Revista Outros Tempos

Revista Outros Tempos Revista eletrônica de História Outros Tempos (ISSN 1808-8031), publicada pela UEMA e, atualmente,

A Revista Outros Tempos traz textos reunidos em sessões dedicadas a temas livres, dossiês temáticos, resenhas e destina um espaço a entrevistas com pesquisadores relacionados às áreas humanas. Fundada em 2004 pelo curso de História da UEMA, a Outros Tempos é mantida pelo curso de História e Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação da UEMA, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Desenvolvimento Científico do Maranhão - FAPEMA.

16/10/2020

CHAMADA PÚBLICA 09/2020 - Submissão de propostas de Dossiês: edições 2021.2 e 2022.1

A Revista Outros Tempos, do Curso de História da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), torna pública a chamada nº 09/2020, com o objetivo de selecionar propostas de dossiês temáticos na Área de História para publicação no volume 18, número 32 (2021.2) e volume 19, número 33 (2022.1).

As propostas deverão ser encaminhadas para o e-mail [email protected] até o dia 5 de janeiro de 2021, indicando como assunto: Proposta de Dossiê.

Acesse ao edital completo:

16/10/2020

CHAMADA PÚBLICA n. 08/2020 - Dossiê História Social dos Sertões

A Revista Outros Tempos, do Curso de História da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), torna pública a chamada de nº 08/2019, para seleção de Artigos, Resenhas e Estudo de Caso, que irão compor o volume 18, número 31 (2021.1), para o dossiê temático História Social dos Sertões, sob organização de:

-Antonio Alexandre Isidio Cardoso (UFMA)
-Jakson dos Santos Ribeiros (UEMA)
-Jonas Rodrigues de Moraes (UFMA)


Data limite de submissão de artigos - OUTUBRO/2020

ACESSE O EDITAL COMPLETO:

Lançado o Vol. 17, N. 30 de 2020 com o Dossiê “As relações nação-região e os espaços de fronteira no processo de institu...
16/10/2020

Lançado o Vol. 17, N. 30 de 2020 com o Dossiê “As relações nação-região e os espaços de fronteira no processo de institucionalização das ciências e da saúde no Brasil”, organizado pela professora Tamara Rangel Vieira, da Casa de Oswaldo Cruz - COC | Fiocruz, e pelo professor Agostinho Júnior Holanda Coe, da UFPI - Universidade Federal do Piauí.
A edição traz artigos de professores, pesquisadores e doutorandos da COC/Fiocruz.

Confira:

ATENÇÃOA Revista Outros Tempos, do Curso de História da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), torna pública a chamad...
01/12/2019

ATENÇÃO

A Revista Outros Tempos, do Curso de História da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), torna pública a chamada de nº 07/2020, para seleção de Artigos, Resenhas e Estudo de Caso, que irão compor o volume 17, número 30 (2020.2),para o dossiê temático: “As relações nação-região e os espaços de fronteira no processo de institucionalização das ciências e da saúde no Brasil”, sob organização de:

Dr. Agostinho Júnior Holanda Coe (UFPI – CSHNB)
Dra. Tamara Rangel Vieira (COC-FIOCRUZ)

Não perca o prazo!
Submissão de trabalhos até o dia 30/03/2020.

Para acesso às instruções e demais informações, acesse:

CHAMADA PÚBLICA n. 07/2020 - Dossiê: As relações nação-região e os espaços de fronteira no processo de institucionalização das ciências e da saúde no Brasil

02/12/2015

ATENÇÃO: Chamada aberta para Dossiê 2016 (1º Semestre) da Revista Outros Tempos

Resumo da Proposta: "História Política das Américas no Século XX"

O prazo para envio dos artigos é 14 de fevereiro de 2015.

Mais informações sobre a chamada do dossiê: http://www.outrostempos.uema.br/OJS/index.php/outros_tempos_uema/announcement/view/7

Revista Eletônica Outros Tempos voltada para divulgação de artigos científicos na área de História e Ciências Humanas em geral.

A revista Outros Tempos – Pesquisa em Foco - História acaba de publicar o volume 12, número 19 (2015) dossiê "África: gê...
02/07/2015

A revista Outros Tempos – Pesquisa em Foco - História acaba de publicar o volume 12, número 19 (2015) dossiê "África: gênero, nação e poder", disponível em:
http://www.outrostempos.uema. br/OJS/index.php/outros_ tempos_uema/issue/current

Convidamos a navegar no sumário da revista para acessar os artigos e divulgá-la entre seus colegas.


http://www.outrostempos.uema.br/OJS/index.php/outros_tempos_uema/issue/current

Revista Eletônica Outros Tempos voltada para divulgação de artigos científicos na área de História e Ciências Humanas em geral.

Compartilhando:Origem do Português e do Galego: A Língua portuguesa é Irmã gémea do GalegoPor: António da Cunha Duarte J...
30/05/2014

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Origem do Português e do Galego: A Língua portuguesa é Irmã gémea do Galego

Por: António da Cunha Duarte Justo
www.antonio-justo.eu

A Academia Brasileira de Letras fez um levantamento sobre a língua portuguesa e verificou que esta tem atualmente cerca de 356 mil unidades lexicais.

A grande riqueza do português provém na sua maioria do latim e do grego e das línguas das tribos ibéricas: galaicos, lusitanos (marcas de origem indo-europeia e miscigenação com os celtas, anterior às invasões romanas), etc. e dos invasores germânicos do séc. V (cerca de 600 palavras de origem germânica) e dos ocupantes mouros (berberes e árabes do séc. VIII que enriqueceram o português com cerca de 600 até mil palavras).

Com os Descobrimentos o português continuou-se a enriquecer integrando palavras dos novos povos no seu léxico; actualmente a preponderância da cultura anglo-saxónica favorece a integração de palavras inglesas. De notar que o português não só recebeu palavras das culturas com que contactou mas também deixou crioulos e palavras noutras línguas (O japonês também tem cerca de 600 palavras de origem portuguesa).

O galaico-português era o idioma falado nas regiões de Portugal e da Galiza, no Reino de Leão, que devido à divisão política do mesmo espaço geográfico, posteriormente começou a diversificar-se nas línguas portuguesa e galega. A partir do séc. XII a literatura apoderou-se do galaico-português de modo, a o português se diferenciar no século XVI da língua galega, sua irmã gémea.

A língua portuguesa é a evolução do latim que, como língua veicular literária e cultural, se expressava de duas formas: a maneira de falar intelectual (erudita) e a popular; assim, na formação do Português, encontramos a forma clássica - a língua do Lácio falada até uma certa altura e depois mantida pelos eclesiásticos, poetas e prosadores, como veículo da cultura intelectual e por outro lado a forma do latim vulgar que era falada pelo povo e que abandonada a si mesma se ia modificando mais e mais, com um certo acompanhamento do linguajar erudito.

O mesmo se dá hoje: distingue-se a maneira de expressar de uma pessoa sem grande formação e uma pessoa formada. Os próprios escritores latinos, que utilizavam a forma clássica, referem também o falar do latim vulgar do povo; os escritores romanos referem-se ao falar do povo com os termos "sermo vulgaris", "cotidianus", "plebeius", "rusticus", etc.

Estas divergências encontram-se ainda hoje nas formas populares e de escrita de qualquer língua a nível fonético, morfológico e por vezes até sintático. A população não consumidora de “alta cultura” usa menos palavras para se exprimir metendo por vezes numa só palavra outros sentidos ou conotações, enquanto a pessoa mais culta recorre, para tal efeito, a maior diferenciação e consequentemente a uma maior gama de palavras.

No território que hoje constitui Portugal e Espanha, já se falavam várias línguas, antes dos invasores latinos chegarem. Entre elas a mais falda era a céltica. O Vasco conseguiu resistir ao latim.

De resto, pelos fins do séc. IV a língua vulgar falada por toda a península era a forma vulgar do latim, o "romanço". Com as invasões dos alanos, suevos e godos e depois dos árabes, o romanço foi enriquecido com palavras novas dos falares dos invasores. A língua, naqueles tempos abandonada a si mesma, sem disciplina gramatical que lhe desse formato evolutivo, decaiu modificando-se segundo as regiões, pois já não havia a administração romana para lhe dar sustentabilidade nem uma regulamentação da língua, a nível suprarregional.

Entre os falares surgiu o galego-português que se modificou algo, devido à independência de Portugal alcançada por D. Afonso Henriques e à obrigação do uso do português então “arcaico” ordenado por D. Dinis para os documentos escritos em vez do latim.

Assim, temos hoje o idioma português e o galego; a maior diferenciação do galego deu-se a partir do séc. XVI. Embora se possa provar a existência do galego-português no séc. VII (e o português proto-histórico – um latim bárbaro) só a partir do séc. XII surgem textos completos em português notando-se então a influência da literatura sobre ele.

Numa missão civilizadora, os trovadores que cultivavam a poesia e a música por gosto, contribuíram muito como estabilizadores e fomentadores da língua. Ao irem de castelo em castelo espalhavam também ideais e a dignidade da mulher. Os segréis faziam da arte de trovar uma profissão. Os jograis tocavam vários instrumentos e cantavam versos alheios (artistas da boémia). Muito do legado antigo encontra-se nos Cancioneiros Primitivos.

O lirismo galego-português é do mais genuíno e documenta-se como uma poesia de romaria a Santiago de Compostela e nas romarias aos santos. Segundo Celso Ferreira da Cunha deve “considerar-se como obra de síntese de diversas influências, sobretudo da poesia popular e da poesia latino-eclesiástica”.

Tinha duas correntes poéticas: a cantiga de amor que denuncia influência estrangeira, e a cantiga de amigo de caracter popular tradicional. Esta é a primeira manifestação genuína do lirismo peninsular.

Um documento importante do português Arcaico é o Testamento de D. Afonso II (1214) que começa assim:” En nome de Deus. Eu rei Don Afonso, pela gracia de Deus, rei de Portugal, sendo sano e saluo, temete o dia da mia morte, a saúde de mia alma e a proe de mia molier, raina Dona Orraca, e de meus filios e de meus uasssalos…”

No português histórico temos a fase arcaica do séc. XII, XIII e XIV (as terminações arcaicas em “om” deram origem às terminações modernas em “ão” e “am”); segue-se a fase de transição do séc. XV e finalmente a fase moderna, com início no séc. XVI até hoje.

No séc. XIV e XV introduziram-se na língua muitas palavras do latim erudito e do grego; o séc. XV foi muito profícuo em mestres da língua (Garcia de Resende, Fernão Lopes, Eanes de Zurara, Rui de Pina, Frei João Alves); a língua passa a ter o seu eixo já não em Santiago de Compostela mas em Lisboa; o séc. XVI produziu grandes mestres da língua como Gil Vicente, João de Barros, António Ferreira, mas o maior de todos eles, o grande mestre do português moderno foi Luís de Camões com “Os Lusíadas”.

Camões é um grande entre os maiores da literatura mundial, como afirmava já o grande Friedrich von Schiller, grande poeta, filósofo e historiador alemão que trocaria a sua obra pela glória dos Lusíadas de Camões.

No séc. XVI dá-se a grande diferenciação do português em relação ao galego.

António JustoA Ucrânia, tal comos a região das Balcãs, na primeira grande guerra mundial, dá ocasião ao surgir de uma nova configuração política das potências determinadoras do futuro no séc. XXI.

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