Crítica Da Razão Dialética - Sartre

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Crítica Da Razão Dialética - Sartre Filosofia

15/09/2026

O que é a dialética para Sartre? É uma forma de compreender a realidade humana. Ela é a lógica viva da ação criativa.

Marx diz que o modo de produção da vida material geralmente domina o desenvolvimento da vida material; vida social, política e intelectual. E, portanto, nos meios de produção. Mas Sartre acrescenta imediatamente, corrigindo Marx: "não podemos conceber este condicionamento de outra forma que não seja a de um movimento dialético, ou seja, contradições, superações e totalizações. Aparece aqui, portanto, a noção decisiva de dialética - que o Ser e o Nada ignora, ainda que Sartre assuma a oposição hegeliana do em-si e do para-si - que regerá daqui para frente (CRD) o modo de pensamento de Sartre.

Portanto, o ponto de partida epistemológico deve sempre, escreve Sartre, "ser a consciência como certeza apodítica (de) si mesmo e como consciência deste ou daquele objeto. A experiência crítica nada mais é do que a práxis, pois se revela claramente na reflexão, na medida em que a práxis é "a superação negadora de uma contradição, a determinação de uma totalização presente em nome de uma totalidade futura, trabalho real e eficaz da mudança".

28/08/2026

Para Sartre, a dialética é o movimento próprio da vivência histórica.

25/07/2026

Em Lições Sobre Sartre, de Walter M. Lima, a "Critica da Razão Dialética é caracterizada pela abordagem sintética e relacional, mas nunca reducionista, que conecta problemas e dominios diferentes: individual e histórico: epistemológico, ético e antológico; inteligibilidade, história e ação."

Portanto, a tentativa de construir uma antropologia estrutural e histórica: transversalizar dominios diversos, recusando-se impor uma substância a priori (natureza humana) que guie o fazer humano.

25/07/2026
23/07/2026

Para Hegel, o desenvolvimento da cultura e da história foi obra do Espirito. Sartre, ao contrário, descreve a dialética da história e dos movimentos sociais por sua própria lógica, como obra de pessoas e não como obra do Espirito.

Sartre elabora uma dialética e antidialética das relações sociais, sendo a antidialética a alienação (originada da serialidade, do prático-inerte ) e a dialética a ação coletiva consciente. A história oscila continuamente entre esses dois polos.

21/07/2026

Sartre afirma que "uma relação entre cada indivíduo comum e todos os outros deve ser uma determinação da tensão direito e dever", que é o vínculo objetivo interno de uma comunidade. Isso é, estabelece-se um equilíbrio comum entre os indivíduos como produto social e a liberdade orgânica, como adaptação do seu poder individual e como a livre expressão da tarefa comum com os meios comuns.

Para Sartre, a liberdade é sempre uma práxis: ela se realiza no mundo e nas relações com os outros.

A liberdade, portanto, desde o início, possui uma dimensão ética e política. Na Crítica da Razão Dialética, essa questão é aprofundada: ela ganha uma forma histórica e social, mostrando que a liberdade individual encontra sua realização mais plena na ação coletiva organizada, isto é, na cidadania vivida como "participação efetiva na vida em comunidade."

27/02/2026

A Crítica da Razão Dialética não é a continuação de O Ser e o Nada, como se pensa. O Ser e o Nada enfatiza a liberdade do indivíduo de modo imprescritível.

Na Crítica da Razão Dialética, por outro
lado, Sartre irá falar de uma liberdade livremente limitada. Sartre definitivamente ultrapassou a concepção fenomenológica individualista.

Para o desenvolvimento da CRD, Sartre introduz vários conceitos para analisar a historia e a sociedade.

A CRD propõe primeiramente fornecer prova da existência da razão dialética, isto é, de uma racionalidade dialética na história. A razão dialética seria, portanto, uma racionalidade constituindo-se sempre na relação dialética entre indivíduos, grupos e grupos-em-fusão com a materialidade circundante, ou seja, com o prático-inerte ou alienação.

É nesta perspectiva que Sartre analisa agora a práxis dos individuos, grupos e classes sociais na história, sempre tomando em conta as contra-finalidades da práxis causadas pelos efeitos de reificação e alienação produzidos pela matéria trabalhada do prático-inerte.

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Vila Mariana
São Paulo, SP

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