O Arruado do engenho do meio da várzea, conhecido popularmente por Arruado do Engenho Velho, cuja origem encontra-se na Várzea, e sua localização centra-se envolvida pelo campus da UFPE, mais precisamente nas proximidades do Centro de Tecnologia e Geociências - CTG, e o Núcleo de Educação Física e Desportos - NEFD. As evidências da presença dessa comunidade nesse local podem ser constatadas por me
io de documentos em posse de moradores, em meados do século XIX, além de pesquisas já realizadas na área que retratam a presença dessa comunidade originada de Engenhos de açúcar em Pernambuco, que muito contribuiu para a econômica dessa região. A partir do Arruado do Engenho meio da Várzea, também conhecido popularmente como Engenho Velho, manifestações culturais varzeanas surgiram, como "Os Cangarás", "A Cangarôa", ligadas ao território da agricultura ora presente nesse território. Além disso, expressões culturais de nosso bairro foram originadas dessa fonte fértil, com podem ser os casos de D. Manoel Quirino de Souza, assim como expressões da juventude que estão assumindo, junto aos mais antigos, o compromisso de preservar e potencializar o caráter e as características culturais e naturais dessa comunidade. A história do Arruado tem uma proporção internacional, na medida em que representa, inclusive, um ciclo da economia, do poder sem fronteiras revestido na qualidade do açúcar, oriunda dos Engenhos que compunham o solo onde hoje se instala a UFPE. Atualmente, o processo permanece na redução dessa extensão geográfica, devido, sobretudo, a anseios da UFPE em estender uma lógica de ocupação e desenvolvimentismo. Os aspectos culturais dessa comunidade, é também representado pela instalação de duas estátuas fincadas em uma mesma base de concreto, e que fazem menção a Fernandes Vieira, ao Felipe Camarão. Mas quem somos e o que queremos? Somos um movimento de resistência popular- MRP- Arruado do engenho velho, surgimos através de uma reunião feita com moradores e amigos logo após a tentativa de fechamento da Rua de acesso à comunidade, onde em maio do de 2014 os moradores se reuniram e decidiram lutar e fazer um protesto em frente ao prédio do CTG engenharia. Tudo ocorreu devido ao fechamento da Rua de acesso à comunidade, onde os moradores iriam ter os seus direitos de ir e vir infringidos. Percebendo-se à necessidade de mobilização, logo após o protesto,foi formado um grupo de articulação e ação no Arruado, composto por moradores, amigos e simpatizantes. Atualmente temos um grupo de articulação no facebook onde postamos as atividades recorrentes do movimento e seus envolvidos. Diante disso,como outros movimentos populares, somos fruto das contradições sociais e econômicas do sistema capitalista, que constrói uma lógica desenvolvimentista, excludente, e sem nenhum comprometimento com a justiça social.O movimento se organiza em contestar o não posicionamento institucional da universidade em meio às duras dificuldades vividas pelos moradores, e reivindica a permanência dos moradores no campus de forma digna, onde suas memórias, suas vivências e suas moradias sejam reconhecidas como patrimônio material e imaterial tombado e reconhecido como parte da história da UFPE e de Pernambuco.