27/08/2025
🌱 A crise ambiental tem nome: os impactos do agronegócio na destruição dos biomas
📆 29/08 às 08h30
👉 Esta mesa se propõe a romper com a narrativa hegemônica que naturaliza a "crise ambiental" como um fenômeno abstrato, mas afirmá-la como um projeto político e econômico. Busca-se revelar como a destruição dos biomas brasileiros é a manifestação concreta do sistema capitalista– não como um efeito colateral, mas como seu modo de operação. O capitalismo não "provoca" a crise: ele é a crise em movimento permanente.
✊Por trás dessa destruição está a financeirização da natureza. Terras viraram ativos especulativos, florestas viram "créditos de carbono", e a própria devastação gera lucro, seja pela grilagem, pela exportação ou pelos fundos de investimento que compram áreas degradadas. Mas há resistência. São os povos tradicionais que, ao defender seus territórios, protegem a biodiversidade real. A Reforma Agrária Popular e a agroecologia não são apenas alternativas – são projetos de sobrevivência.
🌎 A pergunta que f**a é: de que lado está a Geografia? Seu papel não pode ser neutro. É preciso desmascarar a farsa do "desenvolvimento sustentável" que destrói os biomas, denunciar a violência do agronegócio e amplif**ar as vozes que constroem outro futuro possível.
lmalina é mestra em Geografia Agrária, pesquisadora do Observatório de Territórios Saudáveis e Sustentáveis de Bocaína (OTSS).
pereira é geógrafo, docente da (EACH-USP). Pesquisa sobre os aspectos socioambientais dos sistemas alimentares e os movimentos sociais de soberania alimentar.
é bibliotecária, gestora cultural e agente ambiental, integrante do , coletivo de agroecologia e articulação cultural da COHAB 2, distrito de Itaquera.
é geógrafo, docente do curso de Geografia no Instituto das Cidades e da Licenciatura Intercultural Indígena, ambos da UNIFESP, pesquisa sobre conflitos urbanos, indígenas e fundiários.