22/12/2023
Mensagem de Fim de Ano 2023
Estimados/as servidores docentes, técnicos e terceirizados, discentes e comunidade do PPGMUS,
Agradecemos pelo envolvimento de vocês na qualificação da pesquisa, da produção artística e do ensino a partir do nosso Programa no ano de 2023 e desejamos que este período de festas e o próximo ano sejam espaços-tempos de encontros musicais e solidariedade, de justiça social e valorização da educação e das artes e de muitas realizações acadêmico-musicais coletivas!
Com muita música, dança e alegria!
Com o Chamamé para orquestra de cordas, da compositora, pianista e docente do PPGMUS Catarina Domenici, que gentilmente nos autorizou esse gesto, intensificamos nossos votos!
https://www.youtube.com/watch?v=Ie2LjESC16Q
O Chamamé para orquestra de cordas, de Catarina Domenici, estreou recentemente (11/12/2023) no concerto de abertura da 25ª Bienal de Música Brasileira Contemporânea, na Sala Cecília Meireles, Rio de Janeiro, pela Orquestra de Cordas de Volta Redonda, sob a regência de Sarah Higino (remasterização do áudio original: James Correa).
Sobre a obra, a compositora descreve: “Compus Chamamé em 2021, como parte de um projeto de orquestra de cordas que foi interrompido devido à pandemia Covid-19. A inspiração para a peça veio, em parte, do pedido inicial por uma peça de dança brasileira. O outro elemento inspirador foi político. Pesquisando sobre o corpo na performance da música de concerto, me deparei com uma resenha do concerto da Orquestra Jovem Simón Bolívar no BBC PROMS em 2007, no qual o corpo se tornou repentinamente visível para o crítico musical nas duas obras não canônicas escritas por dois compositores latino-americanos. Ao vincular a visibilidade do corpo a uma percebida falta de qualidade musical, o crítico de música britânico não apenas marcou a distinção entre um repertório “mais sério” e um “menos sério”, significando “música a ser levada a sério” e “música para divertir”, mas também revelou como nossa música – música latino-americana e brasileira – ainda é marcada como “outra” em relação ao repertório europeu. Então, eu queria compor uma peça precisamente para exibir o conceito de música como embodiment/incorporação, trazendo à tona a corporeidade e a diversão no fazer musical dos músicos.”
“I composed Chamamé in 2021 as part of a commission from a string orchestra project which was halted due to the Covid-19 pandemic. The inspiration for the piece came, in part, from the initial project’s request for a Brazilian dance piece. The other inspirational element was political. Researching about the body in classical music performance, I came across a review of the Simón Bolívar Youth Orchestra concert at the BBC PROMS in 2007, in which the body suddenly became visible to the music critic in the two non-canonical works written by two Latin-American composers. By linking the visibility of the body to a perceived lack of musical quality, the British music critic not only marked off the distinction between a “more serious” and a “less serious” repertoire, meaning “music to be taken seriously” and “music to enjoy”, but also revealed how our music – Latin-American and Brazilian music – is still marked as “other” in relation to European repertoire. So, I wanted to compose a piece precisely to display the concept of music as embodiment, bringing to the fore the musician’s