18/03/2026
Hoje, a Liga Acadêmica de Saúde da População Negra da UNIRIO vem se solidarizar com a dor de amigos e familiares da médica Andrea Marins, assassinada pelas forças de segurança da cidade do Rio de Janeiro
Formada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) em 1991, sabemos que Andrea, assim como nos estudantes negros e negras teve uma trajetória dificil, especialmente numa época em que as cotas inexistiam e sendo filha de pais com pouco poder aquisitivo.
Essa condição socioeconômica não a impediu de realizar seu sonho e construir uma trajetória marcada pelo aprimoramento técnico e resistência, tendo feito residência em Cirurgia Geral no Hospital Federal Cardoso Fontes e Cirurgia Oncológica no Instituto Nacional de Câncer (INCA).
Andrea não enriqueceu com a medicina, vinculou-se a serviços do SUS e colocou sua expertise a serviço de milhares de mulheres brasileiras, em especial aquelas com diagnóstico de endometriose e câncer ginecológico.
Essa profissional deixa um legado para a gerações mais jovens, muito embora pudesse estar viva e contribuindo de forma significativa.
A sociedade brasileira, faz com que policiais, muitas vezes também negros, matem seus iguais, em função de uma formação ra***ta institucionalizada que define o suspeito pela cor da pele.
Hoje somos como médicas muitas Andreias, mas nenhuma substituira Andrea Marins que devera ser mantida viva em nossas memórias e reverenciada como simbolo da capacidade intelectual e de superaçao das barreiras impostas pelo racismo e ao mesmo tempo como vítima da opressão ra***ta que ceifa nossas vidas de forma indigna e covarde.
A LUTA CONTRA O RACISMO É NOSSA E PRECISAMOS ENFRENTRAR E DERROTAR ESSA ESTRUTURA QUE PRODUZ O GENOCIDIO DA POPULAÇÃO NEGRA NO BRASIL