14/07/2021
“Por uma arquitetura de baixo carbono - NZEB no Brasil”* é o tema da quadragésima oitava Roda de Conversa promovida pela Escola em Transe, a se realizar no dia *16 de julho*, de modo virtual, a partir das *16h*.
*Link para inscrição até as 16h:* https://forms.gle/Uv35viiVtbrJUSkS7
Nas últimas semanas, temos assistido à crescente expectativa sobre a falta de chuvas e a consequente queda nos níveis dos reservatórios das grandes usinas hidrelétricas, responsáveis por mais de 65% da matriz elétrica nacional. A preocupação se estende ao campo das finanças, tendo em vista que grande parte da geração a ser incrementada para suprir a demanda tem por base combustíveis fósseis, que elevam os custos da geração de energia elétrica.
Mais que isso, embora menos divulgado pelos meios de comunicação, o aumento da geração termoelétrica, que se repete anualmente neste período, representa importante acréscimo à emissão de carbono e a consequente contribuição para o aquecimento global. Embora crescente nas últimas décadas, a participação da produção de energia por base eólica e fotovoltaica (solar) atingiram apenas a 9,6% do total da matriz elétrica em 2019.
Edifícios de Energia Zero ou Net Zero Energy Building (NZEB) são edificações altamente eficientes do ponto de vista energético e que produzem energia equivalente à própria energia consumida, alcançando um balanço anual zero. A geração própria de energia deve ter origem em fontes renováveis e limpas, como a solar.
Entretanto, a simples autoprodução de energia não permite a classificação de um edifício como NZEB. Deve-se, antes, buscar a minimização do consumo de energia, por meio de projetos arquitetônicos que respondam aos aspectos determinantes do clima local, além da implantação de sistemas e equipamentos eficientes, formas de operação inteligentes. Entre estas, possibilitar o lançamento na rede elétrica da energia produzida e não consumida, pela conversão em créditos de energia (em kWh) para compensação posterior, se necessário.