22/12/2018
Aos nossos mortos, nenhum minuto de silêncio, mas toda uma vida de luta.
João Maria Figueiredo, presente!
LUTO É LUTA!
Estamos finalizando um ano de sombras e incertezas. A insensatez e a irracionalidade encampam nosso mundo... nosso país. E para nos mostrar que esse buraco não tem fundo, surge mais uma tragédia em nossas vidas. O Movimento Policiais Antifascismo está de luto. Assim nos golpearam de forma muito baixa e dura. A perda de um lutador é doída na alma de todas e todos lutadores. Não sabemos medir ou descrever isso!
No dia de ontem, por volta das 16h, nosso camarada JOÃO MARIA FIGUEIREDO, CB da PMRN, foi executado por motivos ainda não esclarecidos. As informações nos apontam para um crime de mando com caráter político. Esperemos mais detalhes para saber as motivações. Mas independente disso, um combatente se foi. E todo o Movimento Policiais Antifascismo foi atingido.
Machucaram nossa alma. Mas esqueceram de considerar que somos eternos lutadores dos direitos, da democracia, da liberdade e de um mundo melhor! A vida que se foi sempre esteve marcada por essas lutas e defesas e seria então um contrassenso aceitarmos o golpe e recuarmos. Não! Peremptoriamente NÃO!
Vamos honrar a vida e a morte do nosso camarada! Com mais luta, mais enfrentamento, mais dedicação. Se pensaram que esmagando um os outros recuariam, ledo engano!
Temos a verdade do nosso lado! Tentaram calar uma voz, matando e ceifando a vida de um importantíssimo combatente. E que brilhante combatente! Imaginam que calaram sua voz e esqueceram que ela ecoará nas centenas de milhares de vozes de outros e outras combatentes, na luta por valorização dos policiais, na defesa das nossas demandas corporativas e singulares da segurança pública. Mas, sobretudo, na caminhada da defesa dos direitos humanos, da dignidade humana, da liberdade e da democracia.
A perda de um combatente não nos intimidará e não fará que recuemos um milímetro sequer. Vamos continuar intransigentes na luta pela desmilitarização da segurança pública, pelo fim da guerra às dr**as, contra a política de encarceramento em massa e na defesa intransigente dos direitos humanos. Mas, sem nunca deixarmos de defender a transformação e mudança radical da segurança pública, do sistema criminal, do modelo de polícia (lutando pela carreira única, o ciclo completo e o controle externo das policias e etc.), e a valorização salarial e humana dos policiais. Afinal de contas, somos e continuamos policiais! Policiais Antifascismo!
O luto nos acompanhará por muito e muito tempo. O suficiente para aprendermos a conviver com ele, sem abandonar nossas trincheiras de luta. Pois a caminhada é longa e os desafios enormes.
Precisamos levantar e continuar a batalha. E com certeza seria assim que ele, JOÃO MARIA FIGUEIREDO, desejaria que fizéssemos. E será assim que faremos! Pois, fomos forjados no enfrentamento e no combate das atrocidades que teimam em existir nesse mundo e jamais abandonaríamos a batalha.
A luta do Policial Antifascismo está para além do ódio e do discurso violento. A voz do Policial Antifascismo se irmana com outras vozes que há muito vem na defesa da liberdade, da solidariedade e dos trabalhadores, alertando e dizendo que não somos heróis, nem somos vilões! Somos trabalhadores, artesãos da segurança pública e defensores dos direitos humanos. E por isso a maior justiça que faremos nesse momento é aprender com a dor e continuar nossa brilhante e verdadeira jornada, ao lado dos que combatem o bom combate, no lamento da ausência física de um camarada presente.
João Maria Figueiredo! PRESENTE! HOJE E SEMPRE!