15/07/2019
Leitura muito importante!!!!
O mutismo seletivo é uma desordem pouco conhecida mas que pode trazer grande prejuízo na infância. Ele é caracterizado por uma incapacidade da criança falar em ambientes específicos, como a escola, por exemplo. Em outros ambientes em que a criança se sente confortável, como em casa com os pais, a sua fala é normal.
É comum que crianças tímidas fiquem mais caladas em ambientes que se sentem menos seguras e isso por si só não é nenhum problema. O mutismo seletivo vai além, a criança não consegue se comunicar mesmo após o período de adaptação aquele ambiente novo e isso causa um sofrimento enorme não só na criança mas em toda a família. Em casos extremos a criança só consegue falar com os pais, ficando muda até mesmo na presença dos avós.
É comum que elas tenham história de ansiedade na família, ou outros sintomas de ansiedade como dificuldade de se separar dos pais e choros excessivos. E, contrariando a crença popular, é muito raro que ele seja causado por algum tipo se abuso ou trauma.
Muitos deles evitam olhar nos olhos, gesticulam pouco e tem pouca expressão facial, o que pode confundir com um quadro de autismo. Mas a grande diferença é que no mutismo seletivo esses sintomas desaparecem quando eles estão com pessoas que se sentem confortáveis.
Muitas famílias, por desconhecimento do quadro, tentam forçar as crianças a falarem ou começam a puni-las por elas não falarem. É comum também que elas ouçam frequentemente piadas como “o gato comeu sua língua” ou sejam rotulados como “bicho do mato” e isso só piora o quadro.
O tratamento é multiprofissional, com um neuropediatra, psicólogo, fonoaudiólogo... Em alguns casos apenas a terapia consegue ajudar, em outros é necessário o uso de medicamentos para controlar os sintomas de ansiedade. Mas o mais importante é que ele seja iniciado de forma precoce, para permitir que a criança tenha uma infância tranquila e feliz. Foto