18/10/2013
Na iminência do Leilão do Campo de Libra do Pré-sal, próxima segunda-feira (21/10), foi realizado um ato contra o leilão de libra no Centro de Tecnologia da UFRJ, no dia 17/10. Neste ato, havia representantes da Associação dos Engenheiros da Petrobras, Sindicato dos Petroleiros RJ, Sindicato dos Engenheiros, Clube de Engenharia.
A Presidente da UNE, Virgínia barros, deu início à discussão mostrando a importância histórica da entidade na construção da campanha "O Petróleo É nosso", que resultou na criação da Petrobras, aprovada no senado em 1953. Não obstante, o Ex-Reitor da UFRJ, e Ex-Presidente do BNDS, Carlos Lessa, disse que esta campanha contra o leilão do pré-sal deveria estar difundida no Brasil inteiro há muito tempo, lamentou a atraso da UNE em abraçar a campanha. Sinalizou também que a Petrobras é a empresa com maior capacidade técnica em explorar o pré-sal, uma vez que ela é especialista em águas profundas.
O discente em Engenharia Elétrica, Brenner Oliveira, Diretor do DCE UFRJ e membro do Voz Ativa, salientou a importância dos futuros engenheiros se posicionarem e enriquecerem suas ideias nesta discussão porque muitos trabalharão ou na produção ou na cadeia resultante dela. "Até quando o Brasil fará escolhas que o aprisionam em um modelo que mantem sua dependência há mais de 500 anos? Esta é uma oportunidade dos estudantes conhecerem um outro lado do debate que não é veiculado nas grandes mídias", disse, explicando a parcialidade da mesa e regressando ao Brasil Colônia. Denunciou também, o objetivo especulativo das empresas que saem vitoriosas do leilão, exemplificou que a OGX, criada especialmente para participar da 8ª rodada do leilão de petróleo, arrematou por apenas 1,5 bilhão em 2007, e sem perfurar, sem gerar emprego, desenvolvimento, melhorias pra sociedade, depois de 3 anos, valia R$35 bilhões.
Matheus Sales, Diretor do CAEng, discente em Engenharia Elétrica, sinalizou a importância daquele momento para os estudantes colocarem seus questionamentos e solidificarem seus ideiais como futuros engenheiros. Soariano, do Sindicato dos Petroleiros do RJ, disse que nenhuma empresa no mundo tem recurso financeiros para extrair em sua totalidade o campo de Libra, que sequer mensurado com exatidão foi, isto vai na contra-mão dos que defendem o leilão, uma vez que a Petrobras não possui capital suficiente para exploração. Disse que poderia ser feito empréstimos ao BNDS ou ao Banco Mundial.
GT Comunicação | Voz Ativa CT