10/07/2026
Tem uma coisa que esse caso lembra bem: a covid não terminou quando os sintomas passaram. Pelo menos não para todo mundo.
Essa menina teve uma gripe, testou positivo para covid, melhorou, e só dois meses depois é que o problema real apareceu, grave o suficiente para exigir três cirurgias e quase um mês e meio de tratamento.
O que chama atenção nesse relato, publicado por uma equipe do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, é o caminho que os médicos encontraram quando os procedimentos convencionais não bastaram.
Em vez de partir direto para uma técnica mais invasiva, eles usaram um sistema de vácuo dentro do próprio tórax da criança, dando tempo e estímulo para que o pulmão se curasse com os próprios recursos. Felizmente, funcionou bem o suficiente para virar o primeiro registro desse tipo de tratamento em pediatria no mundo.
Histórias como essa mostram o que a ciência ainda está descobrindo sobre os efeitos tardios da covid. Além disso, ajudam a entender por que é fundamental continuar acompanhando crianças que tiveram a infecção, mesmo quando parecem ter se recuperado bem.
Fonte: Artigo “Bronchopleural fistula following covid-19 and necrotizing pneumonia in childhood: treatment with intrapleural vacuum-assisted closure therapy” (2025), publicado por Jose Carlos Fraga, Felipe Colombo Holanda, Natalia Zanini Silva, Maria Fernanda Oliveira, Paola Santis Isolan e Elenara Fonseca Procianoy e feito pelo Programa de Pós-Graduação em Cardiologia e Ciências Cardiovasculares (PPG Cardiologia UFRGS)