Lupa - códigos culturais

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encerro com o coração quente: obrigada por todo o carinho do último post.é bonito saber que a lupa esteve presente na vi...
25/04/2024

encerro com o coração quente: obrigada por todo o carinho do último post.
é bonito saber que a lupa esteve presente na vida de tanta gente.

adelante! ✨

ARTISTAS DO SUL GLOBAL PARA ACOMPANHAR.Busco ativamente ter contato com a arte que brota do sul do globo.Algumas dessas ...
19/03/2024

ARTISTAS DO SUL GLOBAL PARA ACOMPANHAR.

Busco ativamente ter contato com a arte que brota do sul do globo.
Algumas dessas referências me tocam em especial e, quando isso acontece, surge a vontade de compartilhar.

Para começar essa série de posts, 3 nomes do continente africano.
O primeiro deles, Albert Khoza.

Semana passada estive em uma performance desse artista. Sem dúvida, foi uma das experiências mais impactantes que tive.

No seu trabalho "Circo Preto da República Bantu", Khoza questiona, inverte papéis, gera desconforto e propõe cura a todas as almas escravizadas que não retornaram aos seus países de origem - habitam o oceano da travessia ou a terra do colonizador.

Passados 7 dias, a performance do artista/curador ainda ressoa.

Fotos: Sanele Thusi e Mark McNulty.

Novo projeto autoral.Disponível para download gratuito em www. novasmulheres .comEm 2025, haverá cerca de um bilhão de p...
22/03/2023

Novo projeto autoral.
Disponível para download gratuito em www. novasmulheres .com

Em 2025, haverá cerca de um bilhão de pessoas no planeta vivenciando os sintomas e as consequências da menopausa.
Mas o que é a menopausa, afinal?
Ao contrário do senso comum, menopausa não é um período, mas um marco – designa a última menstruação e, consequentemente, o fim da vida biologicamente fértil de uma mulher.
Importante o grifo: biologicamente.
Mulheres entre os 45 e os 60 anos, período onde comumente se localiza a menopausa, estão vivas, ativas, pulsantes.
Férteis de tantas outras formas.
Os véus de invisibilidade cultural riscaram esse período de transição hormonal do imaginário: o que sabemos sobre o envelhecimento feminino? Para além dos temidos calorões, quais os impactos subjetivos de menstruar pela última vez? Quais os rótulos persistem e como enfrentá-los? O que contempla, por fim, a maturidade?
Chegou a hora de falarmos sobre.
“Novas mulheres: um estudo sobre maturidade e menopausa” é iniciativa dos institutos de pesquisa qualitativa Lupa - códigos culturais e Reconvexo Pesquisa.
Suas gestoras reuniram uma equipe integralmente feminina para investigar o tema com gentileza.
A partir de um processo de pesquisa etnográfica, que contou com 24 entrevistas, 06 mulheres, de diferentes pontos do Brasil, foram selecionadas para falar por tantas outras.
Afinal, o que é ser uma mulher em coexistência com a maturidade e seus ciclos?

Nosso mini-documentário é composto por 6 personagens de diferentes lugares do Brasil: mulheres reais, cujas narrativas t...
12/09/2022

Nosso mini-documentário é composto por 6 personagens de diferentes lugares do Brasil: mulheres reais, cujas narrativas trazem aspectos práticos, mas também bastante subjetivos sobre a passagem do tempo e toda a complexidade dessa jornada.  

Somos pesquisadoras.
Esse mini-doc nasce, então, de um estudo qualitativo.
Partimos de 24 mulheres, 40 e 50+, de diferentes classes sociais e regiões, ouvidas em duas etapas:

1. GRUPOS ONLINE - Realizamos 6 discussões com mulheres de 4 capitais brasileiras: Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e Recife.   

2. ENTREVISTAS EM PROFUNDIDADE ONLINE -  Aprofundamos o papo com 11 participantes da primeira etapa. 

Nesse processo, identificamos percepções e ideias sobre diversos aspectos que atravessam o tema, além de muitos pontos de recorrência. 

Por fim, fomos ao encontro das 06 mulheres que dão voz a esse estudo, em uma viagem do sul ao nordeste do país.

O resultado é um mosaico de vivências sobre a jornada da maturidade, os desafios que ela traz e a visibilização de perspectivas diversas sobre as diferentes formas que o tema impacta o universo feminino.

Radical.Palavra que denota o que vem da raiz.Num tempo de imediatismos, radical talvez seja atentar para a origem das co...
20/07/2020

Radical.
Palavra que denota o que vem da raiz.

Num tempo de imediatismos, radical talvez seja atentar para a origem das coisas.
Entender que as crises – ecológicas, econômicas e sociais – não são dissociadas, mas uma produção sistêmica de posturas impostas a nós a partir dos processos de violência que configuram o estar-no-mundo dentro da lógica dominante.

O nosso discurso é radical, portanto, na medida em que se propõe a abraçar a sutileza das coisas.
Ir fundo, investigar, propor novas abordagens.
Reconstituir memórias como processo político.
Lembrar das falas de Grada Kilomba que tanto ensinam sobre as opressões que perpetuamos através da fala e do olhar:

“A língua, por mais poética que possa ser, tem também uma dimensão política de criar, fixar e perpetuar relações de poder e de violência, pois cada palavra que usamos define o lugar de uma identidade”.

Buscamos expandir repertórios – entendendo que esse é um processo longo e contínuo - a partir do próprio espaço: quem são os autores latinos e brasileiros criando teorias de embasamento aos nossos projetos? Quem são os criadores a alegrar nossos sentidos a partir do mesmo território? Qual a beleza que nasce da nossa terra e quais os apagamentos atuam sobre ela?

“Só quando se reconfiguram as estruturas de poder é que as muitas identidades marginalizadas podem também, finalmente, reconfigurar a noção de conhecimento: Quem sabe? Quem pode saber? Saber o quê? E o saber de quem?”.
Grada Kilomba

a nigeriana  é a primeira autora abordada na série de descolonizaçao teórica.embora a maior parte da sua obra seja ficci...
24/06/2020

a nigeriana é a primeira autora abordada na série de descolonizaçao teórica.

embora a maior parte da sua obra seja ficcional, a fala "o perigo de uma história única" - ted talk de 2009 posteriormente transformado em livro - é um norte para a escuta ativa e uma perspectiva regenerativa de pesquisa.

nela, a partir de vivências pessoais, chimamanda aborda as estruturas de poder e sua influência determinante na disseminação de narrativas e criação de imaginários - imaginários esses que produzem estereótipos ou, na sua concepção, histórias únicas e incompletas capazes de desumanizar um povo.

“É impossível falar sobre a história única sem falar sobre poder. Existe uma palavra em igbo na qual sempre penso quando considero as estruturas de poder no mundo: nkali. É um substantivo que, em tradução livre, quer dizer ‘ser maior do que o outro’. Assim como o mundo econômico e político, as histórias também são definidas pelo princípio de nkali: como elas são contadas, quem as conta, quando são contadas e quantas são contadas depende muito de poder. O poder é a habilidade não apenas de contar a história de outra pessoa, mas de fazer que ela seja sua história definitiva”.

reconstituir histórias seria, então, o processo de legitimar identidades e reencontrar um paraíso.
por aqui, no arriscaríamos a dizer: um paraíso decolonial.

“As histórias importam. Muitas histórias importam. As histórias foram usadas para espoliar e caluniar, mas também podem ser usadas para empoderar e humanizar. Elas podem despedaçar a dignidade de um povo, mas também podem recuperar essa dignidade despedaçada. (...) Quando rejeitamos a história única, quando percebemos que nunca existe uma história única sobre lugar nenhum, reavemos uma espécie de paraíso”.

_📚Para ler:
_Obras de ficção: hibisco roxo (2003), meio sol amarelo (2005), no seu pescoço (2017) - entre outros.
as ficções de chimamanda são protagonizadas por nigerianos e normalmente ambientadas no continente africano, o que traz referências pouco comuns a literatura clássica.
_Ensaio: sejamos todos feministas (2014).

_🎬Para assistir:
TedTalk: o perigo de uma história única (2009).
separe 19 minutos, vale a pena.

Quanto conhecimento indígena, feminino ou produzido em territórios considerados subdesenvolvidos compôs nossa formação a...
23/06/2020

Quanto conhecimento indígena, feminino ou produzido em territórios considerados subdesenvolvidos compôs nossa formação acadêmica?
Quantos teóricos negros citamos em nossos projetos?
O quanto do sul global está inscrito em nossas referências?

A colonização se manifesta também no campo teórico a partir da reprodução de privilégios e da universalização de imaginários eurocêntricos.

Grada Kilomba diz:
“normalizamos palavras e imagens que nos informam quem pode representar a condição humana e quem não pode. A linguagem também é transporte de violência e por isso precisamos criar novos formatos e narrativas”.

Na Lupa construímos estudos a partir de perspectivas locais e a diversificação de fontes é parte importante do processo.
Por isso, nos próximos post indicaremos autores que conduzem a cosmovisões plurais - será uma série pensada não só com base na pesquisa qualitativa, mas também em reflexões que consideramos urgentes.

Projetar horizontes emancipatórios passa por valorizar o conhecimento produzido por teóricos e teóricas afastados das estruturas de poder.

o tempo passa rápido.desde 2017 não postávamos nessa página.fomos consumidas pelo ritmo dos dias, mas se existe algo par...
18/06/2020

o tempo passa rápido.
desde 2017 não postávamos nessa página.
fomos consumidas pelo ritmo dos dias, mas se existe algo para ser pensado agora é justamente a velocidade deles.
reorganizamos a LUPA, transformamos um tanto de coisas e - finalmente - renascemos: diferentes, mas com a mesma curiosidade de antes.

vamos alimentar cada vez menos essa página, portanto, você é bem vindo em nosso instagram (recém criado).
https://www.instagram.com/lupa.etc/

vem continuar a descobrir o mundo com a gente.

16/10/2017

Essa semana acontece o curso TrendSpotting / ferramentas de pesquisa para moda. Serão dois dias de discussão sobre os principais conceitos que guiam a moda e a disseminação de tendências acrescidos de práticas voltadas à transformação de movimentos emergentes em inovação.

Os encontros acontecerão em Porto Alegre, na AREA 51, e serão conduzido por Renata Fratton Noronha, doutoranda em História da Moda, e Fê Carvalho Leite, sócia da Lupa - códigos culturais.

No segundo semestre teremos novidades.
12/08/2017

No segundo semestre teremos novidades.

Já estão rolando as inscrições para "o futuro da moda": o primeiro curso de longa duração dessa escola-coworking-maker s...
20/04/2017

Já estão rolando as inscrições para "o futuro da moda": o primeiro curso de longa duração dessa escola-coworking-maker space pensado para tornar a moda mais colaborativa e democrática.

Serão 9 encontros para falarmos sobre o pensar e fazer moda nova era, a fim de que essa indústria seja também um agente de transformação.

Estaremos lá trocando experiências sobre a relevância da escuta nesse novo cenário e o papel central das pessoas na cadeia de consumo.

Vai ser lindo.

Endereço

Rio De Janeiro, RJ

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