19/06/2026
A arte contemporânea latino-americana está sendo reescrita, e o ponto de partida não é a Europa, são os saberes originários.
A dica desta semana é a exposição "Eu chorei rios: arte dos povos originários da América", em cartaz na FGV Arte. A mostra vai muito além da contemplação: é um manifesto vivo e necessário para os dias atuais. O projeto coloca a cosmovisão e o protagonismo indígena no centro do debate artístico e político.
Mais do que falar sobre o passado, a exposição nos confronta com as crises ambiental e civilizatória do nosso tempo. A partir do conceito de nhe'ẽ se (“o desejo de fala”), os artistas utilizam a arte como forma de demarcação simbólica de seus territórios, trazendo respostas para a urgência climática e afirmando saberes que reinventam mundos.
A exposição ocupa as galerias e a esplanada da FGV Arte, tem entrada gratuita e classif**ação livre. As visitas acontecem de terça a sexta-feira, das 10h às 20h, e aos sábados e domingos, das 10h às 18h, até o dia 20 de setembro de 2026.
Mais informações: arte.fgv.br
📍 Local: FGV Arte — Praia de Botafogo, 186, Rio de Janeiro (RJ)