Relações Internacionais - EPPEN (UNIFESP)

Relações Internacionais - EPPEN (UNIFESP) Curso de Relações Internacionais da Escola Paulista de Política, Economia e Negócios - Universid

Amanhã, sexta, teremos o V Fórum LGBTQIA+ da , com a presença da Deputada Erika Hilton, sobre o tema das cotas trans nas...
05/09/2024

Amanhã, sexta, teremos o V Fórum LGBTQIA+ da , com a presença da Deputada Erika Hilton, sobre o tema das cotas trans nas universidades federais.

Pelo Núcleo TransUnifesp, ajudamos na construção e estamos lutando para aprovar na nossa Unifesp uma proposta inovadora de cotas trans para toda a graduação e a pós-graduação, estamos otimistas demais e, em breve, teremos novidades 🙂

Confiram a programação completa. O evento será presencial no auditório da Reitoria em São Paulo e será possível acompanhar por este link ao vivo: https://www.youtube.com/watch?v=SXuxg7jw_0s

Inscrições para programa Para Mulheres na Ciência são prorrogadas até 24 de julhoPor Andrea Tissenbaum19/07/2023 Sete jo...
21/07/2023

Inscrições para programa Para Mulheres na Ciência são prorrogadas até 24 de julho

Por Andrea Tissenbaum
19/07/2023
Sete jovens pesquisadoras serão contempladas com uma bolsa-auxílio para dar prosseguimento aos seus estudos.
As inscrições do programa Para Mulheres na Ciência foram prorrogadas até o dia 24 de julho. Realizado pela L´Oréal Brasil, em parceria com a UNESCO no Brasil e a Academia Brasileira de Ciências, o prêmio, que acontece há 18 anos no país, tem como objetivo promover e reconhecer a participação da mulher na ciência, favorecendo o equilíbrio dos gêneros no cenário brasileiro. Todos os anos, na edição local, sete jovens pesquisadoras das áreas de Ciências da Vida, Ciências Físicas, Ciências Químicas e Matemática são contempladas com uma bolsa-auxílio de R$ 50 mil cada, para dar prosseguimento aos seus estudos.
O anúncio do novo prazo foi realizado nas redes sociais por Méllanie Dutra, Nina da Hora , Rossana Oletti e Lorrane Olivlet, escolhidas pela L'Oréal Brasil para formar o time de mulheres cientistas embaixadoras do programa em 2023. Com esse time, a empresa tem como objetivo apoiar, fortalecer e ampliar ainda mais a representatividade feminina nas ciências.
As vencedoras do Programa serão conhecidas no segundo semestre deste ano. Para participar, é necessário que a candidata tenha concluído o doutorado a partir de 01/01/2015, sendo que, para mulheres com um filho, o prazo se estende por mais um ano e, para quem tem dois ou mais filhos, o prazo adicional será de dois anos. Além disso, a cientista deve desenvolver projetos de pesquisa em instituições nacionais, entre outros requisitos. O regulamento completo e mais informações sobre o programa estão disponíveis no site.
Ao longo destes 18 anos no Brasil, o programa Para Mulheres na Ciência já reconheceu e incentivou 117 cientistas brasileiras, premiando a relevância dos seus trabalhos, com a distribuição de mais de R$ 5 milhões em bolsas-auxílio.
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As inscrições podem ser realizadas até 24 de julho.
Andrea Tissenbaum, a Tissen, escreve sobre estudar fora e a experiência internacional. Também oferece assessoria em educação e carreiras internacionais.
Entre em contato: [email protected]

As inscrições do programa Para Mulheres na Ciência foram prorrogadas até o dia 24 de julho. Realizado pela L´Oréal Brasil, em parceria com a UNESCO no Brasil e a Academia Brasileira de Ciências, o prêmio, que acontece há 18 anos no país, tem como objetivo promover e reconhecer a participa....

Os riscos de se esquecer a história19/06/2023Por JAMES W. CARDEN*O legado pós-soviético é pertinente para entender a atu...
19/06/2023

Os riscos de se esquecer a história
19/06/2023

Por JAMES W. CARDEN*
O legado pós-soviético é pertinente para entender a atual crise nas relações Leste-Oeste e o conflito na Ucrânia
Vivemos numa época em que impera a narrativa. O que é verdadeiro, o que é falso, o que é fato, o que é ficção… são distinções que perderam o sentido, engolfadas pela supremacia da narrativa.
É impressionante a quantidade de pessoas que continuam convencidas de que foi a Rússia que pavimentou o caminho de Donald Trump, das colunas sociais e de fofocas para a presidência dos Estados Unidos. Alegações de conluio entre a campanha de Trump e o governo russo (o Russiagate) constituem uma teoria da conspiração tão selvagem e imponderável quanto seu reverso, o Pizzagate. Demonstrada como falsa pelos relatórios Mueller e Durham, a ideia de que Hillary Clinton deve sua derrota a uma potência estrangeira ― e não a si mesma e a uma campanha inepta ― continua sendo artigo de fé entre milhões de cidadãos norte-americanos, graças ao poder da narrativa.
Hoje, a política externa norte-americana não enfrenta desafio maior que a guerra na Ucrânia. E aqui a narrativa é de uma simplicidade atroz: “não teria havido guerra se não fosse por Vladimir Putin, o agressor”. Nessa perspectiva, a Ucrânia precisaria então ser vista como a primeira linha de defesa do Ocidente, ou, como disse o partidário mais toxicamente desonesto do Russiagate, o deputado democrata Adam Schiff, os Estados Unidos devem ajudar a Ucrânia, para que “possamos lutar contra a Rússia lá, e não precisemos lutar contra a Rússia aqui”.
Essa narrativa deixa pouco ou nenhum espaço para a história real do conflito entre a Rússia e o Ocidente. No entanto, uma prescrição correta sempre requer um diagnóstico correto, e, no que diz respeito à guerra na Ucrânia, a narrativa – quaisquer que sejam seus usos pela elite norte-americana para incitar as paixões da mídia e da massa contra o mais recente inimigo número um dos Estados Unidos – não faz mais que obscurecer a natureza da crise atual.
Pior: qualquer esforço por tentar aportar um pouco de clareza a esse clima de neblina e mentiras tem sido, costumeiramente, no próprio Ocidente, e na melhor das hipóteses, uma tarefa ingrata.
No entanto, a história importa. E a história da Rússia, repleta de invasões à sua vasta e indefensável estepe eurasiana, ainda não foi, lá, relegada à província dos livros, filmes e museus, como nos Estados Unidos do século XXI.
A Rússia alimenta a tradição de uma zhivaya istoriya, ou história viva. E, se as memórias do sofrimento sofrido pelos russos durante a Segunda Guerra Mundial permanecem frescas, as memórias da humilhante década pós-soviética dos anos 1990 – na qual a Rússia padeceu seu maior colapso econômico e demográfico já registrado em tempos de paz – permanecem ainda mais. Assim, o legado de quarenta anos de Guerra Fria ainda está vivo (e bem vivo) nas mentes da atual geração de líderes russos; talvez especialmente na mente de seu líder máximo, que testemunhou, impotente, de um posto avançado em Dresden, o colapso do império soviético.
O legado pós-soviético é, no mínimo, ainda mais pertinente para a atual crise nas relações Leste-Oeste. David P. Calleo, um antigo professor de ciência política na Escola John Hopkins de Estudos Internacionais Avançados, certa vez observou de forma mordaz que “os estadistas americanos parecem ter sido muito mais esclarecidos no início da Guerra Fria do que depois de seu fim”. A prova disso está em como os formuladores de políticas norte-americanos – incluindo o presidente em exercício – entorpeceram o relacionamento Estados Unidos-Rússia na era pós-soviética.
A expectativa amplamente aceita e promovida após a Guerra Fria, de que a Rússia concordaria humildemente em desempenhar um papel subserviente ao império americano e permitiria que sua ampla esfera de influência na Europa Oriental e na Ásia Central fosse reduzida a postos intermediários e a pistas de pouso para a OTAN, acabaria frustrada. A ideia de que a Rússia também aceitaria a tutela norte-americana no que diz respeito aos seus arranjos políticos domésticos mostrou-se ainda mais sem sentido.
A introdução fracassada – na verdade desastrosa –, pelo Ocidente, do capitalismo financeiro ao estilo americano na Rússia de Boris Yeltsin; assim como a série de “revoluções coloridas” na periferia da Rússia, apoiadas por ONGs financiadas pelo governo norte-americano; tanto quanto o belicismo das guerras eternas norte-americanas, após o 11 de setembro; e por último, mas certamente não menos importante, a política de expansão da OTAN, liderada pelos Estados Unidos… tudo isso diz muito para a explicação do atual e temerário estado de coisas.
Durante anos, o establishment da segurança nacional nos Estados Unidos foi alertado, por vozes da direita, da esquerda e do centro, de que o país precisava mudar o curso que sua política em relação à Rússia vinha tomando. Foram recorrentes os avisos que a Rússia não poderia ser derrotada nas regiões dos arredores das suas fronteiras. Foram recorrentes os avisos que Kiev – ao lançar uma campanha “antiterrorista” contra seus próprios cidadãos de língua russa – iria antagonizar frontalmente, e de forma imprudente, com a Rússia.
Foram recorrentes os avisos de que alçar à condição de semidivindade um instrumento tão corrupto como os oligarcas ucranianos era um erro óbvio. Foram muitas as advertências sobre o quão equivocado era confundir os interesses das facções etno-nacionalistas de extrema direita de Kiev e Lviv (e seus aliados em Varsóvia, Riga, Talin e Vilnius) com os interesses nacionais norte-americanos. Foram muitos os avisos para levar a sério os numerosos protestos do presidente Vladimir Putin contra a expansão da OTAN.
No entanto, a elite governante bipartidária dos Estados Unidos decidiu ignorar todos esses avisos. Agora, os resultados falam por si.
*James W. Carden é colunista de política internacional. Foi consultor do Departamento de Estado norte-americano para relações bilaterais Estados Unidos-Rússia durante a presidência de Barak Obama.
Tradução: Ricardo Cavalcanti-Schiel.
Publicado originalmente em The American Conservative.

Por JAMES W. CARDEN: O legado pós-soviético é pertinente para entender a atual crise nas relações Leste-Oeste e o conflito na Ucrânia

https://youtu.be/ZzQoHIM2uaA
18/06/2023

https://youtu.be/ZzQoHIM2uaA

Vídeo produzido no âmbito da curricularização da extensão da UC de Economia Internacional na EPPEN - UNIFESP. Participaram dessa produção:Beatriz Bombonato d...

https://sholem.org.ar/formacion/index.html?utm_source=sendinblue&utm_campaign=HTML%20LITERATURA%20DEL%20HOLOCAUSTO%20202...
18/04/2023

https://sholem.org.ar/formacion/index.html?utm_source=sendinblue&utm_campaign=HTML%20LITERATURA%20DEL%20HOLOCAUSTO%202023%20%20IDFS&utm_medium=email

La literatura del Holocausto y los problemas de la representación
DOCENTE LEONOR SALAVERRÍA
Duración 4 meses
Proponemos un abordaje en torno a los problemas del genocidio n**i desde los estudios literarios a través de obras escritas en su mayoría por sobrevivientes e hijos de sobrevivientes.

Objetivo general
Aportar, desde los estudios literarios, herramientas útiles para analizar las relaciones entre memoria e historia y problematizar los sentidos comunes impuestos por representaciones mediáticas hegemónicas.

¿Qué vas a aprender en esta diplomatura? Conocimientos introductorios acerca de las causas del ascenso del n**ismo. Cómo funcionaba la lógica concentracionaria alemana y quiénes eran sus víctimas. Distintos recursos formales y diferentes perspectivas sobre las experiencias de los sobrevivientes. Profundizar en las problemáticas estético-literarias y ético-estéticas que surgieron a partir del genocidio n**i. Herramientas teóricas para el análisis crítico de las representaciones de este fenómeno histórico.

COMIENZO: 20 DE ABRIL 2023

Vida e Distopia na Jovem Poesia de GazaConferência da Cátedra Edward Saïd ocorre no dia 24 de abril às 17hConferencista:...
12/04/2023

Vida e Distopia na Jovem Poesia de Gaza

Conferência da Cátedra Edward Saïd ocorre no dia 24 de abril às 17h

Conferencista: Prof. Dr. Michel Sleiman, professor de Língua e Literatura Árabe na Universidade de São Paulo (USP)

"A guerra é dura/mas me leva a amar ainda mais". Nesse verso do gazenze Ahmad Assuq, de 23 anos, o amor, pulso primitivo da vida, parece borrar o horizonte distópico da Palestina hoje fatiada e cercada, de dentro e por fora das micropartições impingidas pelas diligências do sionismo invasor, que têm levado às populações cerceadas, sobretudo em Gaza, um cenário de "terra devastada", como não imaginaria, em seu tempo, o poeta americano T. S. Elliot no célebre poema da devastação. Na antologia, recentemente traduzida e publicada no Brasil, Gaza, terra da poesia, organizada pelo poeta Muhammad Taysir, ele, Assuq e outros(as) poetas, todos(as) jovens, rompem o muro silenciador e se deixam ouvir nos anseios e buscas, nos questionamentos e hesitações de sua juventude surrupiada, a cavalo da esperança/desesperança de quem vive a realidade do cerco há mais de quinze anos.

Serviço:
Ciclo de Conferências 2023 - Cátedra Edward Saïd: Literatura & artes: a história em perspectiva
Conferência: Vida e Distopia na Jovem Poesia de Gaza
Data e horário: 24 de abril às 17h
Acesse aqui para assistir
Inscrições

Caros amigos,Acaba de chegar ao mercado editorial brasileiro o livro organizado por Heitor Loureiro e Rodrigo Gallo, "Re...
28/03/2023

Caros amigos,

Acaba de chegar ao mercado editorial brasileiro o livro organizado por Heitor Loureiro e Rodrigo Gallo, "Repensando a Guerra Fria", e para o qual contribuí com a escrita do primeiro capítulo, intitulado "O tempo, os sentidos e os significados históricos das razões para a Guerra Fria", em que trato dos marcos convencionalmente invocados pela historiografia especializada para afirmar as etapas e, sobretudo, as razões para o conflito.
Seguem, abaixo, mais informações sobre a publicação.
Saudações acadêmicas!

Rodrigo Medina Zagni

*****

Sinopse: Mais de três décadas se passaram desde a queda do Muro de Berlim e o colapso da União Soviética. No entanto, a Guerra Fria continua na agenda de governantes, acadêmicos e de inúmeros povos. Alguns falam em “Guerra Fria 2.0”, outros avaliam que ela nunca terminou, mas mudou de face: da URSS para a Rússia de Putin. Enquanto pesquisadores e jornalistas discutem a correlação de forças nesta quadra do século XXI, milhões de pessoas ainda sofrem as consequências de decisões e disputas do século passado: povos do “lado errado” de uma fronteira, identidades vinculadas a territórios onde não podem pôr os pés, disputas por recursos naturais cada vez mais escassos. Este livro perpassa por todas essas questões e vai além: analisa aspectos pouco discutidos sobre a Guerra Fria, mostrando que, embora seja uma tema clássico das Relações Internacionais, ainda está longe de ser esgotado.

Autores: Ana Carolina de Araujo Marson; Ana Paula Lage de Oliveira; Anny Rafaela Santos Silva; Ariana Bazzano de Oliveira; Ayrton Ribeiro de Souza; Beatriz Gomes Cornachin; Bernardo Muratt; Bruna Coelho Jaeger; Bruno Novaes Araujo; Carolina Benario Fernandes Gouveia; Demetrius Cesário Pereira; Danilo Garnica Simini; Devika Misra; Eduardo Francisco Molina; Filipe Giuseppe Dal Bo Ribeiro; Flavia Loss de Araujo; Gisele Lobato; Guilherme Antonio Fernandes; José Blanes Sala; Leticia Simões; Marcia Baratto; Marina Moreno de Farias; Mário Afonso Lima; Pedro Donizete da Costa Júnior; Piero Sbragia; Renata de Figueiredo Summa; Renatho Costa; Rodrigo Lyra; Rodrigo Medina Zagni; Tadeu Morato Maciel; Tanguy Cunha Baghdadi; Tiago Guimarães Marmund; Tsovik Khachatryan; Vitor Hugo Costa Carvalho; Volney Aparecido de Gouveia.

Sumário:
PREFÁCIO, Danielle Makio
APRESENTAÇÃO
PARTE 1 – CRONOLOGIA, ORIGENS E ORDEM MUNDIAL
Capítulo 1 – O tempo, os sentidos e os significados históricos das razões para a Guerra Fria, Rodrigo Medina Zagni
Capítulo 2 – Um mundo breve: ordem mundial, guerra fria e a geopolítica, Filipe Giuseppe Dal Bo Ribeiro
Capítulo 3 – O mundo como alvo: Robert McNamara e a potencialização do nexo entre segurança e desenvolvimento na Guerra Fria, Tadeu Morato Maciel & Tiago Guimarães Marmund
Capítulo 4 – A derrocada da URSS diante das reformas capitalistas dos anos 1970, Bernardo Schirmer Muratt
PARTE 2 – QUESTÕES REGIONAIS
Capítulo 5 – A Guerra Fria na América Latina e o papel do Brasil, Ana Carolina de Araujo Marson & Flavia Loss de Araujo
Capítulo 6 – O efeito Oriente Médio para a ordem mundial e seu impacto na Guerra Fria, Renatho Costa
Capítulo 7 – A Guerra Fria no Oriente Médio: a quarta dimensão, Tanguy Baghdadi
Capítulo 8 – A influência norte-americana na formação e evolução de processos de Integração Regional na Europa e no Sudeste Asiático, Leticia Simões & Mário Afonso Lima
Capítulo 9 – A Espanha de Franco e a Guerra Fria: do isolamento internacional à admissão na ONU (1945-1955), Ayrton Ribeiro de Souza
PARTE 3 – OS LIMITES DA BIPOLARIDADE E O NÃO ALINHAMENTO
Capítulo 10 – A África, a Guerra Fria global e os limites da bipolaridade, Gisele Lobato
Capítulo 11 – Em defesa do poder de escolha: não alinhamento e a busca da Índia por autodeterminação, Devika Misra
Capítulo 12 – O “terceiro espaço” da Guerra Fria: a Iugoslávia entre Leste, Oeste e o não alinhamento, Renata Summa
PARTE 4 – CONFLITOS E DIREITOS HUMANOS
Capítulo 13 – Guerra Fria, missões de paz e a lógica de segurança coletiva, Rodrigo Gallo
Capítulo 14 – Os direitos humanos e a Guerra Fria: a construção a partir de uma vis directiva em meio a contradições, Guilherme Antonio de Almeida Lopes Fernandes
Capítulo 15 – A responsabilização internacional do Estado brasileiro em razão das violações de direitos humanos na ditadura civil-militar, José Blanes Sala, Danilo Garnica Simini & Vitor Hugo Costa Carvalho
PARTE 5 – DESENVOLVIMENTO SOCIAL E ECONÔMICO
Capítulo 16 – O petróleo na Guerra Fria: o papel da OPEP na divisão bipolar do mundo, Rodrigo Pedrosa Lyra
263 Capítulo 17 – A implementação do neoliberalismo do Brasil no pós-Guerra Fria: inserção internacional e desenvolvimento, Bruna Coelho Jaeger & Marina Moreno de Farias
Capítulo 18 – A fome e o debate alimentar durante a Guerra Fria: a comida em
permanente disputa, Beatriz Gomes Cornachin
PARTE 6 – ARTE, CULTURA E COMUNICAÇÃO
Capítulo 19 – A dimensão cultural nas relações internacionais da Guerra Fria: onde a arte e a política se encontram, Ana Paula Lage de Oliveira
Capítulo 20 – Entre palcos e arsenais: o balé clássico na diplomacia cultural da Guerra Fria, Anny Rafaela Santos Silva
Capítulo 21 – Quadrinhos e Guerra Fria: um estudo de caso de O Cavaleiro das Trevas, Eduardo Molina
Capítulo 22 – O cinema na Guerra Fria: a construção do inimigo no imaginário coletivo, Bruno Novaes Araújo
Capítulo 23 – A desinformação como política de Estado, Piero Sbragia
PARTE 7 – O MUNDO APÓS A GUERRA FRIA
Capítulo 24 – Continuidade ou Ruptura no pós-Guerra Fria? Os governos Clinton, W. Bush e Obama, Pedro Donizete da Costa Júnior
Capítulo 25 – União Europeia: integração política regional após o fim da Guerra Fria, Demetrius Cesário Pereira
Capítulo 26 – A ascensão do conceito de segurança humana: um panorama histórico, Ariana Bazzano & Marcia Baratto
Capítulo 27 – A Revolução Verde no pós-Guerra Fria e o (sub)desenvolvimento: o caso brasileiro e uma proposta de agenda, Volney Aparecido de Gouveia & Carolina Benário Fernandes Gouveia
Capítulo 28 – Desenvolvimento político do Cáucaso do Sul após a Guerra Fria, Tsovik Khachatryan
SOBRE OS AUTORES

ANOTE NA AGENDA: O IX Congresso Acadêmico Unifesp será realizado entre os dias 19 e 23 de junho de 2023. Com o tema cent...
23/03/2023

ANOTE NA AGENDA: O IX Congresso Acadêmico Unifesp será realizado entre os dias 19 e 23 de junho de 2023. Com o tema central “Universidade na (re)construção da nação”, o evento reunirá a comunidade acadêmica para a apresentação de trabalhos, palestras, conferências e apresentações artísticas.

O prazo para submissão de resumos começa no dia 27 de março e vai até 21 de abril. Não perca a oportunidade de expor seus conhecimentos adquiridos ao longo da graduação e da pós-graduação e de trocar experiências com outros(as) estudantes, docentes e pesquisadores(as).

Todas as informações referentes ao IX Congresso Acadêmico Unifesp estão disponíveis na página do evento.

Serviço
IX Congresso Acadêmico Unifesp - Universidade na (re)construção da nação
Data de Realização: de 19 a 23 de junho
Período de submissão de resumos: de 27 de março a 21 de abril
Informações na página do evento

https://www.unifesp.br/boletins-anteriores/item/6348-nota-sobre-o-reajuste-dos-valores-das-bolsas-de-iniciacao-cientific...
23/03/2023

https://www.unifesp.br/boletins-anteriores/item/6348-nota-sobre-o-reajuste-dos-valores-das-bolsas-de-iniciacao-cientifica-monitoria-e-extensao

Nota sobre o reajuste dos valores das bolsas de Iniciação Científica, Monitoria e Extensão

No dia 16 de fevereiro de 2023, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou o reajuste das bolsas de estudo, pesquisa e formação de professores(as).

Os valores das bolsas de Iniciação Científica (IC) dos Programas Institucionais de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), incluindo também bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti) e de Ações Afirmativas (Pibic-AF), que eram R$ 400,00, passaram para R$ 700,00 mensais. O valor da bolsa de Iniciação Científica para estudantes de ensino médio (IC-EM) também aumentou, de R$ 100,00 para R$ 300,00 mensais, e os valores reajustados foram recebidos pelos(as) bolsistas do CNPq em março (referentes ao mês de fevereiro de 2023).

A Unifesp oferece 50 bolsas de IC e 20 bolsas de IC-EM que são financiadas com orçamento da própria universidade, em complemento à cota de bolsas fornecida pelo CNPq. Essas bolsas institucionais não tiveram seus valores reajustados no pagamento realizado em março, pois a Reitoria precisou fazer um estudo cuidadoso do orçamento, que já é muito restrito.

Nesse sentido, decidiu-se pela equiparação dos valores das bolsas institucionais em relação às bolsas do CNPq, garantindo um cenário mais amplo de equidade entre as diferentes modalidades de bolsas acadêmicas.

Assim, a Unifesp reajustou os valores das bolsas institucionais de IC, IC-EM, Monitoria e de extensão dos programas Pibex e ProPEX, bem como aquelas destinadas ao apoio às iniciativas que se inserem nas diferentes políticas da instituição, materializadas pelos observatórios, núcleos, órgãos complementares e outros grupos vinculados à Proec.

Desse modo, as bolsas pagas com orçamento da Unifesp para a graduação passam para R$ 700,00, as bolsas de IC-EM para R$ 300,00 e as bolsas de extensão para pós-graduandos(as) passam a R$ 2.100,00, conforme Portaria nº 1.241/2023, da Reitoria, de 16 de março de 2023.

Para os(as) estudantes com bolsas institucionais em andamento, o reajuste será retroativo ao mês de fevereiro, com a diferença de valores sendo compensada no pagamento realizado em abril*.

Informamos, ainda, que o Governo Federal não reajustou os recursos do Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) para 2023, sendo assim, não há previsão para reajuste dos auxílios permanência vinculados aos editais do Programa de Auxílio para Estudantes (Pape) e para o Auxílio Creche. Assim como o funcionamento dos restaurantes universitários continua dependendo de complementação de recursos de emenda parlamentar em 2023.

*para bolsistas de programas institucionais de extensão, Iniciação Científica e IC-EM.

São Paulo, 20 de março de 2023.

Reitoria
Pró-Reitoria de Administração
Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Políticas Afirmativas
Pró-Reitoria de Extensão e Cultura
Pró-Reitoria de Graduação

Nota sobre o reajuste dos valores das bolsas de Iniciação Científica, Monitoria e Extensão

Dívida pública, fome global e neoliberalismo22/03/2023Por JOSÉ RAIMUNDO TRINDADE*https://aterraeredonda.com.br/divida-pu...
23/03/2023

Dívida pública, fome global e neoliberalismo
22/03/2023
Por JOSÉ RAIMUNDO TRINDADE*

https://aterraeredonda.com.br/divida-publica-fome-global-e-neoliberalismo/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=novas_publicacoes&utm_term=2023-03-22

A crise da dívida pública tem potencial de agravamento das contradições sociais e de expansão da miséria e da fome
“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara” (José Saramago, Ensaio sobre a cegueira).
Conjuntamente a atual crise financeira estadunidense, manifesta na quebra do Silicon Valley Bank (SVB) e do Signature Bank , com propagação para Europa com a falência do secular “Credit Suisse”, se soma uma outra crise, sob diversos aspectos muito mais grave e de impacto humano muito superior, porém umbilicalmente interligada a crise financeira dos bancos do centro capitalista mundial, mas pouco tratada pela grande mídia corporativa: trata-se da crise da dívida pública de um grande número de países, com um novo ponto potencial de agravamento das contradições sociais e de expansão da miséria e da fome em dezenas de países da periferia do capitalismo.
Em fevereiro de 2023, a International Panel of Experts on Sustainable Food Systems (IPES-Food), divulgou o relatório “Breaking the cycle of unsustainable food systems, hunger, and debt” (https://ipes-food.org/reports/ ). O Relatório integra a lógica da crise de insegurança alimentar e fome com a crise pré-falimentar (default) de muitos Estados nacionais subdesenvolvidos, especificamente da África e Ásia, mas também da América Latina.
Segundo o IPES-Food, cerca de 60% dos países de baixa-renda e 30% dos de média renda se encontrariam ao longo dos anos de 2023 e 2024 em elevado risco de crise da dívida pública, com base em uma categoria desenvolvida no relatório de “dívida insustentável”, ou seja, a manutenção dos pagamentos dos serviços das dívidas que tornam as populações desses países cada vez mais pobres e sujeitos a fome. Como lembra o documento, os motivos do endividamento dessas nações podem ser diversos, mas inegavelmente o que mais pesa é a condição de subordinação aos interesses de “governos e credores poderosos globais”.
A base da população famélica mundial se expande ao longo das quatro décadas que circunscrevem o atual padrão de acumulação neoliberal. Pierre Salama e Jacques Valier já mostravam em texto do final dos anos 1990, que as políticas econômicas liberais de ajuste ortodoxo aplicadas em muitos países e que naquela altura já tinham a tônica do estabelecimento de pretensos “equilíbrios fiscais” e o pagamento das dívidas externas, teriam um elevado custo social, com crescente empobrecimento da população de muitos países.
O Relatório do IPES-Food, somente confirma os prognósticos de que o neoliberalismo e a financeirização não somente aumentaram os indicadores de pobreza e concentração de renda e riqueza, mas levaram milhões a situação de fome. Assim, “em novembro de 2022, cerca de 349 milhões de pessoas enfrentavam insegurança alimentar aguda, com 49 milhões à beira da fome e 45 países necessitados de ajuda alimentar externa”.
A questão chave abordada refere-se ao círculo vicioso de como as relações de endividamento público e a manutenção de uma lógica fiscal de dependência estabelecem a continua transferência de fundos públicos dessas nações subdesenvolvidas para os controladores das respectivas dívidas, implicando o aprofundamento da fome e a insustentabilidade da segurança alimentar dessas populações.
O documento explicita que a dívida pública global atinge seu mais alto nível dos últimos sessenta anos e que os países mais pobres comprometem uma parcela crescente do fundo público com os serviços da dívida, sendo que no ano de 2022 “esses custos aumentaram em 35%”. O “UN Global Crisis Response Group” vinculado a UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento), alerta que o “continuo aperto monetário”, com a elevação dos juros global, irá “aumentar os riscos de uma crise sistêmica da dívida”.
Vale observar que esta não seria a primeira manifestação de uma crise sistêmica da dívida pública do Sul global, bem como suas características sempre são acompanhadas pelo agravamento da fome e da miséria. Ainda na década de 1980, a incapacidade de refinanciamento das chamadas economias emergentes se manifestou em diversas crises, sendo que na década de 1990 são particularmente agudas as crises localizadas: mexicana, russa, brasileira e que culmina na quebra da economia da Argentina em 2001. Em 2014 o quase “default” da Grécia e as dificuldades enfrentadas pelas economias do centro europeu (Portugal, Espanha, Irlanda) demonstraram que o padrão de financeirização das dívidas públicas têm limites e uma propagação generalizada não estava descartada.
No atual quadro, Libano, Sri Lanka, Suriname e Zambia já se encontram em “default”, sendo que outros 12 (doze) governos já apresentam sinais de possível “default”, considerando que economias de maior peso regional como o Paquistão e Gana apresentam sérios riscos, isso tudo em um quadro de propagação da pobreza e fome nestes países. O Relatório IPES-Food, ainda com base no “Grupo Global de Respostas às Crises” da ONU, observa que “69 países, onde residem 1,2 bilhão de pessoas, estão sujeitos a formas graves de instabilidade alimentar, energética e das suas finanças públicas”.
O quadro estabelecido revela os riscos que temos pela frente, não somente frente os limites postos pela continuidade das regras de concentração da riqueza que nos levou ao torpe número em que os “2.153 bilionários do mundo têm mais riqueza do que 4,6 bilhões de pessoas (60% da população mundial)” (https://www.oxfam.org.br/), como, e principalmente, a perda de qualquer possibilidade civilizatória.
As condições daquilo que se denomina no relatório de “dívida insustentável” é semelhante ao padrão de espoliação social brasileiro. Basicamente o mecanismo das dívidas gira em torno de estímulos a tomada de empréstimo internacional ou mesmo lançando títulos da dívida, cuja condição de uso dos recursos não se referem a expansão da infraestrutura social ou novos investimentos, mas sim somente garantir o pagamento de serviços de dívidas anteriores, como a metáfora do cachorro que corre atrás do próprio rabo. A dívida se torna insustentável frente a lógica financeira global de um dólar apreciado e de elevadas taxas de juros necessárias a saciar o apetite nunca satisfeito dos grandes credores internacionais e nacionais.
Alguns dos pontos propostos no documento como possíveis encaminhamentos a serem adotados internacionalmente seriam: (i) estabelecer o alivio da dívida para um conjunto de países, inclusive com cancelamento das mesmas; (ii) estabelecer “reparações históricas” e garantir fluxo de recursos ao Sul Global (periferia do capitalismo) que possibilitasse equacionar a crise alimentar e as condições de desenvolvimento; (iii) constituir uma “autoridade autônoma soberana da dívida”, com o papel de assegurar que “nunca mais os países devessem decidir entre pagar as dívidas ou garantir que suas populações sejam alimentadas”.
Esses pontos são, mesmo que ainda muito tênues, bastante difíceis de serem alcançados frente ao atual “moinho satânico” neoliberal, que prefere garantir os interesses dos banqueiros, mesmo que falidos por ação especulativa, do que garantir o direito à alimentação de milhões de pessoas. A atual crise capitalista mundial expõe de forma bastante nítida a interação entre a financeirização do capitalismo, a desregulamentação do sistema, o fluxo de transferência de riquezas dos países periféricos para o capitalismo central, levando ao empobrecimento crescente de largas fatias da população mundial, com a própria interação entre o uso das finanças dos Estados e a manutenção de um circuito de expansão da fome. Esse conjunto de aspectos demonstrados no documento da IPES-Food, são partes de um capitalismo senil e anticivilizacional.
*José Raimundo Trindade é professor do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas da UFPA. Autor, entre outros livros, de Crítica da economia política da dívida pública e do sistema de crédito capitalista: uma abordagem marxista (CRV).
Referências
IPES-Food. Breaking the cycle of unsustainable food systems, hunger, and debt (2023). Acesso em: https://ipes-food.org/reports/.
Pierre Salama e Jacques Valier. Pobrezas e desigualdades no 3° mundo. São Paulo: Nobel, 1997.
José Raimundo Trindade. Crítica da economia política da dívida pública e do sistema de crédito capitalista: uma abordagem marxista. Curitiba: CRV, 2017.
José Saramago. Ensaio sobre a cegueira. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

Por JOSÉ RAIMUNDO TRINDADE: A crise da dívida pública tem potencial de agravamento das contradições sociais e de expansão da miséria e da fome

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