Professora Raýsa

Professora Raýsa Professora | Pesquisadora
Ensino de Ciências para Diversidades
Mestranda em Educação Científica

Nesta semana aconteceu o maior evento de Pesquisa em Ensino de Ciências da América Latina, .oficialÉ um evento muito imp...
07/10/2023

Nesta semana aconteceu o maior evento de Pesquisa em Ensino de Ciências da América Latina, .oficial

É um evento muito importante, mas também sempre desafiador, evento que eu sei que um dos meus papéis é o de enegrecer o espaço!

No último mês, quando estive no COPENE Sul, o Congresso de Pesquisadores/as Negros/as da região Sul, falei sobre essa ausência de pessoas negras neste espaço e o quanto me sinto só.

No COPENE, eu era uma das pessoas pessoas a abordar o Ensino de Ciências. E nos eventos de Ensino de Ciências, uma das poucas a abordar a questão racial.

Mas, neste ano, aconteceu algo que eu não imaginava que poderia acontecer tão recente: O meu trabalho foi alocado em uma sessão temática que tinha todos os trabalhos voltados para o problema racial ou atravessado por ele.

Me emocionei. Colaborei em enegrecer o espaço, tendo em vista que apesar da temática, a maior parte das pessoas na sala eram brancas. Mas, fiquei feliz em ver esse tema tão caro sendo o centro do debate naquela sessão de apresentações e discussão, em que aprendi tanto com colegas que pesquisam e refletem sobre este problema e com pesquisadoras negras que resistem há muito tempo neste espaço e campo de pesquisa.

Volto para casa com o coração mais esperançoso e com as energias renovadas. Com agradecimento infinito às minhas amigas e amigos de turma que me fortaleceram nesses dias.

Tive a honra de apresentar um trabalho construído a muitas mãos, elaborado por integrantes do grupo de pesquisa da qual faço parte, o Núcleo de Pesquisa em Ensino de Ciências da UFSC

Obrigada , Carol e Fábio pela parceria na escrita deste trabalho. Assim que estiver disponível para leitura, deixarei disponível o link do trabalho que analisou de que forma as pessoas negras são representadas nos livros de Ciências da Natureza do PNLD de 2018.

Nesta semana aconteceu o maior evento de Pesquisa em Ensino de Ciências da América Latina, o .oficialÉ um evento muito i...
07/10/2023

Nesta semana aconteceu o maior evento de Pesquisa em Ensino de Ciências da América Latina, o .oficial

É um evento muito importante, mas também sempre desafiador, evento que eu sei que um dos meus papéis é o de enegrecer o espaço!

No último mês, quando estive no COPENE Sul, o Congresso de Pesquisadores/as Negros/as da região Sul, falei sobre essa ausência de pessoas negras nesse espaço e o quanto me sinto só.

No COPENE, eu era uma das pessoas pessoas a abordar o Ensino de Ciências. E nos eventos de Ensino de Ciências, uma das poucas a abordar a questão racial.

Mas, neste ano, aconteceu algo que eu não imaginava que seria tão recente: O meu trabalho foi alocado em uma sala que tinha todos os trabalhos voltados para o problema racial ou atravessado por ele.

Me emocionei. Colaborei em enegrecer o espaço, tendo em vista que apesar da temática, a maior parte das pessoas na sala eram brancas. Mas, fiquei feliz em ver esse tema tão caro sendo o centro do debate naquela sessão de debate em que aprendi tanto com colegas que pesquisam e refletem sobre este problema e com pesquisadoras negras que resistem há muito tempo neste espaço e campo de pesquisa.

Volto para casa com o coração mais esperançoso e com as energias renovadas. E agradecimento gigante às amigas e amigos presentes e que me fortaleceram muito ao longo desses dias.

Tive a honra de apresentar um trabalho construído a muitas mãos, elaborado por integrantes do grupo de pesquisa da qual faço parte, o Núcleo de Pesquisa em Ensino de Ciências.

Obrigada , , Carol e Fábio pela parceria na escrita deste trabalho. Assim que estiver disponível para leitura, deixarei disponível o link do trabalho que analisou de que forma as pessoas negras são representadas nos livros de Ciências da Natureza do PNLD de 2018.

Que honra é encontrar a Barbara Carine nos congressos e nos espaços que faço pesquisa.O meu processo de compreender o qu...
04/10/2023

Que honra é encontrar a Barbara Carine nos congressos e nos espaços que faço pesquisa.

O meu processo de compreender o que é ser uma mulher negra na nossa sociedade, foi na universidade, no mesmo momento em que eu precisava lidar com o racismo e a exclusão TAMBÉM em um ambiente extremamente elitizado, o primeiro (e único) que conheci, a universidade federal.

Naquele momento, em 2015, minha maior referência era a professora que escrevia sobre questões raciais e me ensinava através de suas pesquisas, como incluir essa discussão nas aulas de química, a Barbara ( )

Hoje, mais uma vez, a encontro no maior evento da Améfrica Ladina de Pesquisa em Ensino de Ciências, como ela citou hoje, fazendo referência a saudosa Lélia Gonzalez.

Hoje, sendo uma referência ainda maior do que era há 8 anos atrás, grandona, pé na porta, como ela sempre diz. Me fez chorar em sua fala na mesa redonda, contemplando à mim e tantas outras pesquisadoras negras ali, no espaço gigante que é o .oficial

Adupè pela partilha minhirmã! ❤️

Adupè Orisà por mulheres tão potentes e inspiradoras em minha caminhada, agradeço por intelectuais tão potentes que vieram antes de mim, abriram e abrem caminho, me inspirando, fortalecendo e encorajando a permanecer no espaço da pesquisa acadêmica.

Na última semana aconteceu o Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/es - Copene-sul.Foi um evento muito rico de...
06/09/2023

Na última semana aconteceu o Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/es - Copene-sul.

Foi um evento muito rico de aprendizados, aquilombamento e construção coletiva de luta por pesquisadores/as negros/as da região Sul mas também de outras regiões do Brasil.

Ouvir pesquisadoras que são referência na minha pesquisa de mestrado, além de experiências de docência de comunidades tradicionais quilombolas enriquece minha trajetória e criticidade no processo constante de formação como professora.

Também tive a oportunidade de apresentar o trabalho "O Conto 'A nova Califórnia' de Lima Barreto: potencialidades para abordar implicações sociais da ciência no ensino e na formação de docentes de Química" que construí junto ao meu orientador de mestrado.

Tem pretos e pretas no Sul!

Vai ao ar hoje, uma fala que fiz para o Simpósio sobre Grandes Educadores.A minha fala foi em homenagem a Antonieta de B...
27/04/2023

Vai ao ar hoje, uma fala que fiz para o Simpósio sobre Grandes Educadores.

A minha fala foi em homenagem a Antonieta de Barros e o merecido reconhecimento que teve, tendo seu nome inscrito como He***na da Pátria no início deste ano e o quanto isso significa para Santa Catarina, na valorização da memória de personalidades negras.

Falar sobre uma grande referência para nós, professoras negras e catarinenses foi uma honra.



💡Os grandes educadores e educadoras que transformaram a educação no Brasil e no mundo são tantos, que o IC resolveu realizar um super simpósio mensal sobre essas pessoas!

💡Em mês de abril, vamos aprender mais sobre Antonieta de Barros, uma professora, jornalista e escritora, que foi a primeira mulher negra eleita no Brasil. Lutou pela emancipação feminina, pela educação para todos e pela valorização da cultura negra.

❤️Imperdível, não é mesmo?

✅Então, salve o evento na sua agenda, curta o post e compartilhe com amigos e amigas! Eles vão agradecer você por isso!

Hoje é dia de comemorar o nascimento dessa grande personalidade! Benedita da Silva, mulher gigante que resiste e luta em...
26/04/2023

Hoje é dia de comemorar o nascimento dessa grande personalidade!

Benedita da Silva, mulher gigante que resiste e luta em defesa da população negra no Brasil!

A comemoração proposta pela é em forma de bate papo, com três mulheres negras atuantes na política e que resistem em defesa dos nossos!

Com a mediação da professora Sônia Carvalho, vamos contar com a presença potente da , e .analuciamartins

O bate papo vai acontecer no YouTube, a partir das 19h! Não perde que vai ser lindo demais!

Te aguardamos!

Vez ou outra, alguém me pergunta: E a Química? Abandonou? Não pensa em ser bacharel ou fazer pós na Química Pura?Eu entr...
28/02/2023

Vez ou outra, alguém me pergunta: E a Química? Abandonou? Não pensa em ser bacharel ou fazer pós na Química Pura?

Eu entrei na graduação em QMC para concretizar o sonho de ser professora e nunca tive dúvidas disso, isso me faz sentir contemplada pela escolha em me especializar em Educação.

Mas, algo inegável é que a graduação fez eu me apaixonar ainda mais pela Química, tendo uma vontade imensa de experienciar o laboratório, a pesquisa na área pura! E o que me tirou esse brilho dos olhos foi o próprio Departamento de QMC da UFSC, sempre protegendo agressores de situações gravíssimas.

A área das Ciências Exatas, tem um fetiche ímpar por alimentar a ideia de que ciência se faz por homens, brancos e héteros. Trabalhar em um laboratório na graduação, além de precisar ser DE GRAÇA, esperando conseguir uma bolsa no futuro, precisa ser engolindo o racismo, a misoginia, a homofobia, o abuso de autoridade, o assédio moral e sexual.

Sem surpresas, ontem aconteceu um novo episódio, em que um doutorando se sentiu confortável em falar isso dentro do laboratório! (imagem 1)

O Programa de Pós-Graduação fez contato com o Setor responsável pela UFSC, afinal, agora temos a RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 175/2022/CUn, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2022, que cita como devem ser tratadas situações como essa. Que precisam ser analisadas por pessoas que têm formação para isso e que não se torne mais um caso em que um homem branco e heterossexual, analise o comportamento de outro homem branco heterossexual, tratando uma situação criminosa como se fosse uma atitude qualquer.

Está na hora de acabar com a naturalização de situações como essa. Não podemos mais silenciar. Temos lugar para denunciar! Gostaria muito de ter tido espaços como temos hoje, nos momentos em que quase desisti da minha formação por situações violentas como essa.

Espero que o PPG acolha as vítimas da situação, que devem estar vivendo um terror por frequentar o mesmo espaço de um homem que as ODEIA.

São com essas grandes transformações que um dia poderemos dizer que a Universidade Pública é para todas as pessoas! E aí, mulheres negras LGBT+ não precisarão desistir de sonhos por autopreservação.

Pensei 2x antes de decidir responder isso também aqui no feed.Primeiro, porque quando decidi ter um perfil de prof, para...
14/02/2023

Pensei 2x antes de decidir responder isso também aqui no feed.

Primeiro, porque quando decidi ter um perfil de prof, para expor minha pesquisa e atividade docente (além do que mais eu quisesse), eu sabia que isso aconteceria, então decidi que não daria palco para gente ra***ta.

Segundo, que eu decidi não utilizar mais um perfil exclusivamente pessoal, porque deixou de fazer sentido expor minha vida pessoal, depois que comecei a ser atacada na minha intimidade por produzir pesquisa que denuncia o genocídio negro e o racismo nas instituições escolares e de formação docente.

Mas, como podem ler, recebi essas mensagens de pessoas que se dizem ter interesse por uma prática docente antirra***ta. E isso, no mínimo, é contraditório e preocupante. O que exatamente essas professoras estão fazendo em sala de aula e chamando de antirracismo?

A minha religião também faz parte do meu fazer docente, o meu sagrado também me constitui enquanto professora! Tudo que me atravessa me forma enquanto professora de química. Eu não deixo de ser mulher, negra, bisexual, candomblecista e pesquisadora no momento que planejo minhas aulas ou adentro uma sala de aula! Essa é a primeira coisa que precisamos desconstruir enquanto professories. A ideia de neutralidade em sala de aula ou no fazer científico já deveria ter ficado para trás há muito tempo e me entristece muito saber que as pessoas ainda acreditem/exigem isso de professories, principalmente nós.
Além disso, neste perfil (que é exclusivamente meu), vou seguir postando o que eu quiser.

E por fim, se você ainda não compreendeu que a demonização das Religiões de Matriz Africana está totalmente atrelada ao genocídio negro e à demonização de tudo que é da cultura negra e de nossa ancestralidade africana, sugiro que compreenda mais sobre o processo de apagamento da história negra. A criminalização das Religiões de Matriz Africana, que fez parte da realidade brasileira por centenas de anos, deu lugar à demonização que permeia o imaginário social, de que tudo que tem origem negra é ruim ou errado. O que você não quis chamar de “intolerância religiosa” é, além disso, racismo.

Exu proteja nossa caminhada neste ano letivo que inicia! Àse

Novos aprendizados e novos desafios à vista!Imensamente feliz e honrada por entrar para essa família linda e de luta!Ten...
09/02/2023

Novos aprendizados e novos desafios à vista!

Imensamente feliz e honrada por entrar para essa família linda e de luta!

Tenho certeza que tenho muito a aprender com a Educação Escolar Quilombola e me sinto privilegiada em ter uma oportunidade tão rica! Que seja uma trajetória de muita luta e muitas descobertas! Axé ✊🏽

Post sobre o presente no meu perfil:No próximo domingo, dia 05/02, acontecerá o Primeiro Presente de Iemanjá em São José...
01/02/2023

Post sobre o presente no meu perfil:

No próximo domingo, dia 05/02, acontecerá o Primeiro Presente de Iemanjá em São José.

Um evento que ocorre em diversas cidades brasileiras, mas nunca teve sua valorização em São José, fazendo com que os Centros de Religião de Matriz Africana seguissem realizando o presente de forma individual, a noite, quase escondidas da comunidade. Assim como historicamente a cidade de São José e o estado de Santa Catarina tratam a população negra e sua cultura.

Mas, neste ano de 2023 resolvemos fazer diferente. Mesmo sem apoio financeiro da prefeitura, os Terreiros de São José e região, resolveram se unir em um presente coletivo, no Centro Histórico de São José! A concentração será no Beco da Carioca, local que marca a presença negra na história da construção da cidade.

Com o apoio da Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura, conseguimos garantir segurança e estrutura para o evento, que vai contar com cantos religiosos, afoxé, muita dança e música, também terá roda de capoeira, venda de acarajé (receita original) e artigos religiosos pelos próprios terreiros e a entrega do presente à Rainha dos Mares e todas as Yabàs.

A população negra construiu essa cidade, existe e resiste neste espaço! Nossa religião é o que nos mantém de pé e o que permitiu nossa força ao longo de todos esses anos!

O povo de axé existe e resiste em São José!

Bora com a gente nesse evento histórico de São José?

Finalmente Antonieta de Barros é reconhecida como He***na Nacional! Uma Catarinense que não fugiu à luta e sempre defend...
05/01/2023

Finalmente Antonieta de Barros é reconhecida como He***na Nacional!

Uma Catarinense que não fugiu à luta e sempre defendeu as necessidades do povo negro em suas ações e conquistas como professora, diretora, jornalista e deputada!

Que tenhamos nossas lutas locais também valorizadas e que, na próxima audiência realizada na ALESC para a aprovação do Projeto de Lei para que a Escola Antonieta de Barros seja um espaço de Cultura e Memória Negra em Florianópolis!

Axé na luta!
Parabéns às novas Ministras por valorizarem nossa ancestral e inspiração na Luta! ✊🏽

Endereço

Ponta Grossa, PR
84030-900

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