AMORJ UFRJ Núcleo de pesquisa e documentação referente à história do trabalho, dos trabalhadores e suas organizações.

O Arquivo de Memória Operária do Rio de Janeiro, fundado em 1987, é um núcleo de pesquisa e documentação voltado para a recuperação, registro e preservação do patrimônio material e imaterial referente à história do trabalho, dos trabalhadores e suas organizações. Partindo de uma perspectiva bastante abrangente, o AMORJ tem tentado cobrir as características de constituição e trajetória de diversos

segmentos da classe trabalhadora, sua experiência de trabalho em diferentes ambientes, seus esforços de reprodução, suas manifestações culturais, suas várias formas de resistência e atuação política, além da história das instituições relacionadas ao mundo do trabalho. O AMORJ é vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Socais da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Chega de desemprego!Ato na Praça da Sé pelo dia do trabalhador, s/d. Coleção Cartazes. Acervo AMORJArte Sindicatos, fede...
12/05/2026

Chega de desemprego!
Ato na Praça da Sé pelo dia do trabalhador, s/d. Coleção Cartazes. Acervo AMORJ
Arte

Sindicatos, federações, igreja católica, movimentos sociais, mandatos legislativos, movimentos estudantis, coletivos partidários, associações sindicais etc etc... organizados em torno de pautas:
● redução da jornada sem redução de trabalho;
● não a estas reformas sindical, trabalhista e universitaria; em defesa dos direitos trabalhistas e da universidade pública, gratuita e inclusiva;
● reforma agrária e reforma urbana; com a construção imediata de moradias populares;
● em defesa dos serviços públicos de qualidade;
● pelo fim da impunidade e da corrupção;
● romper com FMI e não pagar a dívida externa;
● não à independência do Banco Central;
● retirada imediata das negociações da ALCA e realização de um plebiscito oficial;
● fora as tropas invasoras do Iraque; nenhum soldado brasileiro no Haiti;
● pela autodeterminação de todos os povos do mundo.





Este cartaz saúda a luta dos trabalhadores das plantações de banana da Colômbia, em sua maioria formada por indígenas e ...
30/11/2025

Este cartaz saúda a luta dos trabalhadores das plantações de banana da Colômbia, em sua maioria formada por indígenas e afro-colombianos. Uma promoção da Central Unitária dos Trabalhadores da Colômbia (CUT), do Sindicato Nacional de Trabalhadores da Indústria Agropecuária da Colômbia (SINTRAINAGRO) e da Federação Nacional Sindical Unitária Agropecuária (FENSUAGRO), organização campesina colombiana.

UNIDOS EM DEFESA DA PLANTAÇÃO DE BANANA E EM DEFESA DA VIDA.

Acervo AMORJ. S/l, s/d.

Sobre a história dos trabalhadores bananeiros da Colômbia, dica de teatro:《Veias Abertas 60 30 15 seg》da

SOBRE A ENCENAÇÃO
A companhia define o trabalho como uma espécie de melodrama político. A trama evoca principalmente o Massacre das Bananeiras, que ocorreu na cidade de Aracataca, na Colômbia, em 1928. Na ocasião, a mando dos Estados Unidos, o Exército abriu fogo contra os grevistas da United Fruit Company. Mais de 2 mil trabalhadores morreram.  

A narrativa é construída a partir de um casal (um trabalha na United Fruit Company e outro no Exército) que se conhece durante algumas aulas de dança. Os dois vão se casar na sala onde aprenderam a se expressar com o corpo, mas, justamente nesse dia, acontece o famoso massacre.  

A partir do livro As veias abertas da América Latina, de Eduardo Galeano (1971), discute-se temas como a dependência econômica e a exploração violenta da mão-de-obra, consequências diretas da colonização,  conta o diretor Marco André Nunes. Em cena estão Carolina Virgüez, Juracy de Oliveira, Matheus Macena e Rafael Bacelar.

Na última quarta-feira, 12/11, o AMORJ recebeu alunos do curso de extensão do  Conversamos sobre o acervo e a história d...
17/11/2025

Na última quarta-feira, 12/11, o AMORJ recebeu alunos do curso de extensão do
Conversamos sobre o acervo e a história de constituição do Arquivo.
Nosso abraço e até breve!

80 anos desse "cara muito vigoroso. Impressionante!"Na sequência:1- escultura do Lula metalúrgico. Zaia escultor, s/d;2-...
28/10/2025

80 anos desse "cara muito vigoroso. Impressionante!"
Na sequência:
1- escultura do Lula metalúrgico. Zaia escultor, s/d;
2- broche da campanha eleitoral. Lula para deputado federal e Suplicy para governador. São Paulo, 1986;
3 e 4- vinil compacto de música sertaneja tradicional. Trabalho, terra e liberdade - PT nossa vez e nossa voz, produzido pelo diretório regional de Santa Catarina. Joinville, 1982;
5- panfleto da campanha Lula presidente. O filho do povo. S/l, 1989;
6 e 7- tiquete de contribuição partidária do PT, com estampa do Lula. S/l e s/d;
8, 9 e 10- periódico Em Tempo, criado em 1977 por iniciativa de jornalistas cooperados. O movimento pró-PT que antecedeu a construção do Partido dos Trabalhadores acirrou divergências políticas e foi tema de debate no periódico. São Paulo, 1980;
11- broche do Lula pintado à mão. S/l, s/d;
12- broche de campanha eleitoral. Lula presidente. Rumo ao socialismo. S/l, 1989.

Acervo AMORJ. Itens arquivístico e museológico.
• Coleção Geraldo Cândido
• Coleção PT
• Coleção Museologia








No dia 16/10 (quinta-feira), às 18h, o canal do AMORJ UFRJ no youtube recebe a historiadora Anita Prestes e o cientista ...
01/10/2025

No dia 16/10 (quinta-feira), às 18h, o canal do AMORJ UFRJ no youtube recebe a historiadora Anita Prestes e o cientista político Henrique Carlos de Castro para uma roda de conversa sobre os LEVANTES ANTIFASCISTAS DE 35. A mediação é da antropóloga Elina Pessanha.

O evento, em formato virtual, é uma realização do AMORJ/UFRJ. Sejam todas e todos muito bem-vindos. Comentem e compartilhem!

***

1935 – os comunistas brasileiros: a luta contra o fascismo e pela democracia*
Por Anita Leocadia Prestes

Os acontecimentos relacionados com a história da Aliança Nacional Libertadora e dos levantes antifascistas de novembro de 1935 constituem um dos temas preferidos dos ataques anticomunistas das classes dominantes no Brasil e dos intelectuais comprometidos, consciente ou inconscientemente, com seus interesses exclusivistas. Luiz Carlos Prestes — reconhecidamente a liderança máxima dos setores populares naquele período — tornou-se o personagem central das investidas anticomunistas, empregadas seja em falsificações grosseiras da sua atuação e calúnias deliberadas, seja em invencionices sem comprovação ou em atitudes marcadas por incompreensões de parte de alguns de seus correligionários.

Ao registrar a inegável presença da ideologia anticomunista nos escritos referentes aos acontecimentos de 1935 no Brasil, não estou desconsiderando os graves erros então cometidos pelos comunistas e muitos dos seus correligionários, inclusive por Luiz Carlos Prestes. Os equívocos revelados nas políticas implementadas pelos setores de esquerda certamente contribuíram para que as forças de direita deles tirassem proveito em favor de seus objetivos espúrios.

Os acontecimentos de 1935 no Brasil constituem um episódio da História recente do país revelador do papel relevante assumido pelo embate ideológico como uma das formas mais importantes da luta de classes na atualidade.

* texto completo no blog da BOITEMPO. Segue o link:
https://blogdaboitempo.com.br/2025/05/18/90-anos-dos-levantes-antifascistas-de-1935/

RESISTÊNCIAJornal da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos. Sua primeira edição saiu em 1978 e, desde então,...
25/07/2025

RESISTÊNCIA
Jornal da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos. Sua primeira edição saiu em 1978 e, desde então, passou a sofrer com a censura imposta pela ditadura militar.
Como periódico da imprensa alternativa, manteve-se ao lado dos interesses democraticos e populares.
Por três vezes ganhou o prêmio jornalístico Wladimir Herzog de direitos humanos.
Tornou-se quinzenal em 1982.

A jornalista foi colunista do jornal no início dos anos de 1980.

Coleção Periódicos. Acervo AMORJ







TOC! TOC! TOC!Catalogação e acondicionamento de objetos museológicos. - camiseta GOLPE NUNCA MAIS (2018, provável);- pan...
19/07/2025

TOC! TOC! TOC!

Catalogação e acondicionamento de objetos museológicos.

- camiseta GOLPE NUNCA MAIS (2018, provável);
- pano de limpeza com estampa BOLSO-N@Z/ CAPETÃO DO MATO (2018);
- broche com charge do Lula, por (2019).







abc doENTREGUISMO NO BRASILAs origens da política entreguista em nossa história e como ela foi intensificada depois do g...
14/07/2025

abc do
ENTREGUISMO NO BRASIL

As origens da política entreguista em nossa história e como ela foi intensificada depois do golpe de 1964.

Vozes, 1980.

Acervo AMORJ:
Livro da Coleção Almir de Oliveira Neves (AON). Esta coleção contém documentos referentes ao período mais recente da militância de Neves no PCB e no PPS (de 1976 a 1992). Constam deliberações e resoluções políticas da Direção Nacional do PCB, documentos sobre política agrária, política cultural, formação, disputas internas, VII, VIII e IX Congressos do PCB. Contém, ainda, 163 livros, com destaque para os temas: história do Brasil, história do PCB e demais partidos comunistas na Europa e na América Latina. Possui extensão bibliográfica de autores russos sobre classes sociais, economia política, ideologia, marxismo-leninismo, materialismo histórico, socialismo, movimento comunista internacional, Perestroika, entre outros temas.

O acervo do AMORJ pode ser consultado às segundas, quartas e quintas, de 14 a 20h. O agendamento pode ser feito por e-mail: [email protected]

Sextou! com dose dupla de Dreifuss.1964: A CONQUISTA DO ESTADO. Ação política, poder e golpe de classe.Um período fundam...
04/04/2025

Sextou! com dose dupla de Dreifuss.

1964: A CONQUISTA DO ESTADO. Ação política, poder e golpe de classe.

Um período fundamental da história brasileira foi reconstituído em bases documentais. Os fatos e os personagens foram indicados a partir de registros concretos e não de hipóteses ou suposições. O objetivo central desse trabalho foi identificar as forcas sociais que emergiram na sociedade brasileira com o processo de internacionalização, em sua etapa moderna, e acompanhar sua intervenção no Estado e na sociedade brasileira. Essa história passa pela mediação de atores concretos, de pessoas ou instituições, que respondem a valores, objetivos a estratégias das forças sociais que atuam no cenário político, em conjunturas determinadas. Aqui o que interessa não é tanto Identificar o ator, suas intenções e características pessoais, mas descobrir no processo histórico o papel e a função das forças sociais e de que formas concretas elas fazem prevalecer seus interesses e suas concepções no confronto com as demais. [orelha]

A INTERNACIONAL CAPITALISTA. Estratégias e táticas do empresariado transacional 1918-1986

A Internacional Capitalista nos fala das chamadas “elites orgânicas” — uma espécie de agentes planejadores e executores da ação política das classes dominantes —, que se fizeram presentes nas mais diversas sociedades, armando em todas elas verdadeiros palcos de atuação do capitalismo avançado. Atores da ação estratégica transnacional, essas elites — que envolvem, nos bastidores, não só empresários, mas profissionais liberais, acadêmicos, militares, jornalistas, políticos e dirigentes do alto escalão de governos e empresas estatais — foram decisivas na formulação da política interna dos Estados Unidos, do Japão e da Europa Ocidental, e a criação de suas organizações-irmãs em palco da Ásia, do Caribe e da América Latina. Sua capacidade de intervenção — muito clara em momentos como 1964 e 1973, quando tomaram de assalto as instituições do Brasil e do Chile — revela, como nos lembra o autor, que a sempre tão comentada luta de classes não é um processo unilateval, levado a cabo pelos grupos dominados contra os dominantes. [orelha]

Como montar uma peça de direita e não parecer de direita?Grupo Tá na Rua e Amir HaddadMorrer pela Pátria é uma peça como...
01/04/2025

Como montar uma peça de direita e não parecer de direita?

Grupo Tá na Rua e Amir Haddad

Morrer pela Pátria é uma peça como nunca se viu. Mesmo porque é a única peça integralista brasileira de que se tem notícia. Uma peça de direita, portanto. Para o diretor Amir Haddad, uma oportunidade de questionar as contradições ideológicas que até hoje norteiam a vida dos brasileiros. A peça, uma pérola parnasiana, trata da história de um jovem reservista, nacionalista ferrenho, disposto a morrer pela pátria, e seu mais terrível inimigo, o irmão comunista.
Para Amir, O PENSAMENTO DA CLASSE MÉDIA BRASILEIRA ANDA BEM VIVO E DENTRO DE CADA UM DE NÓS.
O texto Morrer pela Pátria é do integralista Carlos Cavaco. Montar a peça foi um grande desafio, principalmente em termos de linguagem. O recurso comumente usado de pintar os vilões com deficiência física não interessava para Amir, que considera a linguagem caricatural mais uma forma de ignorar a realidade e desconhecer a ideologia reacionária ainda vigente. Só com uma linguagem distanciada seria possível fazer o texto funcionar. Amir Haddad diz que toda vez que algum ator se identifica com o texto é como se acendesse uma luz vermelha e a peça vai mal.
Depois de assistir a peça e ver a vitória de tantos valores reacionários, a sensação que se tem é que a História pregou uma peça em todo mundo. A peça foi encenada no teatro Villa Lobos. Ironia lembrar que Villa Lobos foi defensor das ideias integralistas.
No elenco do Tá na Rua: Amir Haddad, Ricardo Pavão, Betina Wasman, Ana Maria Carneiro, Artur Faria, Pedro Lage, Roberto Mel, Roberto Black, Raquel Silva, Tobias Pereira. A cenografia é de Sérgio Silveiras.

Texto de Márcia Capella para a seção Cultura do Jornal do País, dez. de 1984, p. 16. (Texto editado para publicação no instagram)

Coleção Periódicos. Acervo AMORJ








CARNAVAL É NO SOCIALColeção Ângelo Morena. Acervo AMORJ.Ângelo Morena foi metalúrgico e decorador. Nasceu em 1910, Rio d...
01/03/2025

CARNAVAL É NO SOCIAL

Coleção Ângelo Morena. Acervo AMORJ.

Ângelo Morena foi metalúrgico e decorador. Nasceu em 1910, Rio de Janeiro. Filho do sapateiro Giovanni Morena e da coleteira Clementina Donadio, ambos imigrantes italianos. Morena trabalhou como aprendiz de serralheiro aos 13 anos. Formou-se em metalurgia no Liceu de Artes e Ofícios. Frequentou a Escola de Belas Artes como formação complementar. Trabalhou por anos em São Cristóvão como serralheiro artístico. Fabricou lustres e criou peças de metal para as indústrias metalúrgicas do Rio de Janeiro. Conheceu Carmem Cerqueira, futura esposa, em baile no Ofeão Portugal, em 1934. Juntos, ganharam muitos concursos de dança no Social Ramos Clube. Foi no clube de Ramos que Ângelo fez carreira de decorador, tornando-se diretor do Departamento Cênico. Nas décadas de 1950 a 1970, decorou bailes de carnaval, bailes de debutantes, bodas e cenários para peças teatrais. Participou ativamente do carnaval carioca e do teatro amador. Ensaiou quadrilhas, ganhou concursos de dança e criou trovas e desenhos a bicos de pena, que expôs uma única vez em 1998, na Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Em 1948, deu aulas na Universidade do Povo, Av. Venezuela, em um projeto cultural criado pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Atuou na Associação Brasileira de Desenho, filiando-se em 1969. Lecionao também nas Escola de Artes Aplicadas. Ângelo Morena foi irmão de Roberto Morena, marceneiro e entalhador, sindicalista e militante comunista.







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Rio De Janeiro, RJ
20051-070

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