25/09/2024
25 de setembro - Gloria Jean Watkins, ou apenas bell hooks para os/as admiradores/as mais chegados/as, completaria 72 anos hoje.
Ela foi/é uma referência atemporal como feminista negra, professora, escritora, ativista antirracista e principalmente, uma mulher que ao longo da vida, nos contemplou com suas falas, ensinamentos e discussões pertinentes sobre racismo, feminismo, amor, pedagogia e como a educação é uma arma potente de libertação e resistência política.
hooks compartilhou muito das suas experiências como docente onde utilizava a sala de aula para construir o conceito de comunidade, reconhecendo o talento e o valor de cada voz individual dos seus alunos e alunas.
Em seu livro “Ensinando a Transgredir: A educação como prática libertadora”, bell diz que “Quando nós, como educadores, deixamos que nossa pedagogia seja radicalmente transformada pelo reconhecimento da multiculturalidade do mundo, podemos dar aos alunos a educação que eles desejam e merecem.” (hooks, 2017 p. 63)
Inspirada pela obra de Paulo Freire, acreditava na educação libertadora e em uma pedagogia engajada que valoriza a expressão do aluno, ou seja, onde a voz do professor não é o único relato do que acontece dentro da sala de aula.
Para ela, em uma sala de aula era preciso que todas as vozes fossem ouvidas, as vozes dos alunos precisavam ecoar e não serem silenciadas. Dentro desta perspectiva, aprendemos que a abordagem transgressora da educação ocorre quando educadores apoiam uns aos outros e a si mesmos, para apoiarem também os alunos.
“Ouvir um ao outro (o som de vozes diferentes), escutar um ao outro, é um exercício de reconhecimento.” (p. 58)
Sem dúvida, bell hooks nos ensinou a transgredir fronteiras, ir contra os limites, desafiar o racismo, o sexismo, o classismo e TODAS as formas de opressão.
Referência:
hooks, bell Ensinando a Transgredir: a educação como prática da liberdade. Tradução: Marcelo Brandão Cipolla. 2ª ed São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2017