Museu de Paleontologia da UFRGS

Museu de Paleontologia da UFRGS Irajá Damiani Pinto, hoje professor Emérito desta Universidade. A antiga Escola de Geologia foi transformada em Instituto de Geociências em 1971.

O Museu de Paleontologia do Instituto de Geociências da UFRGS teve seu início em salas situadas nos porões da Faculdade de Direito, pelo empenho e dedicação do Prof. Em 1945, sendo nomeado Assistente da Cadeira de Paleontologia, o referido professor, dispunha de duas salas, uma para depósito e biblioteca particular e outra para o Museu do Curso de História Natural. Em julho de 1954 foi criado o In

stituto de Ciências Naturais, que passou a ocupar prédio próprio ao lado da Reitoria. A coleção de fósseis começava a crescer de modo significativo, sendo então depositada ao longo de corredores do prédio, em armários envidraçados, de modo que algumas peças podiam ser vistas pelas pessoas que por ali passavam. Em 1954, com a criação da Escola de Geologia, o Museu de Paleontologia foi vinculado a ela, contando então com uma coleção de fósseis e de rochas. Da mesma forma, o Museu Luis Englert, pertencente à Engenharia de Minas, dispondo de coleção de rochas e minerais, passou para a Geologia. A partir de então, o Museu de Paleontologia passou a dedicar-se exclusivamente aos fósseis, ficando os minerais e rochas a cargo do Museu Luis Englert, como vem sendo até hoje. A crescente demanda de novos espaços levou a UFRGS à construção do Campus do Vale. Assim, o Instituto de Geociências deslocou-se do centro de Porto Alegre para lá, em 1987. E a coleção de fósseis foi alojada em três salas do Departamento de Paleontologia e Estratigrafia. Parte do acervo do Museu esteve em exibição por quase um ano (entre 08/2004 e 04/2005) numa exposição promovida pelo Museu da UFRGS, denominada “Antes dos Dinossauros”. O interesse pelos fósseis e pela história geológica da Terra foi atestado pelo número de visitantes (15 mil) que compareceram à referida exposição. Finalizada a exposição não mais havia espaço físico nas dependências do Departamento para acomodar, além da vasta coleção de espécimes fósseis, que crescia ano a ano, todo o material produzido na referida exposição. Assim, mostrava-se cada vez mais urgente garantir a preservação deste patrimônio público e sua divulgação. Uma vez constatada a necessidade de mudanças estruturais do espaço físico destinado ao Museu, foram buscados recursos para proceder as reformas para a instalação, de forma definitiva, de um espaço adequado à exibição e guarda de fósseis nas dependências do Departamento de Paleontologia do IG/UFRGS. Um projeto arquitetônico (visando a ampliação da área do Museu para 150m2), incluindo obras estruturais e equipagem da sala de exposições com materiais museográficos, foi apresentado à PETROBRÁS, a qual destinou recursos financeiros para as obras de remodelamento do espaço físico ocupado pela então sala de exposições do Museu de Paleontologia e salas adjacentes (salas de aula e de testemunhos geológicos). O Museu foi inaugurado em dezembro de 2008.

Bem-vindos à Hora do Fóssil! O carnaval já se encerrou, mas por aqui ainda estamos no clima de festa, e, por isso, no   ...
25/02/2023

Bem-vindos à Hora do Fóssil! O carnaval já se encerrou, mas por aqui ainda estamos no clima de festa, e, por isso, no de hoje conheceremos alguns dos fósseis mais excêntricos já descobertos! Adentrando os mares do Cambriano, iniciamos a lista com o exótico Hallucigenia, que recebeu este nome devido à sua forma “alucinante”, com o corpo em formato de tubo recoberto por espinhos e várias pernas com garras. Nosso segundo fóssil exótico é o Estemmenosuchus, um dos grandes terapsídeos do Permiano. Seu nome signif**a “crocodilo coroado” e é caracterizado por chifres que eram provavelmente utilizados para exibição. Representando os anfíbios, temos o Diplocaulus, conhecido por suas placas ósseas largas nas laterais do crânio, semelhantes à um bumerangue. Os próximos dois répteis viveram no Triássico, sendo eles os extravagantes Longisquama e Sharovipteryx. O primeiro era um pequeno réptil com estruturas dorsais semelhantes a p***s que ocorriam em uma ou duas fileiras nas costas. O segundo é notável por possuir habilidades planadoras ou talvez até mesmo voadoras. Passando para o Jurássico encontramos o encantador Yi qi, um dinossauro pequeno que possuía um enorme osso alongado que se projetava de seu pulso que ajudava a sustentar as membranas das asas. Seu parente próximo, o Epidexipteryx, era um carnívoro bípede com o corpo coberto de p***s que não eram utilizadas para voar. As suas características mais distintas são as quatro longas p***s que saiam da cauda. Adentrando o Cretáceo, elencamos dois fósseis coloridos: Psitacosaurus e Sinosauropteryx, ambos dinossauros, estão tão bem preservados que é possível verif**ar a presença de pequenas estruturas chamadas melanossomos, parte integral da estrutura protéica das p***s responsável pela sua coloração, mas isto é assunto para outro HdF! Quanto ao Cenozoico, elencamos um representante bem extravagante, e como citar extravagância sem citar os ornitorrincos, não é mesmo? Obdurodon era um monotremado (ordem de mamíferos que põem ovos) que alcançava o dobro do tamanho dos ornitorrincos atuais. E aí, qual destes exuberantes fósseis você mais gostou de conhecer?🎭🎉

Bem-vindos à Hora do Fóssil! O quão rápido você teria de ser para escapar dos répteis que abordaremos hoje? Por sorte, n...
17/02/2023

Bem-vindos à Hora do Fóssil! O quão rápido você teria de ser para escapar dos répteis que abordaremos hoje? Por sorte, não muito. Por dois motivos. O primeiro é que, obviamente, são organismos fósseis. E o segundo é que, além disso, são tartarugas! Grandes tartarugas! Três das maiores que conhecemos até hoje. Falaremos um pouco sobre essas monstruosidades aquáticas. Em 3° lugar f**a Stupendemys geographica, a tartaruga-estupenda. Começando com uma tartaruga latina, seus fósseis foram encontrados em camadas sedimentares que datam do final do Mioceno até o início do Plioceno, o que indica que Stupendemys conviveu ao lado do brasileiro Purussaurus nos rios onde hoje é a Amazônia ocidental. Os paleontólogos estimaram que o comprimento máximo dessa tartaruga pré-histórica seria de aproximadamente 3,3 m! No 2° lugar da nossa lista temos a Leviathanochelys aenigmatica, ou tartaruga-leviatã. Foi uma grande tartaruga que viveu nos mares do Cretáceo da América do Norte, lado a lado com os famosos mosassauros. Publicado recentemente, o primeiro artigo a descrever a espécie apresentava dados que estimavam o tamanho do animal em aproximadamente 3,75 metros (esse é o tamanho médio de tubarão-branco macho). E em 1° lugar, temos a maior tartaruga conhecida na história do nosso planeta, Archelon ischyros (ou tartaruga-dominante), também do período Cretáceo! Assim como Leviathanochelys, Archelon habitava os mares rasos da América do Norte. O holótipo dessa espécie mede ap***s 3,42 metros, porém, outros materiais atribuíveis a Archelon medem impressionantes 4,6 metros de comprimento e 4,9 metros de largura! (Já imaginou?! É maior do que um fusca!). As maiores espécies de tartarugas que temos atualmente são a tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) nos mares, podendo atingir até 2,7 m de comprimento, e a tartaruga-dos-galápagos (Chelonoidis nigra) na terra firme, com até 1,9 m de comprimento. E aí, será que algum dia o nosso planeta voltará a ver tartarugas do tamanho de carros como a Archelon? Conta pra gente o que você acha! 🐢🌊

Bem-vindos à Hora do Fóssil! Hoje vamos fazer uma breve viagem no tempo e visitar todos os éons, eras e períodos do temp...
03/02/2023

Bem-vindos à Hora do Fóssil! Hoje vamos fazer uma breve viagem no tempo e visitar todos os éons, eras e períodos do tempo geológico, desbravando os principais acontecimentos. O tempo geológico está dividido em quatro éons: Hadeano, Arqueano, Proterozoico e Fanerozoico. Os três primeiros são agrupados em uma categoria informal chamada de Pré-Cambriano e correspondem a cerca de 88% da história da Terra. No Pré-Cambriano ocorrem eventos muito importantes, como o início do movimento das placas tectônicas, o surgimento da vida e o aparecimento das primeiras células eucarióticas. A partir de 538 milhões de anos temos o início do éon atual, o Fanerozoico, que é dividido em três eras: Paleozoico, Mesozoico e Cenozoico. Cada uma dessas eras é subdividida em períodos, cujos limites são marcados por eventos importantes observados nos registros fossilífero e geológico. Dentro do Paleozoico, encontram-se seis períodos: Cambriano, marcado pela diversif**ação da vida, evento conhecido como Explosão Cambriana; Ordoviciano, onde há uma expansão e diversif**ação dos animais conchíferos; Siluriano, conhecido como o período da terrestrialização, onde há uma intensa diversif**ação das plantas e artrópodes em ambiente terrestre; Devoniano, marcado pela grande diversif**ação dos peixes e o surgimento dos primeiros tetrápodes; Carbonífero, com seus insetos gigantescos e a alta concentração de oxigênio, além do surgimento do ovo amniótico; e, por último, o Permiano, com uma grande diversif**ação dos vertebrados terrestres e a maior extinção em massa que já ocorreu! Adentrando o Mesozoico, nos deparamos com os famosos períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo. No Triássico temos o surgimento dos mamíferos, a dominância dos terápsidos e arcossauros e um clima tão quente que fazia com que a água do mar evaporasse na linha do Equador! No Jurássico temos os grandes dinossauros, além das primeiras aves. No Cretáceo, temos a extinção dos dinossauros não-avianos e a dispersão das angiospermas. Por fim, o Cenozoico, conta com os períodos Paleógeno, Neógeno e Quaternário. É nesta Era que temos o apogeu dos mamíferos, o surgimento de nossa espécie e o surgimento da ciência! Incrível, né? 😍

Bem-vindos à Hora do Fóssil! Com certeza você conhece o famoso espinossauro, o dinossauro “vilão” do filme Jurassic Park...
27/01/2023

Bem-vindos à Hora do Fóssil! Com certeza você conhece o famoso espinossauro, o dinossauro “vilão” do filme Jurassic Park 3, que já mostrou as caras por aqui antes. Porém, você conhece outros espinossaurídeos famosos? Hoje conheceremos um pouco sobre estes grandes terópodes carnívoros e de crânios semelhantes aos dos crocodilos. Dentre os espinossaurídeos, o mais conhecido é o Spinosaurus aegyptiacus, que viveu no Cretáceo, entre 99 a 93,5 milhões de anos atrás, onde hoje se situa o norte da África. Foi um dos espinossauros que apresentava uma das maiores “velas” dorsais, medindo mais de 1 m de altura em algumas vértebras dorsais. Essa “vela” é formada por espinhos neurais (projeções das vértebras) muito alongados e poderia suportar uma camada de pele ou uma corcova gordurosa. O próximo espinossaurídeo da nossa lista é o Oxalaia quilombensis, um representante brasileiro que viveu no final do Cretáceo (entre 100.5 e 93.9 milhões de anos atrás), onde hoje é o Maranhão. Ele é muito semelhante ao espinossauro, e, segundo alguns pesquisadores, pode ser até mesmo o próprio espinossauro. Já o Baryonyx walkeri foi um carnívoro semi-bípede que também viveu durante o Cretáceo, mas foi descoberto na Inglaterra. Ficou muito famoso após aparecer como o vilão no filme “A Era do Gelo 3”, onde ele aparece extremamente maior do que ele realmente era. Baryonyx possuía uma “vela” reduzida, com alguns dos espinhos neurais mais posteriores mais alongados. Seguido deste, temos o Suchomimus tenerensis, um bípede que viveu no Cretáceo, onde hoje é o Deserto de Teneré, Níger, e que tinha uma vela mais baixa, semelhante a um cume, na maior parte de suas costas, quadril e região da cauda. E finalizando nossa lista, temos o Irritator challengeri, que viveu no começo do Cretáceo (110 milhões de anos) onde hoje é a Chapada do Araripe, no Ceará. A etimologia de seu nome surgiu por conta da irritação por parte dos cientistas envolvidos na descoberta ao saber que o focinho havia sido modif**ado artificialmente. E aí, já conhecia todos estes espinossaurídeos? Sabia que alguns eram brasileiros? Conta pra gente nos comentários!❤️🦴

Bem-vindos à Hora do Fóssil! Hoje vamos falar de um dos maiores superpredadores que os mares já viram, o super-tubarão m...
20/01/2023

Bem-vindos à Hora do Fóssil! Hoje vamos falar de um dos maiores superpredadores que os mares já viram, o super-tubarão megalodonte (Otodus megalodon)! Do Mioceno ao Plioceno (23 a 2,6 Ma), os mares foram dominados por um caçador cosmopolita de proporções nunca vistas. O megalodonte pertence à mesma ordem do tubarão-branco atual (a estrela do filme “Tubarão”, de Spielberg), os Lamniformes. Ainda que muito similar ao tubarão-branco, este e megalodonte pertencem a famílias distintas, pertencendo o primeiro à família Lamnidae, e o segundo, à Otodontidae. Apesar de o esqueleto de tubarões ser cartilaginoso, foi possível inferir, a partir dos dentes, que estes animais poderiam chegar a 16 m (talvez 20 m) de comprimento e pesar 48 toneladas! Mas o que levou este super-tubarão ao topo da cadeia alimentar? Acredita-se que, desde o fim da Era Mesozoica, as mudanças na geografia e formação de cadeias de montanhas direcionaram padrões de erosão que enriqueceram os mares com nutrientes. Este enriquecimento foi positivo para as algas, que servem de alimento para herbívoros marinhos. Com a maior disponibilidade de recursos para os herbívoros, seus tamanhos aumentam e, consequentemente, o de seus predadores. A corrida de tamanho entre baleias e tubarões foi um possível gatilho para a aquisição do grande tamanho do megalodonte, sendo este bem maior que as baleias de sua época. Como sabemos que o megalodonte caçava baleias? Primeiramente, por seu tamanho, mas também há no registro fóssil baleias com marcas de dentes comparáveis aos do megalodonte, além de dentes inteiros presos em seus ossos, como ocorre com a baleia Piscobalaena. Assim, é estimado que o megalodonte caçava baleias de tamanhos pequenos a médios (2,5-7 m). No começo do Pleistoceno (2,6 Ma), novas mudanças na circulação marinha, causadas pelo fechamento do canal do Panamá, provavelmente modif**aram a disponibilidade de recurso nos mares, afetando as cadeias tróf**as (especialmente a proliferação de algas diatomáceas, alimento do krill, que são alimento das baleias). Neste contexto, foram favorecidos competidores do grupo dos cetáceos, e até mesmo de outros tubarões, resultando na extinção dos megalodontes. 👍👇🦈

Queridos visitantes!Que o seu Natal, do jeitinho que for, seja de muito amor e paz e que 2023 seja um ano incrível, de m...
24/12/2022

Queridos visitantes!
Que o seu Natal, do jeitinho que for, seja de muito amor e paz e que 2023 seja um ano incrível, de muitas realizações e muitas alegrias!
É com imenso carinho que agradecemos por mais este ano conosco prestigiando nosso trabalho.
Um grande abraço da equipe do Museu de Paleontologia da UFRGS!

Queridos visitantes,A partir desta sexta-feira, 16/12/2022 até o dia 16/01/2023 estaremos realizando nosso recesso anual...
18/12/2022

Queridos visitantes,
A partir desta sexta-feira, 16/12/2022 até o dia 16/01/2023 estaremos realizando nosso recesso anual.
Aproveitaremos esse tempo para a nossa reorganização interna, balanço anual e planejamento para o próximo ano. E também para um pouquinho de descanso para a nossa equipe junto das suas famílias e amigos!
Assim, além da pausa no atendimento presencial, f**aremos esse tempinho também mais afastados das redes sociais, inclusive. Continuem por aqui, heim?!
Muito obrigada pelo prestígio de sempre ao nosso trabalho e até breve!
A equipe.

Bem-vindos à Hora do Fóssil! Você com certeza já viu unicórnios em filmes ou séries de fantasia em alguma plataforma de ...
16/12/2022

Bem-vindos à Hora do Fóssil! Você com certeza já viu unicórnios em filmes ou séries de fantasia em alguma plataforma de streaming ou até mesmo na Sessão da Tarde! Mas sabia que as lendas sobre esses animais fantásticos foram baseadas na ocorrência de animais que realmente existiram em um passado não muito distante? Hoje vamos conhecer o unicórnio-siberiano, um peludo mamífero extinto que possuía um enorme chifre em sua testa. Elasmotherium sibiricum, popularmente chamado de unicórnio-siberiano, foi um rinoceronte gigante com cerca de dois metros de altura, quatro metros e meio de comprimento e que e vivia nas pradarias da Eurásia, a massa de terra formada por Europa e Ásia. Apesar das inúmeras ilustrações e reconstruções, nenhum fóssil com chifre jamais foi encontrado. Entretanto, a parte do crânio onde o chifre crescia foi recuperada em vários exemplares, o que permitiu comparações com animais atuais com chifres e a estimativa do tamanho, além do peso que poderia chegar até 60 kg. O chifre pode ter sido utilizado para diversas funções, como defesa, atrair parceiros, afastar os competidores e até mesmo varrer a neve à procura de alimento. Por muito tempo os cientistas acreditaram que o unicórnio-siberiano havia desaparecido há mais de 200 mil anos. Porém, a recente descoberta de um fóssil no Cazaquistão possibilitou a conclusão de que esses incríveis animais ainda caminhavam pela Terra há 29 mil anos, tendo convivido com homens primitivos, o que pode ter corroborado para as lendas e mitos sobre os unicórnios fantasiosos. Sua extinção se deu em um período de fortes alterações climáticas, o que fez com que a vegetação que ele comia começasse a se tornar escassa, além também da possível caça por parte dos humanos da época. Atualmente existem ap***s cinco espécies de rinocerontes restantes no mundo inteiro. Devido à caça ilegal e a perda do habitat durante os anos, poucos animais sobrevivem fora de reservas e parques de conservação. Ao estudar rinocerontes extintos, os paleontólogos podem aprender mais sobre o destino de muitas espécies pré-históricas que um dia vagavam pelo planeta, além de entender como elas se adaptaram à mudança climática e à ação humana!🦄🦏❤️

Bem-vindos à Hora do Fóssil! Infelizmente a Seleção Brasileira foi eliminada nas quartas de final da Copa do Mundo na se...
14/12/2022

Bem-vindos à Hora do Fóssil! Infelizmente a Seleção Brasileira foi eliminada nas quartas de final da Copa do Mundo na semana passada, porém, seguimos com o espírito esportivo e aqui estamos para o último post da nossa Copa Fóssil, sobre os grupos G e H! Representando o Brasil está o cinodonte triássico Brasilodon, com somente 12 cm de comprimento e 20 g . Vocês devem se lembrar que ele foi tema da Hora do Fóssil recentemente e apareceu em várias reportagens Brasil afora. Se quiser ver o nosso representante pessoalmente, venha visitar a nossa exposição no Campus do Vale da UFRGS! A Suíça ficou com Dakosaurus, um crocodilo que viveu no final do Jurássico e no começo do Cretáceo. Ele possuía de 4 a 5 metros de comprimento e pesava quase uma tonelada. Araripesuchus é o fóssil de Camarões. Ele foi um crocodiliforme que viveu tanto na África, quanto no Brasil durante o Cretáceo (o nome dele signif**a “crocodilo do Araripe”, em homenagem à Chapada do Araripe no nosso Nordeste). O grupo G termina com a Sérvia e seu fóssil, o Micromeryx. Ele é um cervo-almiscarado que viveu no período Mioceno, entre 16 e 8 milhões de anos atrás. O grupo H começa com Portugal, cujo representante fóssil é o Draconyx, que se tratava de um dinossauro ornitópode do Jurássico, com 3,5 metros de comprimento e 150 kg. Seguindo o grupo e representando o Uruguai, temos o Uruguaysuchus, que foi um crocodilomorfo de 120 cm de comprimento que viveu no nosso país vizinho durante o Cretáceo. A Coréia do Sul está representada pelo Ultrasaurus, um dinossauro saurópode que viveu no início do Cretáceo, há 100 milhões de anos. E por fim, o último integrante da Copa Fóssil, o bivalve devoniano Nuculites conrad representa Gana. E aí, qual fóssil merecia ser o campeão da nossa Copa Fóssil? Aproveita e já conta pra gente qual seleção você acha que vai ganhar a Copa do Mundo de Futebol!

Bem-vindos à Hora do Fóssil! Hoje daremos continuidade à nossa querida Copa Fóssil, onde as estrelas são os fósseis dos ...
09/12/2022

Bem-vindos à Hora do Fóssil! Hoje daremos continuidade à nossa querida Copa Fóssil, onde as estrelas são os fósseis dos times da Copa do Mundo! Nesta edição veremos os fósseis dos grupos E e F. No Grupo E, estão os seguintes países: Japão, Espanha, Alemanha e Costa Rica. Representando a Terra do Sol Nascente, o Japão, está o Futabasaurus (não confundir com “Futebolsaurus”), um elasmossauro do Cretáceo que poderia chegar até 9 metros de comprimento! Para a Espanha, escolhemos um representante de peso, a tartaruga gigante Leviathanochelys aenigmatica, também do Cretáceo. Descrita em 2022, esta gigante poderia chegar a mais de três metros e meio! Seguindo o grupo E, temos a Alemanha, conhecida por vários fósseis muito bem preservados, como o Archaeopteryx. No entanto, escolhemos mais um representante de peso, o amonite Parapuzosia seppenradensis (Cretáceo Inferior), sendo o maior conhecido até hoje. Esta espécie massiva de cefalópode chegava a quase três metros; dê uma olhada na figura do post! Fechando o grupo E, temos a Costa Rica com uma ocorrência especial de preguiça-gigante do Cenozóico: Sibotherium ka. No Grupo F, estão os países: Marrocos, Croácia, Bélgica e Canadá. O Marrocos é muito conhecido por vários fósseis bem preservados (inclusive da origem e dispersão dos hominídeos), mas hoje escolhemos um dos mais famosos dinossauros para representar o país: o Spinosaurus. Sua ocorrência é inclui todo o norte da África, mas recentes achados no Marrocos ajudaram a elucidar os hábitos semi-aquáticos do querido predador de Jurassic Park. A Croácia possui um território com certa escassez de fósseis, mas recentemente, foram descobertas em Brijuni camadas contendo mais de 200 pegadas de dinossauros do Cretáceo daquele país. Na Bélgica, encontramos o jurássico Iguanodon, que já vimos aqui na página do Instagram. O dinossauro “joinha” é um clássico dos filmes e documentários, então vale à pena conferir nosso outro post. Finalizando, no Canada há o maravilhoso Folhelho Burgess, onde encontramos um anelídeo basal cambriano chamado Canadia spinosa, descrito em 1911, em homenagem ao país. E aí, curtiu a nossa Copa Fóssil de hoje? Marca um gol na curtida e nos comentários!

Bem-vindos à Hora do Fóssil! Essa semana está recheada de conteúdo, com duas HdF’s temáticas dando continuidade à série ...
06/12/2022

Bem-vindos à Hora do Fóssil! Essa semana está recheada de conteúdo, com duas HdF’s temáticas dando continuidade à série de postagens sobre fósseis representando os países participantes da Copa do Mundo de Futebol! Hoje veremos os fósseis dos países pertencentes aos grupos C e D. No grupo C, encontram-se os times da Argentina, Arábia Saudita, México e Polônia. O representante fóssil para o nosso maior rival do futebol é o gigantesco Argentinosaurus, um titanossauro que viveu no final do Cretáceo e que podia alcançar 35 metros de comprimento! Quanto à Arábia Saudita, escolhemos o Arsinoitherium, um herbívoro parecido com rinocerontes que viveu em áreas de florestas úmidas e manguezais há mais de 27 milhões de anos. Para o México, o representante escolhido foi o cômico Huehuecuetzpalli (tente ler sem rir!), um lagarto cretáceo que pode estar entre os membros mais antigos do grupo Squamata. Já a Polônia recebeu um representante bem excêntrico, datado do final do Triássico: Metoposaurus. Seu nome signif**a “lagarto-da-frente”, mas na verdade ele era um anfíbio que podia alcançar até 3 metros de comprimento! No grupo D, disputam a taça os times da França, Austrália, Dinamarca e Tunísia. Para a França, elencamos o icônico Compsognathus, um pequeno dinossauro terópode carnívoro que podia alcançar um tamanho de um peru! Os “compys” viveram há cerca de 150 milhões de anos durante o final do Jurássico. Quanto ao fóssil australiano, escolhemos o gênero Ediacaria, que consistia em colônias microbianas. Ao contrário da maior parte da biota ediacarana (que desapareceu quase inteiramente do registro fóssil no final do Período Ediacarano), foram encontrados representantes de Ediacaria no Período Cambriano! Já na Dinamarca, temos um dos fósseis de aves mais bem preservados do Período Eoceno, pertencente à espécie Septencoracias morsensis. E, por último, representando a Tunísia, temos o Sarcosuchus, parente distante dos crocodilos atuais e que atingiam até 9 metros de comprimento! E aí, gostou dessa seleção? E fique atento que sexta-feira falaremos sobre os fósseis dos países dos grupos E e F!⚽❤️

Endereço

UFRGS/Instituto De Geociências, Avenida Bento Gonçalves, 9500, Prédio 43127
Porto Alegre, RS
90540-000

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