10/12/2020
Esse barbudo aí da foto é Claudio Bergamini. Por volta dos anos 80, já era músico profissional e também dava algumas aulas de violão. Nessa época, começou a desenvolver seu conhecimento de música, estudando Harmonia, leitura e escrita musical.
Mesmo muito estudioso, praticando por até 16h/dia, de forma autodidata, tinha muitas deficiências em Harmonia e Percepção, que o deixava inseguro. Para piorar, nessa época, a informação não circulava com tanta facilidade como hoje em dia. Estava numa encruzilhada e não sabia como sair disso.
Só que um dia, num ensaio, um colega falou sobre uma tal escola que tinha acabado de ser fundada por Ian Guest, um dos nomes mais importantes da educação musical brasileira. Obviamente, Claudio foi atrás dessa oportunidade. Era a luz no fim do túnel para seus problemas. E foi assim que conheceu o Cigam. Gradualmente, todas aquelas angústias, aquelas dúvidas, aquelas deficiências foram indo embora, pois o Cigam preencheu todas lacunas e o mostrou uma nova forma de ver a música.
Nos anos 90, Ian o escalou para ser professor de Percepção da escola. Foi ganhando tantas turmas que lecionar se tornou sua principal profissão. No final dos anos 90, Ian o convidou para assumir a direção da escola. Uma tremenda responsabilidade.
Aos poucos, implementou algumas mudanças que geraram um aumento do interesse das pessoas pelos cursos, mas, desde que assumiu, manteve viva a metodologia e filosofia da escola: o estudo de música vai MUITO além do aprendizado de um instrumento.
E, naturalmente, o Cigam ainda hoje mantém forte uma de suas mais belas tradições de NÃO ir atrás dos melhores professores, mas sim de FORMAR os melhores professores. Assim como Claudio, alguns alunos da escola são hoje professores do Cigam.
Com a pandemia, a escola teve que adaptar mais de 30 anos de ensino presencial para o remoto. E em apenas 15 dias! Isso fechou algumas portas, mas agora percebemos que é possível estender nossa metodologia e filosofia para o Brasil inteiro e com muito mais êxito.
E você? Também teve que se reinventar este ano?