29/01/2021
"A transfobia estrutural e o cissexismo naturalizam o apagamento de pessoas trans e travestis de maneira determinante. Visibilizar as demandas e respeitar as especificidades e subjetividades das experiências trans é uma forma de não compactuar com as violências e preconceitos que pessoas trans passam. Socializar e se relacionar com pessoas trans, agir de maneira comum ao ver uma pessoa trans, impedir a violência quando presenciar agressões a pessoas trans são atitudes e ações que devem ser consideradas para que haja empatia e respeito".
No dia 29 de janeiro de 2004, a Associação Nacional de Travestis e Transe***is (ANTRA) e o Programa Nacional de DST/AIDS, lançaram a campanha “Travesti e Respeito: já está na hora dos dois serem vistos juntos”, no congresso nacional.
Desde então, a data ficou marcada como o Dia da Visibilidade
Ao longo desses 7 anos, a comunidade de travestis e transe***is celebrou muitas conquistas, como a legalização do nome social, a regulamentação do processo transsexualizador e a retificação civil nos documentos emitidos em cartório.
Acontece que o Brasil é o país que mais assassina travestis e transe***is no mundo*. É um ódio tão naturalizado que, apesar de todas as conquistas da comunidade, o dia 29 de janeiro é muito mais um dia de luta e de alerta do que de comemoração.
Em texto para o portal do Sesc SP, o ativista Leonardo Morjan Britto Peçanha traça um panorama sobre a realidade das pessoas trans no Brasil e dá uma verdadeira aula para quem ainda precisa entender essa luta. Leia o texto completo em tinyurl.com/visitbilidadetrans-sescsp
*Fonte: Dossiê dos ASSASSINATOS e da violência contra pessoas TRANS (ANTRA, 2019).