18/09/2023
O primeiro volume das Travessias Interativas, publicado há 12 anos, foi resultado de um esforço de nossos editores, a revista surgiu para enriquecer a comunidade acadêmica com propostas, pesquisas, diálogos e interações. O primeiro artigo, intitulado “Álvares de Azevedo na ficção sobrenatural brasileira”, da autoria de Alexandre de M. Andrade, aponta para uma leitura de duas obras do escritor romântico brasileiro Álvares de Azevedo: Macário e Noite na taverna. Os apontamentos levam a uma discussão acerca da herança gótica e fantástica recebida pelo autor.
O segundo artigo, intitulado “Willian Wilson em O homem duplicado”, de Elaine C. Motta, traz, comparativamente, aproximações e dissonâncias entre as obras Willian Wilson, de Edgar Allan Poe, e O homem duplicado, de José Saramago. Amparada por teorias acerca da paródia e do duplo, a autora faz uma investigação narrativa que desvela, ainda, modos de narrar e perspectivas modernas e pós-modernas da ficção.
Na sequência, temos o artigo “Riso, Linguagem e Política nas manifestações dadaístas”, de Matheus M. Nunes. Partindo do pressuposto de que o Dadaísmo corresponde a uma “luta contra as convenções” e um “riso contra os valores burgueses”, o autor levanta uma discussão que direciona o Dadaísmo a um universo onde a interrogação e o niilismo sejam os pilares de sustentação.
No artigo seguinte – “Para uma análise dialógica das comunidades virtuais” –, Silas Gutierrez provoca, em perspectiva bakhtiniana, uma leitura de espaços virtuais (mais especificamente sites de relacionamento) dispostos na mídia eletrônica instigadores de inter-relações, compreendendo tanto os aspectos da linguagem interativa quanto os associados à plasticidade do veículo.
Encerrando este primeiro volume, aparece o trabalho de Lílian R. P. Grecco, resultado de seu trabalho de iniciação científica (Letras – UNIESP/Ribeirão Preto). Seu artigo, “Possíveis leituras do Amor em Folhas Caídas, de Almeida Garrett”, investiga aspectos temáticos e estilísticos que fazem de Almeida Garrett um escritor – embora de linhagem romântica – com estreito vínculo a uma poética classicizante.
Confira em: https://periodicos.ufs.br/Travessias/issue/view/779