O Grupo de Pesquisa de Etnomatemática na Universidade Federal de Ouro Preto

O Grupo de Pesquisa de Etnomatemática na Universidade Federal de Ouro Preto Por mais que essa denominação seja totalmente romantizada e idealizada, ou seja, sem conexão com as realidades materiais e objetivas do nosso país.

Manifesto da Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM) contra a discriminação e ao desrespeito às pessoas e às família

Cares Associades,

Lamentavelmente, temos assistido ao ininterrupto ataque a pessoas e grupos que não se enquadram em organizações sociais que têm sido classificadas como “família tradicional”. Concretamente, tivemos dia 24/09/2020, na entrevista ao Estadão do Minist

ro da Educação, Milton Ribeiro, três argumentos que repudiamos mediante esse Manifesto: a sua convicção de que a homossexualidade vem de famílias desajustadas, as suas “reservas” sobre a presença les professores transgêneros nas salas de aula, e a sua afirmativa de que não é responsabilidade do MEC viabilizar internet às Escolas e a les docentes. Iniciamos com alguns ideais freireanos, tão rechaçados nos últimos anos, mas tão atuais e imprescindíveis na Educação Matemática para todes. Educar matematicamente é uma prática de Liberdade e não podemos ser les professores, de qualquer área de conhecimento, se não nos indignarmos com práticas educativas retrógradas, preconceituosas, que estimulam a violência e que são descomprometidas com les sujeites sociais e sua história. Muito menos que sejames orientades por uma postura política que flerte deliberadamente com desrespeito a determinadas práticas sociais humanas. Somos les educadores pela e para a Liberdade, com autoridade, mas contra o autoritarismo. Educamos com seriedade, criticidade, com respeito às culturas e sempre queremos bem a les educandes. Les professores de matemática (con)vivem e lidam com sujeites (estudantes e demais colegas de trabalho) em coletivos e cuja(s) experiência(s) e história(s) são temporal e socialmente localizadas/construídas. Todes esse individues se constituem de múltiplas
formas em espaços familiares e coletivos. Na verdade, não é a forma na qual les sujeites
se organizam que deve ser considerada “ajustada” ou mesmo “desajustada”, mas o elo que les une, que deve ser o do amor, do respeito mútuo, da alteridade. Infelizmente, o Senhor Ministro Milton Ribeiro parece se opor a esses princípios que deveriam ser orientadores da Educação em sua função Social, Coletiva e Ética. Mais que internet, les professores de matemática exigem a condução Nacional séria da política educacional brasileira, autonomia para as instituições educativas, condições físicas adequadas e de qualidade, planos de carreira justos, políticas públicas de formação continuada, etc. Les professores brasileires trabalham muito, sobretudo, pelas condições adversas que lhes são oferecidas. Les professores exigem salas de aula com menos estudantes e materiais didáticos adequados para inovar, mobilizar e incentivar les educandes. Les professores querem trabalhar com segurança e retornar as aulas em condições didáticas e sanitárias favoráveis ao aprendizado. Para isso, clamam ao Ministério e às Secretarias (Estaduais e Municipais) de Educação para assumirem suas responsabilidades. Les professores de matemática exigem do Ministério da Educação políticas de Estado, não de Governo. Políticas essas que sejam responsivas e comprometidas com a Educação (em todos os níveis de ensino) de qualidade, plural, laica e socialmente referenciada, para todes. Como uma prática essencialmente humana jamais podemos entender a Educação Matemática como uma experiência fria, sem alma, em que os sentimentos e as emoções, os desejos, os sonhos devessem ser reprimidos por um espécie de ditadura reacionalista. (Paulo Freire, 1996)1. Neste sentido, a Diretoria Nacional Executiva da SBEM vem a público repudiar o descompromisso do Ministério da Educação em assumir com seriedade a Educação em nosso país, para todes, com respeito a les educadores, estudantes e familiares. INDIGNAÇÃO e, não, naturalização da discriminação e incentivo ao preconceito e ao ódio. Como em nosso manifesto de 06/06/2020, reiteremos, TODAS
as Vidas, de TODAS as cores, de QUALQUER classe social, de QUALQUER sexualidade, de QUALQUER idade, IMPORTAM para les professores e les educadores matemátiques

11/04/2026
02/04/2026

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Ouro Prêto, MG
35400-000

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