04/09/2019
E o preço da gasolina Brasileira “Batizada”? Há quem pague U$ 0,01 dólares no litro da gasolina.
Você sabia que a Petrobrás de janeiro a setembro desse ano, lucrou 8,951 bilhões de dólares? A empresa é Estatal. Apesar da Petrobras ter deixado por lei (de jure) de monopolizar a indústria petroleira no Brasil desde 1997, a estatal continua de fato a monopolizar o setor, concentrando controle majoritário sobre a cadeia produtiva dos combustíveis, nos estágios dos refinos à distribuição. Suas refinarias concentram a produção de praticamente todos os combustíveis distribuídos nos postos do Brasil.
No Brazil, o valor do litro da gasolina segue a média mundial, de U$ 1,04 dólar (Veja a lista em http://bit.ly/PrecoGasol ).
Na Venezuela, o litro da gasolina custa U$ 0,01 (SIM, VOCÊ LEU CERTO, U$ 0,01)
O petróleo e a gasolina não deixam de serem classif**ado como “commodities”, embora, diferente de outros “commodities”, em especial a gasolina, possua preço altamente variável entre países, pela incidência de impostos e conforme explicado no link acima.
Entretanto, no Brasil, os frequentes aumentos no preço da gasolina são mascarados com desculpas como a da “variação do preço internacional do barril de petróleo”. O que seria engraçado, se não fosse trágico, é que o preço sempre que sobe, nunca mais desce, mesmo o país sendo apto a ser autossuficiente no produto e a empresa ser Estatal, o que reflete, cujo dos originalmente interesses intrínsecos, a favorecer a população).
No Brasil, o MAPA impõe o “BATISMO LEGAL” (adição) de etanol à gasolina, em percentual que variou de 10% em 1977 a 27% (atualmente). A adição de etanol à gasolina tem como desculpa aumentar a octanagem (potência) e estimular a produção/consumo do etanol, empregos no campo, sustentabilidade, “menor poluição”, etc. Entretanto, essa adição, faz diminuir a quantidade de Km rodados por litro do combustível, e o consumidor f**a na desvantagem e é quem paga: compra gasolina e leva ¼ de álcool, frente aos demais países.
Se de fato quisessem baratear o custo, diminuíram a carga de impostos sobre o combustível, os quais giram para mais de 50% do preço final, custos esses acima de grande parte dos aplicados pelos demais países. E sem direito ao retorno fiscal (nota fiscal paulista).
Ao que parece aos especialistas mais críticos, o real motivo da adição do etanol na gasolina é “fazer” render o volume de gasolina total e manter a oferta (já que o Brasil, embora devesse ser autossuficiente no produto, não aumenta sua cadeia de produção faz anos); além dessa adição “fantasiar”, para baixo, o custo do litro da gasolina.
Se não bastasse, vemos relatos na mídia do “batismo ilegal”: fornecedores, transportadoras e/ou postos de combustíveis adicionando AINDA MAIS etanol à gasolina, pelo etanol ser mais barato. Tal fato ainda se aproveita do número aumentado de carros FLEX, os quais não acusam, sequer, a adulteração da gasolina. E a fiscalização? Vai do interesse público. OBS: se você parar na zona azul sem “ticket”, você em menos de 5 minutos toma multa: mas, de quanto em quanto tempo os postos são fiscalizados?
Mesmo sendo conformista, ainda nos SURPREENDE que o Brasil é líder mundial (“expertise”) na produção de gasolina de altíssima qualidade. É a Petrobrás quem fornece a gasolina utilizada em modalidades como a Fórmula 1 e outras.
Mas, volte para vida real, a gasolina que você usa, é batizada e, se tiver sorte, apenas 1 vez.