01/12/2022
Quando falamos sobre assédio, o que surge em sua lousa mental? Quais são as sensações que isso te traz? Em quais espaços você acha que isso acontece? Qual é a figura da pessoa que comete um assédio? Você sente medo de um dia passar por alguma situação de assédio?
Após se questionar sobre as perguntas acima, gostaríamos que vocês pudessem ler esse post atentamente e compreender a profundidade da discussão trazida.
O assédio se configura como uma violência baseada nas relações de poder e em seus desdobramentos, na ideia de que uma pessoa tem poder e controle sobre outra. Dessa forma, é esperado que o assediador esteja em um lugar de poder e a vítima esteja em um lugar de subordinação, muitas vezes não tendo força e capacidade para se opor.
Quando pensamos em notícias de denúncias sobre assédios, vemos que esses crimes se repetem diariamente e, na maioria das vezes, contra mulheres e bem próximo de nós, independente da roupa, da idade ou do local. As manchetes trazem à luz do olhar social uma problemática de saúde pública, os números comprovam o retrocesso da nossa sociedade e a falta de políticas públicas eficazes elucidam o despreparo para enfrentamento dessas situações.
A violência de gênero não respeita muros e está enraizada na nossa rotina. O assédio acontece no transporte público, na faculdade pública, nos hospitais, na calçada, na balada, no banco da praça, dentro de casa. Os assediadores não respeitam o logradouro, título de graduação, nível de escolaridade, ocupação empregatícia e muito menos as vítimas. Isso deixa o cenário social cada dia mais hostil para a mulheres, em pleno século XXI. (Continua nos comentários)