Faculdade Nacional de Direito - UFRJ

Faculdade Nacional de Direito - UFRJ Página não oficial dos alunos e admiradores da história da Faculdade Nacional de Direito da UFRJ. Com o Golpe de 64 a Faculdade de Direito sofreu conseqüências.

A tradicional Faculdade Nacional de Direito da UFRJ é fruto da fusão, em 1920, de duas Faculdades não estatais, a Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro e a Faculdade Livre de Direito. Antes de tal data, porém, existiu um longo caminho idealizado por grandes nomes, como Fernando Mendes de Almeida, que reunia em seu escritório colegas que sonhavam com a criação de uma Fac

uldade De Direito Livre, ou seja, particular. Proclamada a República, autorizado e reconhecido o ensino livre, Mendes de Almeida convocou os antigos partidários da idéia e, com novos adeptos, declarou fundada a Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, base do que é hoje a Faculdade Nacional de Direito. A criação da Faculdade Nacional de Direito na primeira metade do século XX por meio da fusão das Faculdades já mencionadas representou, na visão de Alberto Venâncio, uma quebra do monopólio do ensino jurídico, que até o final do século XIX concentrava-se no eixo Olinda - São Paulo, o que contribuiu para o fortalecimento do pluralismo do ensino jurídico no País. A Faculdade Nacional de Direito integrou, juntamente com a Escola Politécnica e a Faculdade de Medicina da Praia Vermelha a nova universidade, denominada de "Universidade do Brasil" pelo Decreto-lei n. 8.393 de 1945. Os principais fatos deste período foram o surgimento da biblioteca da nova Faculdade, o lançamento da Revista "A Época", a criação do Grêmio Literário e da Revista Jurídica, sob a orientação e responsabilidade de uma comissão formada por Cândido de Oliveira Filho, Luiz Carpenter, Raul Pederneiras, Virgílio de Sá Pereira, Gilberto Amado e Afrânio Peixoto. A partir dos anos 30 a Faculdade Nacional de Direito vivenciou memoráveis concursos para professores inesquecíveis, como o de Joaquim Pimenta para a cátedra de Sociologia. Também nesta época surgiu a famosa turma de 1937, que formou intelectuais como José Honório Rodrigues e Evaristo de Morais Filho, que se tornaria catedrático em Direito do Trabalho e em Sociologia na gloriosa Faculdade com sua tese sobre "Augusto Comte". Somente nos anos 40 houve a transferência da Faculdade para a Rua Moncorvo Filho, período marcado pela forte mobilização estudantil, principalmente como resistência ao Estado Novo. Os célebres concursos continuaram a acontecer, trazendo jovens juristas à cátedra da Faculdade, como San Tiago Dantas e Hélio Tornaghi. Os anos 50 consolidaram o prestígio da Faculdade Nacional de Direito. Em 1955, destacou-se a emblemática aula inaugural de San Tiago Dantas, intitulada "A educação jurídica e a crise brasileira". Na ocasião, San Tiago expôs novas diretrizes para o ensino jurídico e criticou a didática vigente, defendendo o case system em oposição ao text system. Já naquela época defendia a interdisciplinaridade para que o direito pudesse se adaptar aos tempos modernos. Entre 1960 e 1970 ocorreu a transferência da capital para Brasília e iniciou-se o processo de federalização do ensino superior, do qual a UFRJ passou a fazer parte. Por outro lado, o CACO – Centro Acadêmico Cândido de Oliveira - realizou ferrenha oposição ao regime militar. Nos anos 70, ocorreu uma profunda crise, caracterizada pela realização de poucos concursos públicos e o progressivo esvaziamento do quadro docente. Os anos 80 também foram marcados por crises e impedimentos em concursos. Nos anos 90, existiram algumas iniciativas, como a mudança curricular determinada pela Portaria Ministerial n. 1.886/94, que estabeleceu um currículo mínimo dos Cursos de Direito, a reformulação da estrutura departamental e a criação de um Centro de Extensão Comunitária compreendendo um Juizado Especial, um posto da Defensoria Pública e o Escritório Modelo, hoje Núcleo de Prática Jurídica. Criou-se, outrossim, um Centro de Pesquisa destinado a desenvolver projetos, fortalecer a pós-graduação e instalar um laboratório de informática. Desde 2004, a partir de uma série de concursos públicos para professores e da intervenção e ocupação do prédio da Faculdade de Direito pelos alunos, sob a liderança do CACO, a comunidade acadêmica voltou seus olhos para esta Faculdade. http://www.direito.ufrj.br/index.php/historico

30/08/2023
No dia 20 de junho de 2013 ocorreu a maior manifestação no Rio de Janeiro das chamadas jornadas de junho. Essa manifesta...
20/06/2023

No dia 20 de junho de 2013 ocorreu a maior manifestação no Rio de Janeiro das chamadas jornadas de junho. Essa manifestação que levou milhares de pessoas às ruas foi infelizmente marcada pela violência e pela repressão policial que teve início em frente à Prefeitura e se estendeu por diversos bairros e localidades da cidade. Um dos locais afetados foi a FND, que foi cercada por policias que jogaram bombas de gás nas proximidades do largo do CACO e que se colocaram em frente à Faculdade, impedindo assim que as pessoas saíssem do prédio em segurança e que gerou o temor de que pudesse ocorrer uma invasão policial à FND, o que felizmente não se concretizou. Pior sorte teve o vizinho hospital Souza Aguiar, invadido pela tropa de choque que atirou balas de borracha e soltou bombas de gás na unidade, desrespeitando e afetando gravemente pacientes e profissionais de saúde. A FND na ocasião serviu de refúgio para cerca de 200 pessoas (não apenas alunos da UFRJ), das quais muitas só saíram do prédio na manhã do dia seguinte, mantendo assim a tradição da Faculdade de servir como um espaço livre e de resistência às opressões.

Foto 1: Foto do cerco efetuado à Nacional em 20 de Junho de 2013. Fonte da foto: Jornal Extra. Foto originalmente publicada no Facebook de Luciana Siqueira. Disponível em: https://extra.globo.com/noticias/rio/manifestantes-estao-refugiados-em-universidade-policia-faz-cerco-do-lado-de-fora-8763179.html

Foto 2: Policiais passam em frente à Nacional após uma das manifestações de junho de 2013. Autoria da foto não identificada. Retirada do cartaz de divulgação da palestra "O que está acontecendo? Um debate sobre os movimentos e a conjuntura atual", efetuada no dia 8 de julho de 2013.

Foto 3: Comunicado oficial emitido pelo então diretor Flávio Martins assegurando que a faculdade ficasse de portas abertas nos dias de manifestação, em junho de 2013. A determinação permitiu que a Nacional servisse de refúgio, alguns dias depois, a cerca de 200 pessoas que fugiam da repressão policial, no dia 20 de junho de 2013, respeitando assim sua história de resistência às opressões.

Notícia sobre a invasão ao hospital Souza Aguiar: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/06/20/tropa-de-choque-joga-bomba-e-atira-em-direcao-a-hospital-que-atende-manifestantes-no-rio.htm

Uma pequena homenagem às mulheres que construíram a FND.Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a página tem o praz...
08/03/2023

Uma pequena homenagem às mulheres que construíram a FND.

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a página tem o prazer de destacar a história de 3 grandes mulheres pioneiras que abrilhantaram a FND como alunas ou como docentes:

1-Myrthes Gomes de Campos (1875-1965)- Formada pela Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais (uma das duas faculdades que deram origem à atual Faculdade Nacional de Direito) em 1898, foi a primeira mulher a exercer a advocacia no Brasil. Advogada reconhecida e atuante no Tribunal do Júri, foi umas das pioneiras, também, em tratar de assuntos como sufrágio feminino e divórcio. Posteriormente se tornou funcionária do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, sendo homenageada recentemente com o nome de uma das salas da FND.

2-Maria Luiza Doria Bittencourt (1910-2001) foi uma advogada, política e líder feminista, além de ser a primeira mulher a ser aprovada para exercer a docência na FND. Nascida em Salvador, estudou no Colégio Pedro II do Rio de Janeiro e posteriormente ingressou na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro (atual Nacional), formando-se em 1931. Durante a graduação, foi secretária da União Universitária Feminina e filiou-se à Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, cuja liderança cabia na época à sua colega Bertha Lutz (também estudante da FND e formada em 1933). Participou do Congresso Penal Penitenciário Brasileiro, onde apresentou tese sobre o encarceramento de mulheres. Após a sua graduação, fez o curso de doutorado na Nacional. Retornado à Bahia, teve atuação pioneira em defesa dos direitos das mulheres naquele estado e envolveu-se com a política, sendo eleita suplente do deputado estadual Humberto Pacheco de Miranda. Com o afastamento deste parlamentar, Maria Bittencourt tornou-se a primeira deputada estadual da Bahia.
No ano de 1942, Maria Luiza foi a primeira colocada no concurso para a livre-docência em Legislação do Trabalho e Direito Industrial na Faculdade Nacional de Direito. Para a reportagem do Correio da Manhã de 11 de dezembro de 1942, a advogada dizia almejar se tornar professora catedrática futuramente, além de declarar que é através do “Direito que podemos preparar os homens para fazer justiça àqueles que até hoje não têm sido senão párias sociais”. Infelizmente, essa página só conseguiu informações muito escassas sobre a atuação de Maria Luiza como professora nos jornais da época, de forma que não pudemos nos aprofundar sobre sua carreira como docente. Maria Luiza teve atuação brilhante como jurista, sempre na defesa dos direitos das mulheres e faleceu no ano de 2001 no Rio de Janeiro. Deixou escrito o livro Trabalho Feminino (1938).

3-Regina Bottentuit Gondim foi aluna e professora da Nacional, sendo a primeira professora catedrática de Direito do Brasil. Nascida em Alagoas no ano de 1925, era filha do ilustre jurista Gondim Neto, professor de Direito Civil da Faculdade de Direito de Recife e posteriormente da Faculdade Nacional de Direito. Regina cursou Direito primeiramente em Recife, por três anos e meio, transferindo-se no fim do curso para a FND, onde se formou em 1947. Grande conhecedora de Direito Civil, tornou-se livre-docente na Faculdade de Direito de Niterói (atual Direito UFF) e, posteriormente, professora catedrática de Direito Civil da mesma instituição ao apresentar tese sobre evicção, superando no concurso de cátedra dois ilustres juristas: o desembargador Serpa Lopes, então presidente do Tribunal de Justiça e o Dr. Arnold Wald. Regina tornou-se assim, em 1957, a primeira professora catedrática de Direito no Brasil. Em 1959, prestou concurso para a cátedra de Direito Civil na Faculdade Nacional de Direito, onde lecionava seu pai, tendo como concorrentes os juristas Clóvis Paula da Rocha e novamente o Dr. Arnold Wald. Na ocasião, o concurso teve como examinadores cinco renomados professores: Caio Mário da Silva Pereira, Orlando Gomes, Vicente Rau, Guilherme Estelita e Ferreira de Souza. Regina, que apresentou tese sobre o contrato preliminar, chegou a passar mal na apresentação, mas conseguiu fazer uma brilhante defesa de tese e conquistou a Cátedra de Direito Civil na Faculdade Nacional de Direito.
Jurista de renome e figura presente nos debates jurídicos e na defesa de pautas feministas, a professora Regina Gondim foi uma figura que muito abrilhantou e honrou a FND,

Fontes referentes à advogada Myrthes Gomes de Campos:
Texto: Dia da Mulher: conheça Myrthes Campos, a primeira advogada do Brasil (site Migalhas.) Disponível em: https://www.migalhas.com.br/quentes/216736/dia-da-mulher--conheca-myrthes-campos--a-primeira-advogada-do-brasil
Vídeo: Tempo e História - Myrthes Gomes de Campos (14/02/16) na plataforma You Tube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=jMLMekix-Ps

Fontes referentes à professora Maria Luiza Doria Bittencourt:
Fonte do texto: Portal Brasiliana Fotográfica. Disponível em:
https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659.
Livro San Tiago Dantas: A razão vencida. Autor: Pedro Dutra.
Edição de 11 de dezembro de 1942 do Correio da Manhã. Disponível em:
http://memoria.bn.br/docreader/089842_05/14494
Edição de 24 de abril de 1930 do Correio da Manhã. Disponível em:
http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/1645
Edição de 2 de junho de 1940 do Diário de Notícias. Disponível em:
http://memoria.bn.br/docreader/093718_02/1622
Fonte da foto: publicação do Arquivo Nacional no Facebook. Disponível em:
https://www.facebook.com/arquivonacionalbrasil/photos/a.646412452119303/2138731522887381/

Fontes referentes à professora Regina Gondim:
revista "Manchete" de 18 de julho de 1959. Reportagem de Lausimar Rocha e foto de Jankiel. Disponível em: http://memoria.bn.br/docreader/004120/29122
jornal Diário Carioca de 21 de junho de 1959. Disponível em:
http://memoria.bn.br/docreader/093092_04/46095
jornal Diário de Notícias de 18 de junho de 1959. Disponível em:
http://memoria.bn.br/docreader/093718_03/83407
revista Manchete de 4 de julho de 1959. Disponível em:
http://memoria.bn.br/docreader/004120/28969
jornal Diário de Notícias de 21 de junho de 1959. Disponível em:
http://memoria.bn.br/docreader/093718_03/83474
A página agradece também ao servidor do NUDMA Márcio Capela por informações enviadas.

O Centenário da morte de Rui Barbosa:O dia 01º de março de 2023 marca o centenário do falecimento do ilustre jurista e p...
02/03/2023

O Centenário da morte de Rui Barbosa:

O dia 01º de março de 2023 marca o centenário do falecimento do ilustre jurista e político Rui Barbosa. Apesar de não ter sido professor da Faculdade Nacional de Direito, a figura de Rui Barbosa possui um vínculo com o palácio do Conde dos Arcos, onde exerceu o mandato de senador desde o início da República até o seu falecimento em 1923. Sobre a relação de Rui com o prédio da FND e em especial com o salão nobre da faculdade, assim comenta o escritor e ex-reitor da UFRJ Pedro Calmon: "Ei-lo, no busto que domina este salão, solitário e meditativo, como se fosse o derradeiro da corte que se dissipou nas névoas da história (..). Daí a justiça que lhe fez a Faculdade apossando-se do salão onde tanto lhe repercutiu a palavra: exigiu que aqui houvesse unicamente a sua imagem. Sem outra que a confrontasse. No auditório de sua Câmara, sem os ouropéis que a enfeitavam, mas conservada na perfeição da estrutura: o senador que ficou, depois de removido e transformado o Senado, que daqui se mudou para o Palácio Monroe (..)''.

Foto 1: Posse do presidente Afonso Pena em Sessão do Congresso Nacional presidida pelo Senador Rui Barbosa, vice-presidente do Senado Federal em 15 de novembro de 1906. Fonte: Obras Completas de Rui Barbosa. Volume ###III. Tomo I. Disponível em: http://docvirt.com/docreader.net/obrascompletasruibarbosa/13627

Foto 2: Abertura do Congresso em 1907. A mesa era composta por Rui Barbosa (presidente), senadores Bueno Brandão e Antônio Azeredo e deputados James Darcy e Simeão Leal. Fonte: revista ''Fon Fon'' de 11 de maio de 1907. Disponível em: http://memoria.bn.br/docreader/259063/124

Foto 3: Sessão de abertura do Congresso no Senado em 1909. A sessão é presidida por Rui Barbosa, secretariado pelos deputados Rodrigues Alves Filho e Alaor Prata e pelos senadores Ferreira Chaves e Pedro Borges. Fonte: revista "O Malho" de 08 de maio de 1909. Disponível em: http://memoria.bn.br/docreader/116300/13870

Foto 4: Rui discursando a favor da declaração de guerra à Alemanha em 1917. Fonte: revista Fon Fon de 10 de março de 1923. Disponível: http://memoria.bn.br/docreader/259063/42956

Foto 5: Posse de Rui Barbosa no Senado em seu último mandato. Fonte: revista Fon Fon de 06 de agosto de 1921 Disponível:
http://memoria.bn.br/docreader/259063/38423

Fonte do texto: https://www2.senado.leg.br/bdsf/item/id/180974

Foto do Palácio do Condes dos Arcos (então Senado Federal) no dia do funeral do senador Pinheiro Machado, assassinado em...
28/02/2023

Foto do Palácio do Condes dos Arcos (então Senado Federal) no dia do funeral do senador Pinheiro Machado, assassinado em 08 de setembro de 1915. A foto é de autoria de Guilherme Antônio dos Santos (1871-1966).

Foto extraída da publicação da página Rio Antigo. Disponível em: https://www.instagram.com/p/CoaC2y6Liwc/

Fonte da foto: acervo do Instituto Moreira Salles.

Crédito Sugerido: Guilherme Santos/Acervo Instituto Moreira Salles

Disponível em: https://acervos.ims.com.br/portals/?fbclid=IwAR0MwOS3RUmBB0BxVKeq-weRuFEL7b1pErdQcEXrPDhm0LKx98uH3XnD_pI #/detailpage/82305

A expulsão de Aureliano Chaves do Salão NobreNo dia 02 de abril de 1987 o ministro de Minas e Energia Aureliano Chaves c...
15/06/2022

A expulsão de Aureliano Chaves do Salão Nobre

No dia 02 de abril de 1987 o ministro de Minas e Energia Aureliano Chaves compareceu à Faculdade no intuito de proferir a aula inaugural de um curso de pós-graduação. Aureliano era um político de grande projeção na época, muito identificado com o Regime Militar, tendo sido governador de Minas Gerais pela Arena, vice-presidente de 1979 a 1985 e que em 1987 era um dos líderes políticos do Partido da Frente Liberal (PFL). A presença de Aureliano, no entanto, não agradava o movimento estudantil da FND, que havia se organizado para impedir que o ministro proferisse a aula inaugural. Sendo assim, no momento em que Aureliano deu início à palestra, mais de 100 estudantes da FND e do IFCS entraram no salão nobre tocando apitos e cantando músicas como ‘’fora Aureliano, Aureliano fora” e ‘’tá claro, tá claro, tá claro como o dia, a Nova República é a velha Burguesia’’. Aureliano, impedido de falar com o apitaço, ficou visivelmente irritado e nervoso e passou a chamar os alunos de ‘’antidemocráticos’’, chegando ao ponto de quebrar o braço de uma cadeira. No fim, após meia hora de apitaço, Aureliano deixou a FND sem ter dado a aula inaugural. Nos dias seguintes, o diretor da FND Atamir Quadro Mercês tentou sem sucesso responsabilizar a reitoria pela manifestação, o que foi desmentido pela Reitoria e pelo próprio Centro Acadêmico. A expulsão de Aureliano da FND teve repercussão nacional e sobre o ocorrido, assim se manifestou o CACO: “Enquanto povo exigia nas ruas eleições diretas, o então vice-presidente Aureliano Chaves articulava a ‘transição democrática’ sem o voto popular (..). A Nova República empossada não leva adiante inúmeros de seus compromissos. Recua na Reforma Agrária, não revoga a Lei de Greve da Ditadura, mantém a censura, os aparelhos repressivos e o atrelamento dos sindicatos ao Estado. A política econômica ainda é a do arrocho salarial (...). Entendendo que este senhor, um dos maiores representantes do continuísmo da Ditadura, é um dos responsáveis diretos da crise pela qual passa o país’’.

Fontes do texto: Jornal do Brasil de 23 junho de 1987. Disponível em: http://memoria.bn.br/docreader/030015_10/203426
Jornal do Brasil de 04 de abril de 1987. Disponível em: http://memoria.bn.br/docreader/030015_10/196104

Jornal do Comércio de 3 de abril de 1987. Disponível em: http://memoria.bn.br/docreader/364568_17/66487
Tribunal da Imprensa de 3 de abril de 1987. Disponível em: http://memoria.bn.br/docreader/154083_04/28633

O Fluminense de 4 de abril de 1987. Disponível em: http://memoria.bn.br/docreader/100439_12/62820

Jornal do Brasil de 12 de abril de 1987. Disponível em: http://memoria.bn.br/docreader/112518_05/41774

Livro CACO: 90 anos de História.

Fonte da foto: Jornal do Comércio de 3 de abril de 1987 e Acervo do Jornal do Brasil (fotografias de Viviane Rocha).

Foto do "enterro do golpe militar" promovido pelos estudantes do CACO em 31 de março de 1987. Autoria da foto: AlmirVeig...
04/05/2022

Foto do "enterro do golpe militar" promovido pelos estudantes do CACO em 31 de março de 1987. Autoria da foto: Almir
Veiga. Acervo do Jornal do Brasil. Disponível no livro CACO: 90 anos de História.

Fotografia que registra os estudantes em conflito com a polícia no bar em frente à Faculdade Nacional de Direito em 1965...
22/04/2022

Fotografia que registra os estudantes em conflito com a polícia no bar em frente à Faculdade Nacional de Direito em 1965. Durante o período inicial do regime militar, o referido bar ficou conhecido como República do Uruguai, porque lá se refugiaram os estudantes e diretores do CACO perseguidos pela Ditadura e pela direção da FND e que ficaram proibidos de entrar na Faculdade, o que gerou a relação com o Uruguai, país que se tornou o destino de muitos exilados brasileiros (como Jango e Brizola). Conforme Maria Augusto Carneiro, vice-presidente do CACO em 1968, o português dono do bar costumava ajudar os estudantes, alertando-os sempre quando havia a desconfiança de que agentes da repressão estavam disfarçados no local. Segundo ela: “O sujeito era o máximo! Quando a repressão ficou forte, quando chegávamos no bar, ele falava: 'Não vais querer nada hoje, nada!’ Era a maneira dele dizer para sairmos dali porque tinha polícia. Então, exclamávamos, fingindo: ‘Porra! Que cara grosso!’ E a gente saia. Ele tinha uma ligação muito legal conosco. Isso nos dava um sentimento forte em relação aquele lugar. Quando voltei do exílio, a primeira vez que fui lá me senti mal, desmaiei e tudo”.

Fontes: livro CACO: 90 anos de História.
Monografia A Faculdade Nacional de Direito e o Estado autoritário: um breve retrato da luta pela liberdade dentro de uma instituição federal durante a primeira década da ditadura militar no Brasil de Cyntia de Andrade Machado. 2008. Orientada pela professora Juliana Neuenschwander Magalhães.
Fotografia: Alberto Jacob. Acervo Jornal do Brasil. Data: 12 de abril de 1965.

Foto da posse da diretoria do CACO no Salão Nobre em 1951. Esse foi um dos poucos períodos em que a eleição havia sido g...
19/04/2022

Foto da posse da diretoria do CACO no Salão Nobre em 1951. Esse foi um dos poucos períodos em que a eleição havia sido ganha pela ALA (Aliança Libertadora Acadêmica), o partido de direita e lacerdista que disputava a eleição do CACO contra a Reforma, de esquerda.

Fonte da foto: publicação de Marcos Tavolari no grupo da Alumni no Facebook. Disponível em:
https://www.facebook.com/groups/476659805838420/permalink/833432793494451/

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