13/05/2020
Dicas da Biblioteca Francisca Keller, do PPGAS/MN/UFRJ
Renata de Castro Menezes é professora do PPGAS, com estágio senior CAPES de pós-doutoramento como Visiting Scholar no Center for Religion and Media, da New York University (2015-2016). Coordena o grupo de pesquisas em Antropologia da Devoção e o Ludens: laboratório de Antropologia do Lúdico e do Sagrado. Aqui, ela nos conta um pouco de sua trajetória e a influência da BFK em sua produção de conhecimento:
"Comecei afrequentar a BFK em minha graduação, entre 1985/1986, quando iniciei meu estágio no Departamento de Antropologia do Museu Nacional. Eu vinha do bacharelado e licenciatura em história, e ela foi fundamental para minha formação em Antropologia desde então. Mais tarde, como professora do programa, segue sendo um ponto de apoio estruturante de minha atividade docente. Em seu acervo, sempre encontrei livros e periódicos atualizados, das mais diversas sub-áreas do conhecimento antropológico, que abriram imensos horizontes para minhas reflexões e construíram minha carreira. Mesmo que também recorra a outras bibliotecas especializadas nas temáticas que trabalho (festas, devoções, religiosidades, patrimônios), é na BFK que tudo isso se articula com a teoria antropológica de ponta. Quando morei no exterior, a trabalho - no doutorado sanduíche (2001-2002) e no estágio sênior (2015-2016 - , pude comprovar, comparando-a com outras, a qualidade de seu acervo e reconhecê-la como uma das grandes bibliotecas mundiais de antropologia. Me encanta saber que ela foi construída gradualmente pelo programa, através de doações de seu corpo docente, diversas agências e fomentos e também outros profissionais durante 50 anos, servindo a gerações de pesquisadoras e pesquisadores. E saber que ela começou numa estante, numa pequena sala na época de Roberto Cardoso de Oliveira, até adquirir o volume que tinha antes do incêndio. Agora, fico comovida em saber que para se reconstruir, ela recebeu doações de livros e de verbas do mundo inteiro. É uma produção coletiva.
Antes da internet, adorava consultar o sumário de todos os periódicos, que eram xerocados pelas bibliotecárias e colocados à disposição dos leitores. Também adorava usar as obras de referência, dicionários e enciclopédias específicas. Havia livros dos anos 70 e 80, que eram muito atuais quando compradas, mas que aos poucos foram caindo em desuso, o que representava uma história da antropologia materializada em obras e autores.
Um detalhe é que a BFK sempre contou com excelentes funcionários, que sempre tiveram a sensibilidade de colaborar ativamente com nossas- de docentes e discentes - atividades de pesquisas."
Na imagem, capa do livro A dinâmica do sagrado, de autoria da Prof. Renata