17/05/2022
No dia 17 de maio de 1990, a OMS removeu da lista de distúrbios mentais da CID a homossexualidade.
Atualmente, o Brasil é um dos países que mais viola os direitos da população LGBTQIA+.
No estado de São Paulo, foi criada a Lei Estadual nº 10.948/2001, que pune administrativamente atos LGBTIfóbicos.e qualquer cidadã ou cidadão vítima de preconceito e discriminação, pode procurar os canais oficiais para fazer qualquer tipo de denúncia.
A cada dia ocorre um assasinato ou um suicídio decorrentes da LGBTfobia no Brasil e lideramos o rankig mundial de crimes contra as minorias se***is: matam-se mais homosse***is e transe***is no Brasil do que nos 13 países do Oriente e África, regiões nas quais vigora ainda pena de morte contra práticas se***is e de identidade de gênero associadas a essa população. Mais da metade dos LGBT assassinados no mundo ocorrem no Brasil. Em 2019, 329 LGBT+ foram as vítimas de morte violenta no Brasil, sendo 297 homicídios (90,3%) e 32 suicídios (9,8%). Pesquisas iniciadas na década de 1980 apontam que, em termos absolutos, predominaram as mortes de 174 G**s (52,8%), seguidos de 118 Travestis e Transe***is (35,8%), 32 Lésbicas (9,7%) e 5 bisse***is (1,5%); 29,4% foram assassinados a facadas, 21,8% com arma de fogo, incluindo estrangulamento, espancamento, tortura e carbonização do corpo. Um terço das mortes violentas de LGBT+, sobretudo de g**s e lésbicas, ocorreram nas residências das vítimas; já as trans, especialmente as profissionais do s**o, foram executadas na rua, nos centros urbanos, em estradas e locais ermos. Em termos relativos, as pessoas trans representam a categoria s**ológica mais vulnerável a mortes violentas. Esse total de 118 mortes, se referidas a 1 milhão de travestis e transe***is que se estima existir em nosso país, sinalizam que o risco de uma pessoa trans ser assassinada é aproximadamente 17 vezes maior do que um gay. Apesar da redução observada nos dois últimos anos, estas mortes cresceram incontrolavelmente nas duas últimas décadas: de 130 homicídios, em média, em 2000, contabilizaram-se 260 em 2010, subindo para 398 nos últimos três anos.