25/07/2023
Seguindo os objetivos do Programa de Extensão Movimentos Sociais e Serviço Social, a fim de fortalecer a luta pela garantia e pela defesa dos direitos sociais, celebramos o dia 25 de julho – Dia Internacional da mulher negra latino americana e caribenha - data importantíssima para a luta da classe trabalhadora, que sobretudo demarca a resistência e luta das mulheres negras contra a exploração no trabalho, a subalternidade, o sexismo e o racismo frente as múltiplas violências perpetradas dentro do modelo societário branco e eurocêntrico.
Necessário destacar que gênero e raça estruturam na América Latina, em particular no Brasil, o modo de produção capitalista implicando nas múltiplas desigualdades sociais e processos de exclusão econômicos, políticos e culturais da população negra.
Dados do DIEESE 2023, mostram que a mulher negra trabalha o dobro para ter salário equiparado a de um homem branco, mostrando que o maior impacto da desigualdade no mercado de trabalho recai sobre corpos negros. Podemos lembrar de Cleonice Gonçalves, mulher negra, trabalhadora doméstica desde a adolescência, foi a primeira vítima do Corona vírus no país em 2020. Ainda na pandemia, acompanhamos a luta e o luto de Mirtes, também mulher negra que teve o seu filho Miguel, vítima de homicídio em consequência da ação ra***ta de sua patroa, Sarí Corte Real, mulher branca, e que segue impune após 3 anos do crime ocorrido.
Tais exemplos evidenciam os resquícios da colonialidade em nossa sociedade sustentada por processos que privilegiam a hegemonia branca de um lado, e que do outro desqualificam, incapacitam, perseguem, adoecem e matam mulheres negras, mostrando a importância e da necessidade de fortalecer o 25 de julho, que trás a internacionalização do feminismo negro pois a identidade feminista não é homogênia e nem linear.
Foto do card: Tereza de Benguela, era mulher negra oitocentista e uma das mais ícones lideranças quilombolas no Brasil, que lutou pela liberdade de negros e indígenas escravizados. A luta e a resistência de “Rainha Tereza” se une ao combate do racismo e do sexismo que o movimento de mulheres negras em diáspora marcou em 25 de julho de 1992 na República Dominicana.