14/10/2015
SINESTESIA:
O tempo é o grande químico invisível, dono de numerosas sensações que vão nos permitindo sermos lidos nas entrelinhas. É ele que nos vai alinhavando pela vida, tecendo nossas próprias linguagens. E numa dessas teceduras, nós alunos da Turma VIII, resolvemos criar presenças com materiais de ausência e dar uma nova roupagem ao nosso querido Centro Acadêmico. Munidos de garra, perseverança, responsabilidade, amor e noção da importância de uma representação discente sólida, concebemos a ideia de uma chapa que representasse concretamente os nossos ideias.
A voz nasce como rio, em si mesmo ancorado. Não havendo mais papel, escreve-se no próprio corpo. Porque de que vale ter voz, se só se é compreendido quando se fala? E o estado monossilencioso das coisas é ignorado com sua pluralidade de sentidos e signif**ados, resgatados pelos mais primitivos instintos. E é essa barreira que a SINESTESIA ousa quebrar. Enquanto gestão, teremos visão para enxergar o futuro, convergindo interesses internos e externos à faculdade; teremos voz para lutar por nossos direitos; tato para sentir as necessidades de nossa comunidade e, sobretudo, audição para compreendermos as pluralidades, afinal, enquanto uma chapa de formação plural, desejamos que todos possam se sentir acolhidos.
Misturando-se os sentidos tudo f**a mais bonito. Aquela tarde ganha cheiro, aquela luta ganha cor, aquela voz ganha contornos e aquele som, o seu sabor.
Os problemas que se apresentam em toda universidade são como um labirinto que deve ser percorrido com a articulação de todas as entidades discentes, bem como a pareceria com os demais centro-acadêmicos do campus.
Quem vive num labirinto tem fome de caminhos. E nada melhor do que a SINESTESIA para guiar-nos por um deles.