09/09/2022
A rainha Elizabeth II uniu os britânicos durante o seu longevo reinado, atravessou guerras e crises mundiais e vivenciou alguns dos períodos mais desafiadores da história. Sua trajetória deixa um legado de dedicação ao seu país.
Alguns fatos, mostram como era a relação da monarca com o judaísmo e os judeus:
- Sua sogra salvou judeus durante o Holocausto
Quando a Segunda Guerra Mundial estourou, o príncipe Philip se ofereceu para a marinha britânica e lutou contra os nazistas com distinção. Permanecendo em Atenas, a princesa Alice convidou os Cohens, uma família grega judia de quem ela e o marido eram amigos, para se esconderem em sua casa. A princesa Alice foi levada para interrogatório, mas se recusou a divulgar o fato de estar abrigando judeus em sua casa. Ela retornou a Londres em 1967 e lá morreu em 1969. Ela pediu que seus restos mortais fossem enterrados em Jerusalém, e em 1988 eles foram enterrados no Monte Sião em Jerusalém. Ela foi declarada “Justa entre as Nações” pelo Yad Vashem, o memorial do Holocausto de Israel. O príncipe Philip viajou para Jerusalém para a cerimônia, onde plantou uma árvore em memória de sua mãe.
- A rainha contratou um “Mohel” judeu para circuncidar o príncipe Charles
Elizabeth II contratou um mohel judeu ortodoxo para circuncidar seu filho, o príncipe Charles. Rabino Jacob Snowman (1871-1959) foi um mohel londrino de grande renome.
- Judeus britânicos oram pela Rainha todo Shabat
É um costume judaico em todo o mundo recitar uma oração no Shabat para seus líderes governamentais. Na Grã-Bretanha, nos últimos anos, isso significou orar pelo bem-estar da rainha Elizabeth II e sua família. Os judeus britânicos pedem a Deus que “preservar a rainha em vida, guardá-la e libertá-la de toda tristeza”. A oração continua pedindo que o Divino “coloque um espírito de sabedoria em seu coração e nos corações de todos os seus conselheiros” também.
- Ela escapou do protocolo real para ouvir os sobreviventes do Holocausto
Em 27 de janeiro de 2005, no 60º aniversário da libertação de Auschwitz, a rainha Elizabeth recebeu um grupo de sobreviventes do Holocausto no Palácio de St. James, no centro de Londres. O rabino Lord Jonathan Sacks estava presente e mais tarde contou: “Quando chegou a hora de ela sair, ela ficou. E ficou. Um de seus atendentes disse que nunca tinha visto ela demorar tanto tempo depois do horário protocolar. Ela deu a cada sobrevivente - era um grupo grande - sua atenção concentrada e sem pressa. Ela ficou com cada um até que eles terminassem de contar sua história pessoal."
Rainha Elizabeth II deixa um legado notável, como uma das lideranças mais respeitadas da história.
Descanse em paz.
Fonte: Aish.com