29/10/2013
Bullying versus Cyberbullyin: Existem fatores distintos entre o cyberbullying e o bullying que podem fazer uma grande diferença nas consequências psicológicas e sociais a respeito deles:
Quem é o inimigo? Enquanto no bullying se tem conhecimento de quem é a vítima e o agressor, no cyberbullying o agressor pode ser qualquer um ao nosso redor. Pode ser um indivíduo que se encontra perto ou longe da vítima, como alguém que podemos conhecer ou não. O fato de desconhecimento de quem é o agressor, amplia exponencialmente a pressão psicológica e o medo.
Limites espaciais: O bullying é realizado num espaço real e físico, o cyberbullying não tem delimitação espacial. O cyberbullying “acompanha” a vítima. Esta só consegue ver-se livre da agressão, isolando-se tanto da comunidade como das tecnologias. A não existência de um “porto seguro”, é mais um motivo de stresse para a vitima.
Características dos agressores: No bullying o agressor é considerado um indivíduo com boa capacidade física, fisicamente e emocionalmente agressivo, com uma má relação com a escola. No cyberbullying, não existe nenhuma referência à capacidade física, dado que esta não é necessária para agressão psicológica. Os cyberbullies são normalmente bons alunos e com uma boa relação com a escola.
O medo de punição da vítima: Uma das medidas que os pais das vítimas do cyberbullying tendem a adotar, assim que são confrontados com os “perigos” que o seu educando está sendo alvo, é o de retirar a este o acesso aos veículos da agressão. Esta atitude castiga ainda mais a vitima, fazendo com que se arrependa de ter contado a situação. A vítima no bullying convencional é protegida, afastando-se do agressor.
Os observadores ou testemunhas: No cyberbullying, o observador pode escolher entre ser ou não participante. É muita das vezes também um bully, dependendo da plataforma na qual a ação decorre, pode intervir se for num “chat”, pode reencaminhar o e-mail difamatório ampliando a quantidade de observadores, em suma, o observador inicial pode transformar-se num agressor de segunda linha, ampliando ou perpetuando o ataque inicial, podendo ser visto numa óptica de “Quem cala, consente”.
(crescer.sapo.pt)