Laboratório de Neurofisiologia do Comportamento - UFF

O Projeto PSIcovidA elaborado por pesquisadores pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Fed...
21/08/2020

O Projeto PSIcovidA elaborado por pesquisadores pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), agradece a todos aqueles que já participaram desta pesquisa, no entanto, ainda não alcançamos o número necessário para análise dos dados. Precisamos MUITO de sua ajuda, por favor, preencha e compartilhe nosso formulário. Estamos investigando a saúde mental dos profissionais trabalhando em hospitais e unidades de pronto atendimento nesses tempos de pandemia. TODOS os profissionais que trabalham nesses locais, independente da função exercida, podem nos apoiar divulgando, compartilhando e/ou respondendo ao questionário através do link abaixo: https://forms.gle/Wn4mszPmXp6q1E628

Querid@s amig@s, precisamos de ajuda para divulgar o questionário abaixo. É um trabalho fruto de muitos anos de colabora...
16/06/2020

Querid@s amig@s, precisamos de ajuda para divulgar o questionário abaixo. É um trabalho fruto de muitos anos de colaboração com uma equipe multidisciplinar. Tese da nossa aluna Camila Gama. Compartilhe, por favor!

Esta pesquisa, elaborada por pesquisadores da UFF, UFRJ, UNIRIO, UERJ e UFOP, visa investigar a saúde mental dos profissionais atuantes em hospitais e unidades de saúde no combate ao novo coronavírus. Se você trabalha em hospital ou unidade de pronto atendimento, independente de qual função você exerce, por favor, responda e compartilhe o questionário abaixo. Você vai ajudar a entender os impactos da pandemia e auxiliar no planejamento de medidas de proteção. TODOS os profissionais estão convidados a responder.

Prezado profissional atuante em ambiente hospitalar ou unidade de pronto atendimento, Nós, pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)...

Querid@s amig@s, precisamos de ajuda para divulgar o questionário abaixo. É um trabalho fruto de muitos anos de colabora...
15/06/2020

Querid@s amig@s, precisamos de ajuda para divulgar o questionário abaixo. É um trabalho fruto de muitos anos de colaboração com uma equipe multidisciplinar. Tese da nossa aluna Camila Gama. Compartilhe, por favor!

Esta pesquisa, elaborada por pesquisadores da UFF, UFRJ, UNIRIO, UERJ e UFOP, visa investigar a saúde mental dos profissionais atuantes em hospitais e unidades de saúde no combate ao novo coronavírus. Se você trabalha em hospital ou unidade de pronto atendimento, independente de qual função você exerce, por favor, responda e compartilhe o questionário abaixo. Você vai ajudar a entender os impactos da pandemia e auxiliar no planejamento de medidas de proteção. TODOS os profissionais estão convidados a responder.

Prezado profissional atuante em ambiente hospitalar ou unidade de pronto atendimento, Nós, pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)...

05/10/2018

A obesidade é uma epidemia mundial, por isso o seu combate vem se tornando prioridade nas políticas públicas. Não é novidade que a forma que nos alimentamos possui influência direta nesse quadro. Com o estresse e correria do dia a dia acabamos buscando praticidade nas nossas refeições e os produtos ultraprocessados caem como uma luva, não é mesmo? São baratos, prontos para consumo e hiperpalatáveis. Além disso, costumam estar associados a um forte marketing.
As pistas visuais de comida são capazes de ativar áreas do cérebro subjacentes ao processo atencional, comportamento apetitivo e do centro de recompensa, além de provocar respostas ligadas ao engajamento de busca por alimentos e seu consumo. Afinal, precisamos nos alimentar para sobreviver. Evidências científicas vêm mostrando que pistas visuais de alimentos influenciam as nossas escolhas alimentares, a intenção de consumo e a percepção de sabor (1-5). A exposição a pistas de comida através da publicidade na televisão, por exemplo, desencadeia predisposições automáticas de consumo, indicando que pistas visuais de alimentos são utilizadas estrategicamente pelos anunciantes (6-8).
Tendo isso em vista o nosso grupo realizou dois estudos: o primeiro visava avaliar os impulsos apetitivos evocados por imagens de produtos ultraprocessados; já o segundo investigou se avisos textuais são capazes de reduzir os impulsos apetitivos e a intenção de consumo dos mesmos.
No primeiro estudo foi utilizado uma ferramenta psicométrica que assume que as emoções podem ser determinadas por dois fatores principais: a valência (o quão agradável ou desagradável) e a ativação (intensidade de ativação). A partir desta foi estimado os impulsos apetitivos associados a dezesseis produtos ultraprocessados. As imagens desses produtos geraram uma motivação apetitiva associada ao conteúdo nutricional, ou seja, quanto pior a qualidade nutricional, maior a apetitividade.
O segundo estudo utilizou-se dessas mesmas imagens para avaliar o impacto das advertências textuais sobre o impulso apetitivo. Cada participante foi exposto a dois exemplares de imagem do mesmo tipo de produto precedido por um texto de advertência ou um texto de controle. Depois de ver cada imagem exibida, os participantes relataram suas reações emocionais e sua intenção de consumir o produto. As advertências se mostraram eficientes na redução da intenção de consumo e da apetitividade evocada por produtos ultraprocessados.
Sendo assim, advertências podem ser uma estratégia de política pública para tentar conter o consumo de produtos ultraprocessados, que se mostram altamente apetitivos.
Quer saber do estudo com mais detalhes? É só acessar o link abaixo.
http://actbr.org.br/uploads/arquivo/1232_appetitive_drives_for_ultraprocessed_food_products_and_the_ability_of_text_warnings_to_counteract_consumption_predispositions.pdf

Referências:
1. Michel C, Velasco C, Gatti E et al. (2014) A taste of Kandinsky: assessing the influence of the artistic visual presentation of food on the dining experience. Flavour 3, 7.
2. Spence C (2015) Multisensory flavor perception. Cell 161, 24–35.
3. Jansen A (1998) A learning model of binge eating: cue reactivity and cue exposure. Behav Res Ther 36, 257–272.
4. Cohen D & Farley TA (2008) Eating as an automatic behavior. Prev Chronic Dis 5, A23.
5. Boswell RG & Kober H (2016) Food cue reactivity and craving predict eating and weight gain: a meta-analytic review. Obes Rev 17, 159–177.
6.Harris JL, Bargh JA & Brownell KD (2009) Priming effect of television food advertising on eating behavior. Health Psychol 28, 404–413.
7. Boyland EJ, Harrold JA, Kirkham TC et al. (2011) Food commercials increase preference for energy-dense foods, particularly in children who watch more television. Pediatrics 128, e93–e100.
8. Boyland EJ & Halford JCG (2013) Television advertising and branding. Effects on eating behaviour and food preferences in children. Appetite 62, 236–241.

Já parou para pensar que praticamente a todo momento somos tomados por nossas emoções?Seja quando estamos sozinhos, junt...
10/09/2018

Já parou para pensar que praticamente a todo momento somos tomados por nossas emoções?
Seja quando estamos sozinhos, junto com a família, amigos, colegas, parceiros e até pessoas desconhecidas. A forma na qual lidamos e agimos diante destes contextos pode depender de como regulamos nossas emoções e a prática de meditação pode ser uma estratégia de regulação para lidar com os desafios emocionais. Foi o que uma revisão científica do nosso grupo mostrou (Menezes et al., 2012).

A regulação das emoções pode ser compreendida como a forma na qual atendemos, percebemos, processamos e reagimos a informação emocional. Na neurociência afetiva e cognitiva, a modulação das emoções envolve mudanças no processamento emocional através da sua interação com processos cognitivos (Davidson, Jackson, & Kalin, 2000). Além disso, parece que os circuitos neurais envolvidos nesses processos se sobrepõem, apoiando a ideia de interdependência entre emoção e cognição (Davidson, 2003; Pessoa, 2008; Phelps, 2006).

Os três tipos de estratégia de regulação emocional mais comumente estudados são: 1)reavaliação cognitiva, que consiste na reinterpretação de um estímulo emocional; 2) distração, o desvio da atenção do estímulo gerador da emoção; 3) supressão, a inibição das respostas emocionais.Todas estas estratégias apresentam redução significativa da experiência emocional negativa (Goldin et al., 2008; McRae et al., 2010; Sheppes & Meiran, 2007). Apesar das diferentes classificações e evidências vistas nestas estratégias, uma questão levantada é o quanto essas estratégias poderiam interagir. Existe a hipótese do papel fundamental da alocação da atenção nos processos de regulação (thayer & Lane, 2000). Em apoio a essa ideia, um estudo mostrou que a atenção influenciou um estágio anterior da trajetória de geração da emoção (Thiruchselvam, Blechert, Sheppes, Rydstrom, & Gross, 2011).

Onde entra a meditação neste contexto? Bem aqui! A meditação sentada e silenciosa é uma prática oriental, descrita como uma forma de treinamento mental na qual os praticantes tentam desenvolver maior controle dos seus processos mentais através do treino regular da atenção, promovendo o bem-estar e um melhor equilíbrio emocional. Essa prática tem sido bastante investigada no âmbito científico, em especial sua relação com a regulação emocional. A meditação é capaz de desenvolver a habilidade de sustentar a atenção, e essa torna possível controlar a reatividade a distrações externas ou internas ou a vigilância a sua própria consciência. Outra característica importante é a habilidade de atingir um equilíbrio entre um estado de alerta e de relaxamento entre mente e corpo (Lutz et al., 2007). Uma capacidade que pode ser o principal mecanismo na interação entre meditação e regulação emocional, pois a meditação desenvolve um maior controle de processos de autorreferência, diminuindo processos de divagação da mente. Isso permite com que esse indivíduo tenha um novo olhar para a sua relação com suas interpretações mais do que as interpretações em si (Teasdale, 1999).

Ficou interessado no assunto? Acessando o artigo você consegue mais detalhes sobre o experimento:

Proceedings of the National Academy of Scienceshttp://www.pnas.org/content/106/22/8865.full?sid=81c57e1c-1c7a-4ce0-8c73-bdd9b7914538        [ Links ]

31/08/2018

Trauma e sua principal consequência psiquiátrica
Por Raquel Gonçalves

Você já passou por um trauma? Antes de responder à essa pergunta, você sabe que situações são consideradas eventos traumáticos? Esta definição gera muita polêmica na área da saúde mental. Na década de 80, acreditava-se que trauma era um episódio catastrófico que estava fora da cadeia de acontecimentos usualmente experimentados pelas pessoas. Contudo, pesquisas subsequentes revelaram que eventos que podem levar ao desenvolvimento de transtorno de estresse pós-traumático, ou TEPT,estão longe de ser incomuns. Nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, quase 90% da população já passou por algum evento como assalto, morte de um ente querido, acidente de trânsito etc. Mas isso não é “privilégio” de países em desenvolvimento. Uma evidência disto é que mais da metade da população dos Estados Unidos já sofreu traumas psicológicos.

Após a publicação de dados como estes, o trauma passou a ser definido como um evento que envolvesse morte, sério ferimento ou grave ameaça à sua integridade física ou a de outros. Você poderia ser traumatizado caso o evento acontecesse com você, caso você fosse testemunha ou simplesmenteficasse sabendo de uma ocorrência desta ordem com alguém emocionalmente próximo. Além disso, era necessário que a experiência provocasse intenso medo, impotência ou horror. Na última edição do Manual Estatístico e Diagnóstico dos Transtornos Mentais (DSM-5), publicado em 2013, a definição de trauma sofreu novas modificações. Agora é considerado trauma qualquer evento que envolva morte ou ameaça de morte, lesão grave ou violência sexual. Não é mais necessário experimentar intenso medo, impotência ou horror no momento do trauma para receber o diagnóstico de TEPT. Exemplos de eventos considerados traumáticos atualmente incluem ataque físico, assalto, abuso físico infantil, ameaça ou ocorrência real de violência sexual (p. ex., penetração sexual forçada, penetração sexual facilitada por álcool/droga, contato sexual abusivo, abuso sexual sem contato, tráfico sexual), sequestro, ser mantido refém, ataque terrorista, tortura, encarceramento como prisioneiro de guerra, desastres naturais ou perpetrados pelo homem e acidentes automobilísticos graves. Ainda, quando o evento ocorre com alguém próximo, ele deve ser súbito e acidental, como, por exemplo,ataque pessoal violento, suicídio, acidente grave e lesão grave. Ou seja, morte por causas naturais experimentadas por entes queridos não entram mais na lista deeventos traumáticos.

Agora que você sabe o que é trauma, vamos às consequências. A maioria das pessoas que passa por uma ou mais situações deste tipo se recupera sem desenvolver nenhum quadro psiquiátrico. São as chamadas “resilientes”. Contudo, cerca de 5% das pessoas expostas a um evento desta ordem desenvolve TEPT, que é a principal consequência psiquiátrica do trauma. Este transtorno mental é caracterizado por quatro categorias de sintomas: (1) revivescência – por mais que a pessoa não queira lembrar do que aconteceu, o trauma retorna de forma recorrente através de pensamentos desagradáveis, pesadelos, flashbacks que ocasionam angústia e reatividade fisiológica; (2) evitação dessas lembranças e de estímulos que lembrem o trauma, como, por exemplo, deixar de dirigir após um acidente automobilístico; (3) alterações negativas na cognição e no humor – como sentimentos recorrentes de raiva, culpa, vergonha, dificuldade em relembrar aspectos importantes do trauma, pensamentos excessivamente negativosa respeito de si mesmo ou do mundo, culpa exagerada a respeito de si ou de outros sobre a causa do trauma, redução do interesse em atividades que antes proporcionavam prazer, dificuldade em experimentar emoções positivas, sensação de isolamento e (4) hiperestimulação autonômica – insônia, reações de sobressalto exageradas, hipervigilância, comportamento autodestrutivo, irritabilidade, dificuldade de concentração.

Talvez você esteja se perguntando: “e se alguém experimentar esses mesmos sintomas após um divórcio, morte de um familiar por câncer ou algum outro evento que não seja considerado trauma?”Apesar desses eventos não serem classificados como traumáticos, caso uma pessoa experimente os sintomas descritos acima, ela receberá o diagnóstico de outro transtorno relacionados a trauma e estressores, como, por exemplo, transtorno de adaptação. Isso não modifica a conduta do psiquiatra e do psicólogo. É apenas uma separação didática para outros fins que não devem influenciar negativamente o tratamento.

Caso você reconheça esses sintomas em alguém próximo ou em você mesmo, o Instituto de Psiquiatria da UFRJ (IPUB) possui um ambulatório de trauma com uma equipe de profissionais especializados em TEPT. O tratamento é gratuito e pode ser agendado pelo telefone (21) 99849-0851.

Você já percebeu que quando estamos estressados, de mau humor, ou quando passamos por uma experiência negativa, temos ma...
17/08/2018

Você já percebeu que quando estamos estressados, de mau humor, ou quando passamos por uma experiência negativa, temos maior dificuldade de concentração e de executar tarefas? Um estudo feito pelo nosso laboratório por Figueira e colaboradores (2017) procurou explorar o porquê que a presença de um estado emocional negativo dificulta a nossa capacidade de execução de tarefas, capacidade esta relacionada a um sistema cognitivo chamado Memória de Trabalho. Neste caso, o nome já diz tudo: a memória de trabalho é o sistema cognitivo responsável pela memória, armazenamento, de informações relevantes para a execução de uma tarefa, um trabalho. A mesma possui capacidade limitada, e por isso prioriza o armazenamento de informações de acordo com a sua relevância para a tarefa em foco, mantendo assim o seu funcionamento o mais eficiente possível. Com isto em vista, Figueira e colaboradores (2017) tinham a hipótese de que um estado emocional negativo diminuiria a capacidade de armazenamento da Memória de Trabalho, o que justificaria porque temos maior dificuldade de execução de tarefas quando sob este estado emocional.

Neste estudo, os participantes do experimento tinham que fazer uma tarefa no computador, em que deveriam armazenar em sua memória de trabalho arranjos de 2 ou 4 quadrados. Haviam duas condições emocionais em que os participantes faziam a tarefa: uma condição neutra e uma condição negativa, onde um estado emocional negativo era criado. Para conseguir mensurar a capacidade de Memória de Trabalho, foi adquirido o dado eletroencefalográfico dos participantes, onde, com a análise apropriada, é possível visualizar um potencial chamado de Atividade de atraso contralateral (Contra-lateral delay activity - CDA). Este potencial aumenta de acordo com a quantidade de itens a serem armazenados na Memória de Trabalho, sendo um índice neural de sua capacidade de armazenamento.

Os resultados encontrados por Figueira e colaboradores (2017) confirmaram sua hipótese: o estado emocional negativo diminui a capacidade de Memória de Trabalho. Quando os participantes tinham que fazer a tarefa mais difícil (memorização de 4 quadrados), houve uma diminuição significativa na CDA durante a condição negativa em comparação com a neutra. Um outro achado também muito importante neste estudo foi a influência da variabilidade individual dos participantes: aqueles que apresentavam um traço de personalidade mais ansioso tiveram menor capacidade de Memória de Trabalho durante um estado emocional negativo. Da mesma forma, aqueles participantes que tinham uma menor habilidade em controlar pensamentos intrusivos também eram mais influenciados pelo estado emocional negativo, resultando numa menor capacidade de Memória de Trabalho.

Em um estudo posterior, Figueira e colaboradores (2018) exploraram a influência de uma personalidade mais positiva (traço de Afeto Positivo), em que vivencia-se emoções positivas com maior frequência, na capacidade de Memória de Trabalho. Neste estudo foi visto que indivíduos mais positivos apresentavam maior capacidade de Memória de Trabalho tanto durante a condição neutra quanto durante a condição negativa. De acordo com este resultado, e com diversos outros estudos sobre o assunto, é possível sugerir que uma personalidade positiva está relacionada com um maior controle e proteção das funções cognitivas, sendo assim capaz de manter sua maior capacidade de armazenamento mesmo durante um estado emocional negativo.

A partir destes dois estudos, podemos tirar duas conclusões muito importantes: a primeira é que quando estamos de mau humor ou quando passamos por uma experiência negativa, estamos vivenciando um estado emocional negativo, estado este que é capaz de diminuir a nossa capacidade de armazenamento de informações que sejam relevantes para a execução de tarefas do dia a dia, podendo levar a um prejuízo na performance da tarefa. A segunda conclusão é que este efeito prejudicial causado por um estado emocional negativo pode variar de acordo com diferenças individuais de personalidade, onde pessoas mais ansiosas e com menor controle cognitivo são mais vulneráveis, enquanto pessoas mais positivas são menos vulneráveis. A partir destas conclusões podemos não só ter um entendimento maior sobre o porquê que nossa performance em tarefas cotidianas e no trabalho variam de acordo com o nosso humor, mas também identificar populações mais vulneráveis e progredir no entendimento de quais fatores influenciam e potencialmente protegem a nossa performance cognitiva.

Caso queira mais informações sobre estes estudos, segue as referências e link dos artigos citados:
Figueira, J.S.B., Oliveira, L., Pereira, M.G., Pacheco, L.B., Lobo, I., Motta-Ribeiro, G.C., David, I.A. (2017). An unpleasant emotional state reduces working memory capacity: electrophysiological evidence. Soc Cogn Affect Neurosci, 12 (6): 984-992. doi: 10.1093/scan/nsx030.
Link: https://academic.oup.com/scan/article/12/6/984/3574847
Figueira, J.S.B., Pacheco, L.B., Lobo, I., Volchan E., Pereira, M.G., Oliveira, L., David, I.A. (2018). “Keep That in Mind!” The Role of Positive Affect in Working Memory for Maintaining Goal-Relevant Information. Front Psychol, 9:1228. doi: 10.3389/fpsyg.2018.01228.

Link: https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fpsyg.2018.01228/full

Você se interessou pelo assunto e quer saber mais sobre estudos similares a estes? Visite o site do LabNec e dê uma olhada em outras publicações do grupo!

Abstract. Emotional states can guide the actions and decisions we make in our everyday life through their influence on cognitive processes such as working memo

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