15/12/2025
A presença de bactérias patogênicas no ambiente aquícola representa um risco constante para a saúde dos peixes e pode comprometer seriamente o desempenho produtivo do sistema.
O Streptococcus agalactiae, é responsável pela meningoencefalite bacteriana infecciosa em peixes. Embora também possa acometer outros animais — incluindo humanos — trata-se de um organismo Gram-positivo, anaeróbio, não móvel e não formador de esporos, com alta capacidade de sobrevivência no hospedeiro.
Os surtos estão diretamente relacionados às condições ambientais. Acúmulo de matéria orgânica, níveis elevados de amônia e nitrito, alta salinidade e alcalinidade, além de densidade populacional excessiva, criam um cenário favorável à proliferação do microrganismo. Fatores ligados ao hospedeiro — como imunocompetência, peso e idade — também influenciam na instalação e progressão da infecção.
Os sinais clínicos incluem escurecimento da pele, formação de úlceras e abscessos, exoftalmia, anorexia, distensão abdominal, rigidez dorsal e curvatura em “C”. As colônias bacterianas e exotoxinas podem ser encontradas em órgãos como cérebro, fígado, baço e rins. A transmissão ocorre principalmente pela via oral-fecal, já que a bactéria está presente em fezes, muco e brânquias dos animais infectados.
Manter o ambiente sob controle é essencial para evitar perdas e garantir sistemas produtivos mais resilientes e sustentáveis.
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