09/06/2026
NÃO ACEITAREMOS TRANSFOBIA E FASCISMO DENTRO DA EBA! SE JUNTE A NÓS NESSA LUTA!
Infelizmente, nos últimos meses, nos deparamos com esse tipo de violência transfóbica nos banheiros da Escola de Belas Artes, violência que não deve ser normalizada.
O Brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo, liderando esse ranking há cerca de 18 anos, e, nos depararmos com cada vez mais casos como esse estampados, não são atos isolados, mas sintomas de um sistema que vê o corpo trans como um confronto com a cisheteronormatividade, que busca controlar corpos a partir do gênero e lucrar em cima disso.
É inadmissível os banheiros da EBA virarem palco de ataques sistemáticos, covardes e criminosos contra a comunidade transvestigênere. As imagens chocam, e precisam ser vistas e denunciadas: pichações com símbolos nazistas acompanhadas da frase “Matem os trans!”, além de ataques diretos à identidade de mulheres trans.
Isso não é um fato isolado, não é “brincadeira” e não pode ser normalizado, porque também incentivam violências físicas. É crime.
Não há espaço para o ódio que segrega, que ameaça a integridade física e que tenta expulsar corpos trans dos espaços de direito, e que ocupamos através de muitas lutas.
Essa reação fascista tenta nos empurrar de volta para a margem. Mas não vamos recuar.
Porém, em outubro de 2025, o movimento trans da UFRJ deu um recado, aprovando as cotas trans, demos um grande passo para a UFRJ ser um pouco mais diversa e do povo, porém isso ainda não é o suficiente, são necessárias políticas de permanência e segurança para fazer um espaço onde violências como essa e muitas outras não sejam uma realidade, além de combater o fascismo que ataca as minorias dentro e fora da universidade.
Aos que usam o anonimato das paredes para destilar a herança do nazismo e do fascismo, o nosso recado é nítido e intransigente: NÃO TOLERAREMOS TAIS INVESTIDAS. Exigimos das instâncias deliberativas e da reitoria da universidade não apenas notas de repúdio, mas políticas efetivas de permanência, investigação rigorosa e segurança para toda a comunidade trans.
Denuncie, acolha seus colegas e não silencie diante do nazifascismo.