30/09/2022
FEITO NA UFRJ 🔬
O Laboratório de Síntese e Análise de Produtos Estratégicos (Lasape) do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveu um kit que diferencia as Cannabis medicinais daquelas proibidas por lei no Brasil.
A diferenciação em óleos, folhas secas ou frescas se dá com a detecção dos teores de canabidiol (CBD) e de tetrahidrocanabinol (THC).
O objetivo é auxiliar os pacientes que fazem uso terapêutico do CBD, de modo a comprovar que a concentração desse tipo de canabinóide é maior que a de THC, este caracterizado por efeitos psicoativos.
O kit desenvolvido na universidade foi disponibilizado para uso para a perícia criminal da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Alguns medicamentos à base de CBD são aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, portanto, legais no país.
O kit funciona da seguinte forma: quando o teor de THC é maior, o detector f**a azul em 30 segundos; quando a concentração de CBD é maior, a coloração violeta surge entre cinco e sete minutos.
“Criamos esse kit para dar segurança terapêutica aos pacientes. Para que eles usem o medicamento de forma segura, com CBD majoritário, além de liberar as plantações de cannabis medicinal”, explica o professor do Instituto de Química da UFRJ e coordenador do Lasape, Claudio Cerqueira Lopes.
Estudos mostram que o uso do canabidiol apresenta resultados substanciais contra os efeitos de diversas doenças, como ansiedade, insônia, depressão, inflamações, doenças reumáticas, epilepsia, autismo, glaucoma, efeitos do câncer, doença de Alzheimer, Mal de Parkinson, Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), esclerose múltipla e fibromialgia.
NOTA: em virtude de sugestões pertinentes de seguidores e seguidoras das nossas mídias sociais, reformulamos esse texto com embasamento e validação do professor Claudio Cerqueira, responsável pelo desenvolvimento do kit. Ressaltamos que a Agência de Inovação é a favor de uma sociedade progressista, e que estamos sempre abertos a sugestões, ao diálogo e a apredeizados.