23/10/2025
Hoje recebi essa lembrança de um evento muito especial que tive o prazer de participar como artista e fundadora do Estudio Abanu.
Women on Top, foi o maior evento de lideranças femininas da América Latina.
Estive lá com os colares têxteis que desenvolvi para campanha "Nossa Gente", que destinou 30% do valor das vendas para o Conselho Indígena de Roraima, em prol dos Yanomamis. Responsabilidade social e humanidade são valores inegociável para a Abanu.
Esse evento me fez refletir muito sobre nossas potências, mas também sobre os obstáculos que nós, mulheres, mães, enfrentamos todos os dias para conquistar os espaços que também são nossos. Me tornei mãe pela primeira vez a 18 anos atrás, momento em que tranquei a faculdade, pedi demissão no escritório onde eu tinha o estágio dos sonhos, deixei o apartamento em que eu morava na Avenida Paulista, guardei em uma gaveta a lista de sonhos a serem realizados e voltei para o interior, para ser mãe. Não que essa escolha não seja uma boa escolha, eu amo ser mãe! O problema reside no fato dessa escolha vir com um caráter opressor, com uma sensação de que eu precisava "sofrer as consequências" da maternidade não programada.
Não, não é para ser sofrido! Maternidade não é penalização. Maternidade é expressão máxima de amor, de força, zelo e transformação. É um momento da vida que nos permite exercer ao máximo as nossas potências.
Ao olhar para isso eu compreendi que meus filhos e minha carreira, na realidade são aliados, porque juntos me transformam na minha melhor versão!
E é essa versão que esteve ali, usando o colar que teci com minhas mãos, feliz da vida em ter de volta o protagonismo da vida, da maternidade, da minha arte, realizada por conhecer e aplaudir de perto tantas mulheres, lideres, empreendedoras, artistas, mães. Mulheres que me inspiram.
Sigo com o que ouvi da Ana Paula Padrão naquele dia, sobre brilhar no topo: " é descobrir o que te faz feliz, quem você é, e assumir isso" 🤍