NATI POA RS - Núcleo de Atenção à Terceira Idade

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NATI POA RS - Núcleo de Atenção à Terceira Idade Olá! O NATI é um grupo com interesse em estudar e divulgar o conhecimento da psicologia sobre a t

08/09/2026

COMO SOBREVIVER EM UM MUNDO HOSTIL.
Infelizmente, o mundo se tornou hostil. Ao nos levantarmos da cama já somos agredidos pelos noticiários que colocam o pior do mundo em nossa mesa.
Ao acessarmos o computador já temos alguém tentando no vender algo, mudar nossa cabeça e nos comprometer em alguma causa.
Ao nos deslocarmos para o trabalho ou estudo tememos ser assaltados, as relações familiares são tênues e as amizades superficiais.E como defendemos nossa saúde mental?
Primeiramente, devemos cultivar amizades com pessoas adequadas e honestas. Amigos influenciam muito nossa saúde mental.
Em segundo lugar investir na família, nem sempre dá certo, mas temos que tentar.
Em terceiro lugar devemos aprender a dominar nossos sistemas de defesa e alerta. Quando na rua devemos estar em alerta, mas precisamos aprender a desliga-lo ao entrar em casa. Quem não sabe relaxar não sabe viver. Evite ver televisão ou ligar o computador ao chegar em casa.
Reflita sobre seu dia de maneira realista. Se f**aram tarefas ou problemas para resolver, faça uma lista mental, programe ações e diga para si mesmo: Agora, amanhã. E não pense mais nisto. No começo é difícil, mas com o tempo se consegue.
Finalmente, procure fazer exercício e comer de maneira saudável. Assim você se blinda das agressões ambientais diárias.
Na próxima terça feira escreverei sobre como encontrar sentido e propósito na vida. Até lá.
Dr. Josué de Paula Bahlis. CREMERS 11851 WhatsApp (51) 999827405
PÓS-GRADUADO EM TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL
Este artigo pode ser reproduzido sem a permissão do autor. Não foi usada IA neste texto.

01/09/2026

É POSSÍVEL SE AUTOTRANSFORMAR?
Não só é possível, como é a única maneira, a terapia só pode exercer efeito sobre uma pessoa que realmente deseje mudar algum aspecto de sua vida.
O que não quer dizer que seja fácil. As vezes a gente quer mudar, mas não sabe como, f**a circulando em volta do objetivo como insetos em volta da lâmpada, sem um plano ou estratégia.
E o que leva uma pessoa a querer mudar? Geralmente uma dor. Quando a pessoa cansa de sentir dor, ela muda. Mas é um preço caro a ser pago. A terapia visa a orientar o paciente na mudança, evitando desconforto desnecessário. Mas, se não temos condições de procurar terapia, pelo menos existem algumas manobras mentais uteis.
A primeira é a conscientização, devemos saber o que queremos mudar e por que. Não basta saber o que não queremos ser, devemos ter em mente o que desejamos ser. Muitas pessoas sabem bem o que não devem fazer, mas não sabem o que devem fazer ou por que devem fazer. Assim f**a difícil.
A segunda coisa é treino e prática. Não adianta eu saber profundamente a teoria da musculação se eu nunca cheguei perto de uma academia. Pensar é bom, mas agir é fundamental.
A terceira coisa é se avaliar periodicamente, com uma métrica bem definida. Escrever o que está acontecendo, o que funcionou e o que não funcionou é muito útil. Quem se documenta progride mais rápido.
Agindo assim, como um escultor aprimora sua obra, podemos esculpir a nós mesmos. É essa capacidade de se aprimorar que define a dignidade humana.
Na próxima terça feira escreverei sobre como agir em um ambiente hostil, por que o mundo, infelizmente, se tornou hostil. Até lá.
Dr. Josué de Paula Bahlis. CREMERS 11851 WhatsApp (51) 999827405
PÓS-GRADUADO EM TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL
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11/08/2026

OVERTHINKING
Overthinking é, literalmente, pensar demais. Muitas vezes f**amos remoendo uma ideia ou repassando mentalmente planos que já estão definidos e não serão mudados. É uma perda de energia e espaço mental que poderiam ser aproveitados de maneira mais construtiva.
Geralmente o overthinking signif**a insegurança, mas não em relação ao plano, mas em relação a nós mesmos.
Então, não devemos apenas travar o pensamento, mas sim verif**ar se temos capacidade para executá-lo.
Se, após inventariar nossas capacidades, vemos que o planejado tem uma boa chance de dar certo, devemos seguir em frente, pois a própria ação diminuirá a ansiedade.
Se f**armos inseguros, após uma análise realista, de nossas capacidades, devemos modif**ar o plano ou nos preparar melhor. Como Lincoln dizia: “se me derem uma hora para cortar lenha, eu passo meia hora afiando o machado”.
Fazendo assim, não só evitaremos aventuras infundadas, como evitaremos a paralisia por análise, onde a mente f**a pressa a um problema já solucionado.
Agir sem pensar é perigoso, pensar sem agir é inútil. Não basta ter uma boa mente, tem que usar bem.
Nas próximas duas terças feiras não haverá publicação, pois estarei em viagem. Voltarei com o assunto: é possível se autotransformar? Até lá.
Dr. Josué de Paula Bahlis. CREMERS 11851 WhatsApp (51) 999827405
PÓS-GRADUADO EM TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL
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04/08/2026

POR QUE TERMINAM AS RELAÇÕES?
Ao contrário do que se pensa, as relações não terminam por infidelidade, maus tratos, incompreensão, etc. As relações terminam porque as pessoas mudam.
Imaginem um casal que está junto a anos, experimentaram várias experiencias, amadureceram e mudaram substancialmente com o passar do tempo. É bem possível que tenham evoluído de formas diferentes, seus valores e objetivos se distanciaram.
E quando acontece a separação com um casal jovem, com pouco tempo juntos? Provavelmente porque os cônjuges não se conheciam muito bem. Alguns namoros são verdadeiras obras de ficção. Os participantes fazem questão de mostrar como não são, e nenhum relacionamento pode se construir sobre mentiras.
E existe uma terceira possibilidade, muito comum. A pessoa engana a si mesma. É obvio que não existe compatibilidade entre o casal, que a relação se apoia única e exclusivamente na idealização do parceiro(a) e na atração sexual. Quando esta arrefece, o relacionamento acaba.
É o tipo de relacionamento onde, como escreveu Oscar Wilde, grande escritor inglês: no casamento a pessoa começa por enganar a si mesma, termina por enganar o outro...
Na próxima terça feira escreverei sobre como evitar o overthinking, o processo pelo qual o pensamento entra em espiral, não sai do lugar e não melhora a qualidade das nossas decisões. Até lá.
Dr. Josué de Paula Bahlis. CREMERS 11851 WhatsApp (51) 999827405
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21/07/2026

RELAÇÕES SADOMASOQUISTAS
O sadomasoquismo não é mais classif**ado como doença, desde que amparado em limites de segurança e seja consensual. Mas a linha pode ser tênue entre a perversão e um fetiche.
Por exemplo: se um casal tem limites claros de suas atividades e códigos para não haver exageros, tudo bem. Se o casal não tem estes limites e as coisas saem do controle, podendo causar lesões, aí temos um problema sério.
Em uma relação sadomasoquista verdadeira o masoquista sabe que o sá**co vai passar dos limites, mesmo que o passivo peça que pare. E ainda assim a parte passiva se submete, e procura o sá**co.
Mas as relações sadomasoquistas não se limitam ao plano sexual, muitos casais se humilham, e até se agridem verbalmente sem a expressão sexual propriamente dita. Dá para se dizer que trocam o s**o pela agressão.
Existem chefes, professores e até pais sá**cos, da mesma forma existem masoquistas. De certa forma creio que todos nós experimentamos abusos morais de uma forma ou outra durante a vida. Mas o fato de terem abusado de nós não implica na gente ter que gostar disto, nem deve ser uma desculpa para nós abusarmos dos outros.
Na próxima terça feira escreverei sobre o que fazer se nós ou alguém que conhecemos foi abusado física ou moralmente. Até lá.
Dr. Josué de Paula Bahlis. CREMERS 11851 WhatsApp (51) 999827405
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14/07/2026

VÍCIO EM JOGOS parte 2
A verdade é que ainda não existe um tratamento específico para vício em jogos, usa-se as técnicas que usamos para outras adicções, adaptadas.
A primeira coisa a fazer é se abster. Somos o que fazemos repetidamente, ainda que seja difícil, é necessário evitar o jogo e situações que induzem a jogar.
Algumas vezes a pessoa não consegue se controlar, e talvez ela tenha ser monitorada por alguém de confiança em relação as suas atividades e ao dinheiro.
É extremamente importante que sejam identif**ados os gatilhos que precedem a vontade de jogar, lembram dos pensamentos automáticos?
É muito conveniente que a pessoa desenvolva outra atividade substitutiva que lhe dê prazer, como exercícios, esportes ou outra atividade.
O mais importante é a pessoa tratar a causa da dependência. Para a maioria dos viciados em jogo, o ato de jogar é uma fuga temporária. A questão é de que a pessoa quer fugir.
Finalmente, o jogador vive em um mundo de fantasias, ele acredita realmente que pode ganhar. Esta pessoa deve ser gentilmente convidada, e preparada, para enfrentar a realidade.
Na próxima terça feira escreverei sobre relações sadomasoquistas. Até lá.
Dr. Josué de Paula Bahlis. CREMERS 11851 WhatsApp (51) 999827405
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07/07/2026

VÍCIO EM JOGOS
O vício em jogos é considerado doença e está catalogado no CID (código internacional de doenças) sob a designação F63.0. Mas, antes de mais nada, devemos nos perguntar: o que leva o ser humano a jogar?
Nem os filósofos nem os antropologistas conseguiram dar uma explicação convincente de porque o ser humano gosta de jogar. Eu vou dar a minha hipótese pouco convincente. Eu acho que o impulso para o jogo tinha, e tem, até certo ponto, um fator de sobrevivência.
Um caçador coletor primitivo saia para conseguir comida arriscando a vida, por seleção natural as pessoas com prazer no risco tinham mais sucesso na luta pela vida. Nós sabemos que quem tem capacidade e prazer de enfrentar um risco relativo progride mais.
O problema é que em algumas pessoas esta tendencia se perverte. Não avaliam bem o risco, nem as próprias capacidades. É como se um caçador enfrentasse um mamute sozinho e desarmado.
Neste sentido o jogador compulsivo joga compulsivamente, contra todas as possibilidades, quase como se quisesse perder. Só de pensar em jogar seu cérebro se enche de dopamina, e ele esquece o resto
Nem todo jogo é vício, ou deveríamos classif**ar o jogo de canastra, feito na praia, como vício. O que define o vicio em jogo é jogar acime de suas possibilidades, de uma maneira abusiva, com detrimento de suas atividades profissionais e de suas relações afetivas.
Na próxima terça feira escreverei sobre o tratamento para o vício em jogos, até lá.
Dr. Josué de Paula Bahlis. CREMERS 11851 WhatsApp (51) 999827405
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30/06/2026

A ILUSÃO MAIS FREQUENTE
A ilusão mais frequente que encontro em minha prática é a de que o mundo é justo.
Isto leva a dois pressupostos que podem nos afligir.
O primeiro é que se fizermos tudo certo, nada de mal acontecerá conosco.
O segundo é que se algo de ruim acontece com a gente, é porque fizemos algo errado.
As coisas não são assim tão simples, coisas ruins acontece com gente boa independentemente do seu merecimento. O nosso sucesso e fracasso depende mais de sorte do que gostaríamos de admitir.
Talvez a maneira mais saudável de enfrentar a realidade seja admitir que um bom jogador, preparado e atento, vai vencer mais vezes que os outros, mas eventualmente vai perder também, faz parte da vida.
O importante é não apostar tudo a cada rodada, pois se perder está fora do jogo. Quem trabalha em bolsa de valores sabe disto.
Então devemos admitir a possibilidade de perder em alguns aspectos no jogo da vida. Casamentos não dão sempre certo, negócios podem falhar. Devemos esperar pelo melhor, mas nos preparar para o pior. O importante é que, na luta pela vida, o saldo seja positivo.
Na próxima terça feira, aproveitando que falei sobre jogos, escreverei sobre vicio em jogos, problema social enorme que teremos que enfrentar. Até lá.
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23/06/2026

VÍCIO EM PORNOGRAFIA. Continuação
Como eu expliquei na publicação passada, vício em pornografia não é catalogado como doença no DSM (manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais) e no CID (código internacional de doenças), que são códigos de catalogação de doenças. Mas o fato é que pode atrapalhar se passa dos limites.
O exagero no consumo de material pornográfico segue a lógica de qualquer hábito. Somos o que fazemos repetidamente, para o bem ou para o mal.
Qualquer hábito cria vias facilitadoras neurais que podem ser apagadas ou reforçadas, conforme são usadas ou não.
Então, começamos nos impondo uma determinada hora e local para exercer nosso hábito, só isto já tira a força dele. Com o tempo, se necessário, podemos diminuir essa exposição.
Mas o principal é descobrirmos porque estamos presos a este hábito, geralmente é uma maneira de controlar a ansiedade ou a depressão, mas é uma maneira primitiva e não produtiva.
Devemos tentar colocar outro hábito no lugar, mais produtivo. Ao mesmo tempo devemos buscar as causas de nossa ansiedade e tratá-la, com a ajuda de um terapeuta.
Na próxima terça feira escreverei sobre a ilusão mais comum que encontro na clínica, e que nos torna infelizes. A ilusão que o mundo é justo e que merecemos ser felizes. Até lá.
Dr. Josué de Paula Bahlis. CREMERS 11851 WhatsApp (51) 999827405
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16/06/2026

EXISTE VÍCIO EM PORNOGRAFIA?
Do ponto de vista dos manuais de códigos de doenças, tanto o CID quanto o DSM não nomeiam um vício em pornografia.
Mas o fato é que o que caracteriza um vício é o fato dele atrapalhar a vida afetiva ou profissional da pessoa.
Se a pessoa para suas atividades de trabalho para olhar pornografia, não consegue deixar de abrir uma imagem durante a aula, ou a pornografia ocupa um tempo que deveria ser dedicado a outras atividades, então temos um problema.
Mas devemos lembrar que esta aderência ao material pornográfico não é uma doença em si, é um sintoma. Pode ser de ansiedade, solidão, depressão e outras condições e situações. Como a pornografia libera dopamina, funciona realmente como um ansiolítico.
O problema é quando a exposição excessiva a pornografia muda os parâmetros da pessoa. Aqueles atores e atrizes, bem como seus desempenhos, passam a representar os ideais de uma relação sexual, o que é muito irreal e leva a uma frustração com a realidade.
Então, se realmente existe um exagero no consumo de material pornográfico, a solução não é reprimir, mas descobrir a causa base e tratá-la. Na próxima terça feira escreverei sobre como podemos enfrentar este problema complexo em seus vários aspectos. Até lá.
Dr. Josué de Paula Bahlis. CREMERS 11851 WhatsApp (51) 999827405
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