou adiaram a compra e consequentemente gera mais desemprego.

A CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) foi uma cobrança que incidiu sobre todas as movimentações bancárias, exceto nas negociações de ações na Bolsa, saques de aposentadorias, seguro-desemprego, salários e transferências entre contas-correntes de mesma titularidade. Ela foi a…

29/07/2015

Você está preparado para se aposentar ou se preparando?

É relativamente comum encontrar pessoas deprimidas por falta de atividade pouco tempo depois de se aposentarem. De forma geral o brasileiro não se prepara para a aposentadoria. Apesar de que em “rodas de amigos” aparece este tema, fazem muitos planos teóricos e nunca fazem um planejamento, ou seja, não passam para o papel.
Nossa educação formal nunca enfatizou a necessidade de pensar a vida pós-trabalho. Pois quando se para de trabalhar você passa a ter de 8h a 16h do dia livres, e sua rotina é totalmente desestruturada, como por exemplo: você levantava todos os dias as 06:00 da manhã, se preparava um café, tomava e saia para caminhar, 40 minutos depois retornava, se barbeava e tomava um banho e colocava seu uniforme e ia trabalhar. Caminhava uns 5 minutos para chegar ao ponto de ônibus ou pegava seu carro e uma hora e meia depois chegava ao seu destino final. Não vamos entrar na situação de estresse do transito ou simplesmente da procura de uma vaga para estacionar o carro ou dos ônibus sujos e cheios. E o processo no fim do expediente a volta para casa era mais ou menos parecido. O que fazer? Como preencher este tempo vago que surge de um dia para o outro?
No começo, talvez no primeiro e segundo ano, todos só pensam em descansar, e se libertar da corrente da rotina que o aprisionou por tanto tempo e o desejo de deixarem de ser dependentes do relógio fluir livremente.
É valido, mas com o passar dos dias um vazio, uma angústia por não ter o que fazer começa a tomar conta do recém-aposentado, e ele passa a ser saudoso da correia mencionada nos parágrafos iniciais.
Agora que chamei a sua atenção quero acrescentar a este problema um novo problema, que muitos não dão atenção até o tempo da aposentadoria chegar.

A importância do planejamento financeiro para a velhice
Quando se aposentam a maioria dos brasileiros vêem a renda diminuir consideravelmente. Muitos benefícios cessam. Benefícios estes que compunham as receitas mensais. O plano de saúde empresarial é cortado e se faz necessário adquirir um privado. O valor é alto, afinal se está velho e, portanto, se demanda mais cuidados. Os gastos com remédios também aumentam exponencialmente com a idade.
Já parou para pensar como vai ser sua velhice? Com quem poderá contar quando a idade chegar? Filhos, netos, sobrinhos ou irmãos, ou simplesmente pensou na necessidade de precisar dos cuidados de um cuidador de idosos? Uma pessoa que lhe faça companhia e lhe acompanhe nos lugares: médico, supermercado, passeios.

O cuidador pode ser simplesmente como companhia, um amigo. Mas também o idoso pode ser fisicamente dependente dele. Com a velhice o subir e descer escadas, o atravessar a rua e outras atividades corriqueiras se tornam difíceis.
Como estamos vivendo mais, estas são demandas do mundo contemporâneo. Uma realidade que deve ser pensada pelas pessoas. Você que é jovem hoje será um adulto amanhã e um velho depois de amanhã. A única forma de não f**ar velho é morrendo. Portanto, prepara-se para envelhecer enquanto há tempo.

Uma atividade para a aposentadoria

• Como você pretende preencher seu tempo após parar de trabalhar? Quem se aposenta ainda jovem pode se tornar um cuidador de idosos. É possível se aposentar e ainda ser útil servindo de companhia para um idoso e lhe ajudando em suas necessidades. É claro, continuar na ativa fazendo dinheiro.
• Você também pode pensar em atividades de tempo parciais. Um voluntário em uma ONG que realize um trabalho moralmente alinhado aos seus valores. Aconselhar pessoas, casais ou jovens como voluntário em uma igreja.
As atividades possíveis são diversas, mas devem ser pensadas. Elas precisam ir ao encontro do que lhe dá prazer. Afinal você é um aposentado e deve fazer somente aquilo que lhe deixa mais feliz.

A solidão é um fantasma que assombra muita gente e os idosos são os mais acometidos. A sensação de inutilidade, o olhar no espelho e ver que se está velho é algo que incomoda a muitos. Outros lidam perfeitamente bem com o envelhecer, já alguns não suportam tal destino.
Jovens e adultos entendam que a preparação para f**arem velho é uma necessidade e o planejamento financeiro para a velhice é tão necessário como a primeira.

18/04/2015

Esta é uma das explicações sobre a PL 4330!

De volta ao “CABIDE DE EMPREGO”

Na Bandeira Nacional – se não me falhe a memória está escrito.
ORDEM E PROGRESSO! Ou li errado? E na realidade está escrito "ORDEM E DESPROGRESSO"! Existe desprogresso? Ou f**aria melhor movimento retrógrado? Ou talvez andando para trás? Em relação aos direitos trabalhistas no Brasil.
Vamos definir o cabide de emprego - Cabide de emprego é uma empresa ou repartição pública que serve para dar emprego aos protegidos de políticos (filhos, sobrinhos, esposas, filhos de amigos e amigos). Por exemplo: Uma repartição pública que pode funcionar perfeitamente com 3 funcionários acaba tendo 18 ou mais, pois só 3 trabalham e os outros 15 praticam o desprogresso – “é todo aquele que ganha/recebe para não produzir nada ou “bater o ponto” ir passear.
A aprovação, na Câmara dos Deputados, do projeto de lei que regulamenta a terceirização no país acendeu um alerta no setor público. O PL 4.330 abre a possibilidade de terceirizar ilimitadamente tanto na iniciativa privada quanto em órgãos da administração pública indireta. A prática f**a liberada para as empresas públicas e sociedades de economia mista (empresas controladas pelo estado), como é o caso da Petrobras, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, dos Correios e do BNDES, entre outros órgãos.
Para especialistas em Direito Público, o projeto fere o princípio da meritocracia, pois faz com que os funcionários possam chegar ao setor público sem concurso, contrariando as determinações da Constituição.
“Este projeto tem uma constitucionalidade bem duvidosa. A terceirização já vinha acontecendo pelas empresas, mas agora ele legitima que ocorra também na atividade-fim”, afirma o advogado Sérgio Camargo, especialista em concursos públicos. (Fonte IG)
Na Petrobras.
De acordo com números divulgados pela Petrobras, até julho do ano passado a empresa contava com 86.108 efetivos e 360.180 terceirizados.
Não tenho mais nada acomentar!

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Mesquita, RJ
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