08/06/2018
*Deficiência de Glicose-6-Fosfato Desidrogenase em Adultos*
DA SILVA, Rosângela Torres et al. (1)
A glicose-6-fosfato desidrogenase (G-6-PD) é uma enzima citoplasmática codificada por um gene localizado na região telomérica do braço longo do cromossomo sexual X (banda Xq28) constituído por 13 éxons e 12 íntrons (2, 3). Está envolvida diretamente na produção de NADPH durante a via da hexosemonofosfato na medida em que catalisa a primeira reação dessa via transformando a glicose-6-fosfato em 6-fosfoglucono-δ-lactona.
A deficiência de G-6-PD é uma das doenças genéticas mais comuns, afetando mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo. Essa eritroenzimopatia apresenta o padrão de herança ligado ao s**o sendo devida principalmente a mutações pontuais no gene que codifica a enzima, levando à troca de aminoácidos na estrutura da mesma (4).
A maioria dos indivíduos deficientes apresenta-se inteiramente assintomáticos e desenvolvem sintomas apenas quando expostos a situações onde há uma condição de estresse. As manifestações clínicas mais comuns são anemia hemolítica aguda devido ao uso de fármacos (sulfas e sulfonas, antimaláricos, nitrofuranos e vários analgésicos e antipiréticos, como a acetanilida e a aspirina), infecção ou ingestão de fava e icterícia neonatal (4).
No Brasil, a prevalência da deficiência de G-6-PD alcança valores entre 3 a 10% dependendo do s**o, etnia e região da população estudada, sendo as variantes Africana e Mediterrânea as mais frequentemente encontradas (5, 6, 7, 8, 9).
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