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E a personagem que recebes hoje é: “O Alufá Rufino” , um trabalho desenvolvido pelos alunos João Vitor Verruma e Kayke V...
21/08/2026

E a personagem que recebes hoje é: “O Alufá Rufino” , um trabalho desenvolvido pelos alunos João Vitor Verruma e Kayke Vinícius Lacerda como atividade de extensão da disciplina de Ensino de História da África e dos afrodescentes do curso de História da USP, ministrada pela Prª. Drª Marina de Mello e Souza.

Nascido no Reino de Oyó (atual Nigéria), Rufino José Maria, também chamado Abdul Karim, foi capturado ainda jovem e trazido escravizado para o Brasil por volta de 1822.

Viveu em Salvador e no Rio Grande do Sul, onde conseguiu comprar sua própria liberdade em 1835. Livre, virou cozinheiro em navios negreiros que atravessavam o Atlântico ilegalmente, até que seu navio foi capturado pela Marinha britânica.

Foi levado para Serra Leoa, onde reencontrou comunidades muçulmanas iorubás e sua língua de origem. Tempos depois, voltou ao Brasil e se estabeleceu em Recife, tornando-se o alufá Rufino: mestre religioso, professor do Alcorão e guia espiritual dos muçulmanos africanos da cidade.

Sua trajetória atravessa continentes e mostra que resistir também é preservar a fé, a cultura e a identidade mesmo sob cativeiro

Acompanhe nossas redes para as próximas personagens.

O Centro de Estudos Africanos (CEA) da FFLCH-USP está com inscrições abertas para o preenchimento de uma vaga de monitor...
19/08/2026

O Centro de Estudos Africanos (CEA) da FFLCH-USP está com inscrições abertas para o preenchimento de uma vaga de monitor bolsista. A vaga é destinada a estudantes interessados em atuar no suporte às atividades acadêmicas e administrativas do centro, contribuindo diretamente para a organização de eventos, atualização de plataformas digitais e produção de conteúdo para redes sociais.

A função envolve apoio logístico a cursos de extensão e seminários promovidos pelo CEA, suporte à editora da Revista África (sistema OJS), manutenção do site do centro (que opera no sistema Drupal) e gestão das redes sociais, incluindo a criação e publicação de conteúdos de divulgação. O(a) monitor(a) atuará sob a supervisão da Profa. Dra. Rosangela Sarteschi, diretora do CEA.

Podem concorrer à vaga estudantes regularmente matriculados na graduação da USP, desde que tenham concluído pelo menos quatro semestres do curso e metade dos créditos exigidos para a obtenção do diploma, ou alunos de pós-graduação também vinculados à USP. É importante destacar que não é permitido o acúmulo de bolsas.

Condições da bolsa

Valor: R$ 967,94 mensais
Carga horária: 30 horas semanais
Duração: 6 meses, com possibilidade de renovação
Vínculo: Não gera vínculo empregatício com a USP

As inscrições estarão abertas até dia 31/08/2026 e devem ser feitas por e-mail, enviando a documentação para [email protected].

Os documentos necessários para a inscrição são:

* Carta de interesse, justificando os motivos para a candidatura

* Currículo atualizado
* Cópia do RG e CPF
* Histórico escolar e atestado de matrícula
* Endereço residencial, e-mail e telefone para contato

O processo seletivo terá duas etapas eliminatórias: análise de currículo e entrevista online que será marcado e enviado aos/as candidatos, seguindo ordem alfabética. O link para a entrevista será enviado no dia anterior.

Para mais informações, acesso nosso site pleo link na bio!

É com grande satisfação que o Centro de Estudos Africanos da USP (CEA-USP) convida a toda a comunidade para a conferênci...
18/08/2026

É com grande satisfação que o Centro de Estudos Africanos da USP (CEA-USP) convida a toda a comunidade para a conferência “HERDEIRAS DA TRAVESSIA”: LITERATURA, FEMINISMO INTERSECCIONAL E A RUPTURA DO PACTO DA BRANQUITUDE NO CAMPO CULTURAL LATINO-AMERICANO” com a presença de Iris de Fátima Barbosa, pesquisadora Fondecyt Pós-Doutoral (ANID) na Pontifícia Universidade Católica do Chile, com o projeto “Escrituras racializadas: Imágenes y auto-representaciones afrolatinoamericanas y afrofemeninas en el campo literario reciente de Brasil, Colombia y Chile”.

O evento ocorrerá no dia 25/08 (segunda-feira) das 18h00 às 19h00, na sala 261 do Edifício Antônio Candido do prédio da Letras/FFLCH-USP.

Para mais informações, acesse nosso site pleo link na bio.

A personagem de hoje é “Caetana diz não”, um trabalho desenvolvido pelos alunos Ana Beatriz Motta, Mariana Chaim, Luis F...
12/08/2026

A personagem de hoje é “Caetana diz não”, um trabalho desenvolvido pelos alunos Ana Beatriz Motta, Mariana Chaim, Luis Felipe Greco e Waléria Serafim, como atividade de extensão da disciplina de Ensino da História da África e dos Afrodescendentes, ministrada pela Prª. Dr°. Marina de Mello e Souza.

A história de Caetana, se trata de jovem mucama escravizada na fazenda Rio Claro (Vale do Paraíba, SP), obrigada em 1835 a se casar com Custódio por ordem de seu senhor, o Capitão Luis Mariano de Tolosa. Mesmo sob ameaças, ela se recusou a consumar o casamento e depois passou quase cinco anos lutando na justiça para anulá-lo. Baseado no livro Caetana diz não, de Sandra Lauderdale Graham, esse é um relato sobre autonomia, corpo e resistência dentro da escravidão, um "não" que atravessou séculos.

Parte 2: “Páscoa Vieira diante da Inquisição” um trabalho desenvolvido pelos alunos Arthur Oliveira Louzada, Ian Santos ...
06/08/2026

Parte 2: “Páscoa Vieira diante da Inquisição” um trabalho desenvolvido pelos alunos Arthur Oliveira Louzada, Ian Santos Garcia, João Paulo de Abreu Lopes, Júlia Marcelly Cândido dos Reis Soares e Vinicius Santos Camara, como atividade de extensão da disciplina de Ensino da História da África e dos Afrodescendentes, ministrada pela Prª. Dr°. Marina de Mello e Souza.

A continuação da história de Páscoa Vieira, mulher escravizada nascida em Massangano (Angola) por volta de 1660, enviada para Salvador em 1686 e julgada pela Inquisição portuguesa por bigamia após se casar duas vezes. O caso revela como o Santo Ofício mobilizou uma verdadeira rede burocrática entre África, Brasil e Portugal, processo que durou 7 anos (1693-1700), para vigiar e punir até mesmo quem não tinha bens ou poder algum.É uma janela para pensar sobre controle, resistência e opressão no império colonial português.

Fique por dentro dos próximos episódios e personagens!

A personagem de hoje é “Páscoa Vieira: uma história de resistência”, um trabalho desenvolvido pelos alunos Esther Altoe ...
03/08/2026

A personagem de hoje é “Páscoa Vieira: uma história de resistência”, um trabalho desenvolvido pelos alunos Esther Altoe Lemos, Ader Gotardo, Yasmin Iyakemi, Mokiti Uehara, Felipe de Oliveira Araújo como atividade de extensão da disciplina de Ensino da História da África e dos Afrodescendentes, ministrada pela Prª. Dr°. Marina de Mello e Souza.

Nascida escravizada em 1660, em Massangano (Angola), Páscoa Vieira foi vendida ao Brasil em 1686 como punição por sua rebeldia, deixando para trás o marido Aleixo. No Brasil, casou-se novamente, com Pedro Arda, sem saber que essa decisão a levaria à Inquisição, acusada de bigamia em 1693.

O processo durou 3 anos. Exilada em Portugal, ficou reclusa até 1703, quando conquistou a clemência.

Mais do que uma vítima do sistema colonial, Páscoa usou inteligência para se defender, deixando um legado de resistência e agência que atravessou Angola, Brasil e Portugal.

Da série “Biografia e Histórias”, o Centro de Estudos Africanos da USP em parceria com a Atividade de Extensão da discip...
27/07/2026

Da série “Biografia e Histórias”, o Centro de Estudos Africanos da USP em parceria com a Atividade de Extensão da disciplina de Ensino de História da África e dos Afrodescendentes, ministrada pela Prª. Drª. Marina de Mello e Souza, apresentamos hoje o personagem: “Amadou Hampâté Bâ: a voz da memória africana”

Nascido no atual Mali entre 1900 e 1901, Amadou Hampâté Bâ foi escritor, historiador e etnólogo, umm dos maiores intelectuais africanos do século XX. Sua obra, como "Amkoullel, o menino fula", transforma a literatura em ferramenta de preservação da tradição oral, resgatando memórias apagadas pelo colonialismo francês.

Como membro do comitê executivo da UNESCO entre 1962 e 1970, defendeu a valorização da oralidade e deixou uma das frases mais marcantes sobre a cultura africana: "Na África, quando um ancião morre, é uma biblioteca inteira que queima.”

Seu legado vive até hoje através da Fundação Amadou Hampâté Bâ, dedicada a preservar o conhecimento oral africano.

O Centro de Estudos Africanos divulga o curso de formação oferecido em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (...
23/07/2026

O Centro de Estudos Africanos divulga o curso de formação oferecido em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SME-SP) intitulado "Racismo religioso como fenômeno histórico: História e Educação Antirracista", ministrado pelos(as) docentes Talita Kelly Lopes de Azevedo Prado, Alexandre Almeida Marcussi, Elaine Cristina Borges de Araujo, Renato Santos Aguessy, Felipe Oliveira Linard e Simone de Oliveira Hungaro.

Estão convidados(as) a se inscrever os(as) profissionais da SME que ocupem funções de Assistente de Diretor(a) de Escola, Coordenador(a) Pedagógico(a), Diretor(a) de Escola, Professor(a) de Ensino Fundamental II e Médio e Supervisor(a) Escolar.

O curso tem como objetivo compreender a historicidade do racismo religioso no Brasil, partindo das pesquisas de Alexandre Marcussi sobre as práticas de cura e resistência banto. Busca-se também analisar como o currículo escolar muitas vezes reproduz hierarquias coloniais que marginalizam as religiões de matriz africana e afro-brasileira.

🗓️•Período de realização*: 04/08/2026 até 18/08/2026
Horário: Dias 04 e 18/08 - das 19H às 21H (não presencial) / Dia 08/08 - das 9H às 13H (presencial)
Formato: Presencial e Online com carga horária de 20h (4h presenciais, 4h não presenciais e 12h à distância).
Vagas: 50
Certificado: é preciso ter 100% de frequência para a emissão.

📝•Período de inscrição* : de 22/07/2026 até 02/08/2026
As inscrições podem ser feitas pelo Site Conecta Formação da Secretaria Municipal da Educação (SME) atraves do link https://conectaformacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/area-publica/visualizar/608 que também pode ser acessado pelo link em nossa bio do instagram!

📍O encontro presencial será ministrado no CEFORP (Centro de Formação de Professores), localizado na Rua Estado de Israel, 200, Vila Clementino, São Paulo - SP, CEP 04022-000.

Na postagem de hoje, como atividade de Extensão da disciplina de Ensino de História da África e dos Afrodescendentes, mi...
22/07/2026

Na postagem de hoje, como atividade de Extensão da disciplina de Ensino de História da África e dos Afrodescendentes, ministrada pela Prª. Drª Marina de Mello e Souza em conjunto com o Centro de Estudos Africanos da USP, apresentamos o trabalho: “A MEMÓRIA DE NJINGA MBANDI: ENTRE ÁFRICA E BRASIL”, feito pelos alunos Jhonata Conceição Barbosa,  Izabela Jesus Pereira, Flávia Cristina Soares Marquez e Fabrício Lima Almeida.

Nascida por volta de 1582, Njinga Mbandi cresceu em meio à resistência contra a presença portuguesa na África Central e se tornou uma das maiores estrategistas políticas e militares de seu tempo se tornando peça chave no enfrentamento ao domínio colonial do governador português em 1622, recusando qualquer gesto de subordinação. Ao longo da vida, construiu alianças, negociou com diferentes grupos e fortaleceu seu reino, até morrer em Matamba, em 1663, deixando um legado de liderança e luta pela autonomia de seu povo.

Sua memória atravessou o oceano e se enraizou no Brasil: está presente nas Congadas desde pelo menos 1818, no Candomblé, em nomes de espaços culturais e até na capoeira angola, como mostra o Instituto de Capoeira Nzinga Angola, em São Paulo, onde os gestos da luta reverberam a postura firme da rainha em suas negociações políticas.

Mais que uma rainha, Nzinga é símbolo de memória, resistência e orgulho  e sua história nos lembra que a história da África também é a história do Brasil.

O Centro de Estudos Africanos da USP (CEA- USP)  divulga e convida vocês para parceria com o eixo do projeto de extensão...
16/07/2026

O Centro de Estudos Africanos da USP (CEA- USP) divulga e convida vocês para parceria com o eixo do projeto de extensão Biografias & História, desenvolvido a partir da disciplina "História da África e dos Afrodescendentes", ministrada pela prof.ª Marina de Mello e Souza na USP.

Ao longo das próximas semanas, vamos publicar uma série de posts aqui, no perfil do CEA, abordando personagens como Njinga Mbandi, Lima Barreto, Lélia Gonzalez e muitos outros.

A ideia é conectar passado e presente, África e Brasil, percursos singulares e estruturas coletivas — sempre com base na pesquisa histórica.

Por meio destes projetos, trazemos a ideia de que - entre a micro e a macro-história: como compreender processos sociais complexos a partir de trajetórias de vida individuais?

📌 Acompanhe a série e mergulhe nessas histórias conosco.

EducaçãoAntirracista PensamentoDecolonial

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